A Leishmaniose Visceral é uma doença grave, causada pelo protozoário Leishmania chagasi, que é transmitido através da picada de um inseto chamado flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis), popularmente conhecido por mosquito palha e que pode atingir pessoas e animais, principalmente o cão.
Após o acasalamento, as fêmeas do mosquito-palha, um dos principais vetores da leishmaniose visceral canina depositam seus ovos, especialmente em substratos úmidos e ricos em matéria orgânica, tais como: fezes de animais, folhas secas, frutos em decomposição e até lixo doméstico.
Os insetos pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gênero Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo da localização geográfica, como mosquito palha, tatuquira e birigui, são os principais vetores da Leishmaniose Tegumentar.
Estes insetos são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas.
Leishmaniose canina: como tratar? | Dra. Michele Sandrault
Qual o horário em que o mosquito palha ataca?
O mosquito-palha sai de seu abrigo e apresenta maior atividade nos horários mais frescos do dia, como ao anoitecer e durante a noite. Portanto em áreas endêmicas da leishmaniose, passeios com os cães no final da tarde e à noite devem ser evitados.
Os principais sintomas são febre, que pode se prolongar por muito tempo, até por meses; emagrecimento, fragilidade dos cabelos, perda de massa muscular, inchaço nas pernas e na barriga; disfunção renal ou hepática.
Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta.
Para o tratamento da leishmaniose visceral (LV), que causa febre e atinge áreas como o fígado e o baço, são utilizados três fármacos, a depender da indicação médica: o antimoniato de N-metil glucamina, a anfotericina B lipossomal e o desoxicolato de anfotericina B.
Apesar de grave, a doença tem opções terapêuticas gratuitas disponíveis na rede pública de saúde. “O tratamento baseia-se no uso de dois medicamentos: o Antimoniato de N-metil Glucamina (Glucantime) e Anfotericina B Lipossomal”, detalha.
Os sintomas da leishmaniose visceral incluem febre, tosse, dor abdominal, anemia, perda de peso, diarreia, fraqueza, aumento do fígado e do baço, além de inchaço nos linfonodos. De forma geral, a leishmaniose visceral pode atingir crianças até os dez anos de idade e é considerada a forma mais aguda da doença.
Outros cuidados que podem ajudar são: plantar citronela e quaisquer outras plantas sabidamente repelentes de insetos. Óleo de citronela é barato, fácil de ser encontrado, atóxico e pode ser usado no ambiente, diluído em água, nos cães e até em humanos, como repelente do mosquito.
Atualmente existe apenas uma vacina que, após ser analisada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pelo Ministério da Saúde (MS), obteve autorização para ser fabricada e comercializada, a Leish-Tec da empresa “Hertape Calier Saúde Animal”.
O diagnóstico utilizado e recomendado no Brasil para a leishmaniose tegumentar as leishmanioses é feito por meio de exame parasitológico direto, no qual se visualiza a presença do parasito específico que está causando a doença.
Na maioria das vezes, no início a ferida é pequena, arredondada, geralmente tem a borda elevada e avermelhada, não causa dor em alguns casos e tende ao crescimento progressivo (leishmaniose cutânea). Em algumas pessoas podem aparecer feridas no nariz, boca e garganta.
O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer; * Coloque telas nas janelas e embale sempre o lixo; * Cuide bem da saúde do seu cão.
Ocorre pela picada de insetos vetores, os flebotomíneos, popularmente chamados de “mosquito palha” ou “cangalhinha”. Eles são pequenos, de cor clara e pousam de asas abertas. O mosquito se contamina com o sangue de pessoas e animais doentes e transmite o parasito a pessoas e animais sadios.
O vetor da Leishmaniose conhecido como Mosquito Palha ou Mosquito Pólvora deposita seus ovos em locais sombreados e úmidos e que tenham fonte de alimentação para as larvas que eclodirão.
“O período de incubação é muito longo, e as pessoas começam a ter febre, emagrecimento, fraqueza, aumento do volume abdominal — porque aumentam o fígado e o baço —, anemia e, em casos mais graves, podem evoluir com insuficiência renal, alterações hepáticas e pneumonia.
Os antimoniais pentavalentes, por via endovenosa, são as drogas mais indicadas para o tratamento da leishmaniose, apesar dos efeitos colaterais adversos. Em segundo lugar, está a anfotericina B, cujo inconveniente maior é o alto preço do medicamento.
Como prevenir? Vigiar a população de cães, controlar a proliferação do inseto vetor e evitar que ele pique as pessoas. Essas ações são tanto de proteção individual como de manejo do ambiente.
Segundo a especialista, a leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é caracterizada por febre irregular, perda de peso, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e ou baço) e anemia. Se não tratada, pode levar à morte em mais de 90% dos casos.