Trata-se de um narrador que é simultaneamente personagem, no mundo ficcional. Se é personagem e narrador da sua própria história, é um narrador homodiegético, como acontece com os narradores em Citizen Kane. Se a personagem-narrador não pertence à história que está a narrar, será um narrador heterodiegético.
Autodiegético - quando é personagem principal. Homodiegético - quando é personagem secundária. Heterodiegético - quando é uma personagem exterior à ação.
Assim, o narrador heterodiegético pode ser do tipo que sabe mais que os personagens, o assim chamado “narrador onisciente”, ou um que sabe menos que os personagens, pois não tem acesso às suas mentes.
Trata-se de um narrador que é simultaneamente personagem, no mundo ficcional. Se é personagem e narrador da sua própria história, é um narrador homodiegético, como acontece com os narradores em Citizen Kane. Se a personagem-narrador não pertence à história que está a narrar, será um narrador heterodiegético.
O foco narrativo é o ponto de vista do narrador. Ele pode ser de primeira ou de terceira pessoa e está associado a um narrador personagem, observador ou onisciente. O foco narrativo é o ponto de vista do narrador.
Como se chama o narrador que não participa da história?
Narrador observador
É um narrador em terceira pessoa e narra apenas o que vê, o que observa, isto é, não participa da história e nem tem conhecimento total dos fatos e personagens: “O sol estava começando a abaixar e a luz da tarde estava sobre a paisagem quando desceram a colina.
E para conhecermos um pouco mais sobre os diversos tipos de narrativa, devemos saber que elas se subdividem em: Romance, Novela, Conto, Crônica e Fábula.
O narrador onisciente é aquele cujo foco narrativo é centrado na 3ª pessoa discursiva. Espécie de “deus” que tudo sabe e tudo vê, esse tipo de narrador sabe o passado, o presente e o futuro de cada personagem na narrativa, bem como seus pensamentos e estados emocionais.
«[Termo grego que provém de ana (contra) e chronos (tempo)] Refere-se às alterações entre a ordem dos eventos da história e a ordem em que são apresentados no discurso. Assim, o narrador pode antecipar acontecimentos ou informações (prolepse) ou recuar no tempo (analepse).
O discurso indireto livre se trata de uma mescla entre os discursos direto e indireto. Nele, o narrador assume o lugar de outro, expressando sentimentos e pensamentos em sua narrativa. Esse tipo de discurso é mais comum em textos literários.
Assim, um evento gera outro, e isso compõe uma narrativa com princípio, meio e fim. Desse modo, o enredo pode ser, basicamente: sequencial ou linear: a narrativa é contada de forma cronológica. fragmentado ou não linear: a história não respeita uma ordem cronológica.
O tempo psicológico “ignora” a marcação do relógio, é interior, cronometrado pelas vivências e pensamentos de cada um. Já o tempo metafísico, ou o tempo do ser, está acima ou fora do tempo histórico ou psicológico, ainda que possa com eles mesclar-se, e corresponde ao tempo da Humanidade, do Mundo, sem começo nem fim.
Assim como o narrador onisciente, ele não participa da história. Mas ele não tem o superpoder do narrador onisciente. Isso porque o narrador observador não sabe de tudo, ele apenas narra os acontecimentos, como se estivesse vendo as coisas acontecerem diante dos seus olhos.