Jesus, o Divino, é também humano, é o que quis dizer João com esse acontecimento. O sangue significa a morte violenta de Jesus que nos salva, assim como os seus conterrâneos reparavam o pecado com sangue de bode aspergido no altar do sacrifício (Lv 16).
O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (cf. Marcos 16,16) pelo Sangue de Cristo.
Ele é Deus para reconciliar o homem com Deus e é homem para reconciliar homem com homem. O sangue foi derramado para que houvesse santificação. Quando Ele fez o que fez, tinha como finalidade, levantar uma nação santa, sacerdócio real, para que pudesse proclamar as virtudes do seu reino.
Em Gênesis 9.4, Levítico 17.11 e 14, e Deuteronômio 12.23 ela é traduzida por vida. É importante notar que, em Levítico14, o sangue é utilizado pelos sacerdotes no ritual de cura das doenças de pele que causam impureza. Paradoxalmente, o sangue também representa a morte.
O sangue ultrapassa seu próprio significado físico e atinge um significado simbólico, eidético e poético mais relacionado à alma e à essência dos seres. Há dois milênios, pelo sangue fomos redimidos. O sangue renova permanentemente a fertilidade. O sangue é elemento de pacto (com amigos ou com deuses e demônios).
O sangue de Jesus nos justifica de todo o pecado, e nEle podemos alcançar todas as promessas que a Sua Palavra nos garante. Que possamos andar em retidão e na justiça do Senhor, para que o sangue de Jesus venha nos justificar, e nos limpar de todo o pecado.
A Palavra proclama que há poder no sangue de Jesus, e que a única maneira pela qual podemos ter comunhão com Deus, a única forma, o único caminho para chegarmos a Deus é por meio do sangue.
O Sangue de Jesus não só nos purifica dos nossos pecados, como também, fortifica a nossa vida para que tenhamos fé, sentido e direção. Que sejamos tomados pela presença do Corpo e Sangue do Senhor, que santificam o nosso corpo e a nossa vida.
O apóstolo João diz: “O sangue de Jesus, seu Filho, nos limpa de todo pecado” (1Jo 1.7). Quando Jesus celebrou pela primeira vez a Santa Ceia, ele disse: “Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue derramado em favor de vocês” (Lc 22.20).
Vamos falar sobre o poder do sangue de Jesus: 1- O Sangue de Jesus tem o poder do PERDÃO: I João 1.7 “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. Quando clamamos pelo sangue de Jesus, a primeira coisa que precisamos é do seu perdão. Jesus morreu na cruz para nos perdoar dos pecados (Apocalipse 7.14).
O autor da Carta aos Hebreus nos diz que o Preciosíssimo Sangue de Cristo “é mais eloquente que o de Abel”. Enquanto o sangue deste erguia seu clamor por justiça, o de Nosso Senhor não cessa de implorar, por todos nós, pecadores: Misericórdia! Misericórdia!
O Sangue de Jesus tem poder para curar, libertar, restaurar, perdoar, santificar... “Queres conhecer mais profundamente o poder desse Sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria Cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor” (São João Crisóstomo).
Senhor Jesus, derrama uma gota do Teu Preciosíssimo Sangue em nossas famílias, nosso ambiente de trabalho e livra-nos das desavenças, da inveja e tudo que possa nos prejudicar. Na presença de Tua Mãe, Nossa Senhora do Carmo, clamamos o Poder do Teu Sangue Redentor. Pelo Teu Preciosíssimo Sangue, lava-nos, Senhor.
No Evangelho – Jo 6,51-58 – Jesus se apresenta como o pão vivo vindo do Pai. Ele se tornou carne, pão descido do céu, que alimenta a vida da humanidade. Alimentar-se da carne e do sangue de Jesus significa acolher o dom total de sua vida. A carne é a existência humana, e o sangue é a vida doada por amor.
O que a Bíblia fala sobre o poder do Sangue de Jesus?
Clame a proteção do Sangue de Jesus para você e sua família. Em Êxodo 12, 13 temos: “O sangue sobre as casas em que habitai-vos servirá de sinal (de proteção): vendo o sangue, passarei adiante e não serei atingidos pelo flagelo destruidor, quando eu ferir o Egito”.
O Sangue de Jesus nos dá a vitória: Lá no Egito o sangue do cordeiro foi a vitória para o povo de Israel, pois eles foram libertos da escravidão do Egito e foram para a terra prometida. E hoje, também, o Sangue de Jesus nos dá a vitória, nos conduzindo para a vida eterna com Deus.
Comer a carne de Jesus e beber o sangue significa, então, assumir a própria vida de Jesus. Aprendendo com ele o autêntico significado da existência humana: viver para Ele, graças a Ele, como Ele.
Ao oferecer seu Corpo e seu Sangue na cruz, Jesus nos dá condição de tornarmo-nos nós mesmos uma célula de seu corpo entregue e de seu sangue derramado. A ligação entre Morte e Ressurreição do Senhor e a Eucaristia realça o poder deste sacramento, o Sacramento da salvação.
Porque o Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado?
Assim como nós, no natural, somos purificados externamente pela água e interiormente pelo sangue, a parte do sangue de Jesus (que João chamava de “água”) corresponde ao único tipo, o exterior, a purificação ou o perdão dos pecados.
O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.
Qual é a mensagem bíblica sobre o Sangue de Jesus?
E Jesus repetiu: Solenemente vos digo isto: a não ser que comam a carne do Filho do Homem e bebam o seu sangue, não poderão ter em vós a vida eterna. Mas todo aquele que comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
Porque as Sagradas Escrituras nos recordam que nós fomos comprados não por ouro ou por prata, mas pelo Sangue do Cordeiro. Nós, que éramos escravos do demônio, fomos salvos porque Nosso Senhor pagou um preço altíssimo por nós.
A palavra Sangue é mencionada na Bíblia 700 vezes. O Antigo Testamento identifica o sangue e a vida, baseando-se numa constatação elementar, que a perda do sangue leva à morte. O Antigo Testamento identifica o sangue como vida (Lv 17:11-14; Dt 18:23).