“Como os muçulmanos não celebram aniversários como feriados religiosos, o Natal não é celebrado, mas é respeitado, pois comemora o nascimento de um grande profeta.”
Além da relação com o nascimento do profeta Maomé, os muçulmanos não comemoram o Natal porque, todos os anos, comemoram o Ramadã, onde se acredita que o profeta recebeu a revelação da parte de Alá.
Cultura tradicionalmente presente na Índia, o hinduísmo também não celebra o Natal. Essa religião tem como principais celebrações Durga Puja, o Dasara, o Ganesh Puja, o Rama Navami, o Krishna Janmashtami, o Diwali, o Holi e o Baishakhi.
O que os muçulmanos comemoram no dia 25 de dezembro?
Apesar do alto papel de Jesus nas crenças do islã, não é comum entre os muçulmanos comemorarem o 25 de dezembro como uma data especial. Entretanto, algumas tradições e grupos de muçulmanos consideram o Natal como significativo.
Maha Abdelaziz explica que, em termos religiosos, o Natal não é celebrado entre os seguidores do islamismo. Mas ela conta que a data acaba sendo comemorada entre os muçulmanos, como se fosse uma festa. "Islamicamente, não pode ser comemorado o Natal.
“Como os muçulmanos não celebram aniversários como feriados religiosos, o Natal não é celebrado, mas é respeitado, pois comemora o nascimento de um grande profeta.”
Sabe-se que os muçulmanos consideram Jesus como um profeta que foi morto, mas para eles é inadmissível que aquele profeta possa identificar-se com Deus. De outra parte, todas as religiões, exceto o cristianismo, também consideram escandalosa tal equiparação.
Para os muçulmanos, só existe um Deus cujo nome é Alá. E o último profeta de Alá foi Maomé. Maomé não é deus, mas um homem por intermédio de quem Alá revelou sua vontade ao mundo. Maomé é reverenciado pelos islâmicos, mas não adorado.
Os judeus não comemoram nem o Natal nem o Ano Novo nos “moldes” cristãos – apesar de reconhecerem que Jesus existiu, não há uma relação de divindade com ele.
A festa coincide com o Hajj, a peregrinação obrigatória que os muçulmanos devem realizar à Meca pelo menos uma vez na vida. O Eid é celebrado tanto por aqueles que estão fazendo o ritual obrigatório na Cidade Sagrada do Islam, quanto pelos fiéis que não estão.
Em Israel, onde o judaísmo predomina, a data é substituída por outra celebração: o Hanukkah. Essa festa judaica de oito dias acontece na mesma época, mas o Natal só é comemorado por comunidades cristãs, especialmente em cidades como Belém e Nazaré, ligadas à história de Jesus.
A religião judaica não reconhece Jesus Cristo como o Messias. Os judeus ainda esperam, e isso faz parte de toda a doutrina, o Messias que virá, segundo as profecias.
"Não existem provas de que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro; a data de seu nascimento não foi registrada na Bíblia", argumentam ainda os seguidores das Testemunhas de Jeová. "Os apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus não comemoravam o Natal.
Historicamente, Jesus Cristo foi um profeta judeu que viveu na Palestina no século I d.C. Durante sua vida, ele trouxe uma mensagem de libertação a Israel, prometendo a formação de um reino de Deus na Terra. Essa mensagem teria o levado a ser crucificado pelos romanos, os dominadores da Palestina na época.
Para os muçulmanos, o Ano Novo não possui uma data fixa. A data é utilizada para comemorar o êxodo do grande profeta Maomé, e pode acontecer a partir de maio, seguindo o calendário islâmico lunar. O mês em que marca a chegada do novo ano é chamado de Muharram.
As Testemunhas de Jeová, conforme descrito em seu site oficial, não comemoram o Natal por acreditarem que a data possui origens pagãs e que a Bíblia enfatiza a celebração da morte de Jesus, não de seu nascimento.
Já a comemoração do dia do Natal para os umbandistas assemelha-se às tradicionais festas de fim de ano, com reunião de amigos e familiares em suas casas, celebrando a vida e desejando prosperidade uns aos outros.
Assim como os cristãos decoram suas casas e possuem tradições próprias no mês de dezembro, os budistas também o fazem, mas são movidos pela comemoração do Dia da Iluminação de Buda. Vários adeptos do budismo pelo mundo enfeitam o lar com uma figueira (ou uma árvore artificial para simbolizá-la) decorada com luzes.
Chanucá, habitualmente chamada de Festas das Luzes ou Dedicação, é uma solenidade que faz memória da Guerra dos Macabeus e sua vitória sobre os Selêucidas.
Para nós, muçulmanos, Jesus (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele) foi um dos grandes mensageiros enviados por Deus para orientar o seu povo, convocando para a adoração de um Deus Único, sem parceiros, o Criador de tudo e de todos.
Segue-se então o que é sem dúvida a mais importante diferença entre o islamismo e o cristianismo: os muçulmanos não acreditam na divindade de Jesus Cristo ou do Espírito Santo. Isso indica também que, embora todas as pessoas sejam igualmente criações de Deus, de acordo com a doutrina islâmica não somos Seus filhos.
Os dois livros têm algumas diferenças entre si. Primeiramente, a Bíblia é um livro escrito por homens que foram inspirados por Deus na crença cristã. Isso se difere do Alcorão, que se estabeleceu pelas revelações de Allah a Muhammad, sendo, portanto, as próprias palavras de Allah.
Em nenhuma passagem o Alcorão sequer insinua que Jesus (A.S.) tenha sido Deus ou filho de Deus, ao contrário nega terminantemente esse dogma cristão. Sobre o nascimento milagroso de Jesus(A.S.), o Alcorão diz: “O exemplo de Jesus perante Deus é idêntico ao de Adão, a quem Ele criou do pó, então lhe disse: Sê! E foi”.
Todos eles se referem ao mesmo Deus, o supremo e todo-abrangente Alá. Entre os 99 nomes de Deus, os mais famosos e utilizados incluem "o misericordioso" (al-Raḥmān) e "o compassivo" (al-Raḥīm). Algumas tradições afirmam que existe um centésimo nome que seria o próprio nome de Deus, ou seja, Alá.