No Espiritismo, a cremação é perfeitamente aceita e não existem argumentos contrários, a não ser apenas que haja um intervalo de 72 horas entre a morte e o início do ritual. Essa orientação se baseia na crença de que o espírito pode manter uma ligação com o corpo após a morte, por até esse período.
O que acontece com o espírito quando o corpo é cremado?
Já no espiritismo, a cremação é uma prática bem aceita, mas pede-se que seja respeitado o tempo de 72 horas, que, segundo os seguidores, é o tempo necessário para o espírito se desvincular do corpo material.
A cremação na visão espírita é bem aceita. É preciso, entretanto, respeitar as primeiras 72 horas da morte antes de cremar o corpo. Segundo a religião, esse é o tempo que o espírito leva para se desvincular do corpo material.
Acredita-se que após 72 horas da morte, o desligamento entre o espírito e o corpo se deu por completo. Por conta disso, a cremação pode ocorrer sem maiores problemas, já que o corpo é apenas matéria, mas o espírito, imortal.
Segundo os espíritas, o espírito continua vivo após a morte, ou seja, a morte afeta apenas o corpo, e esse espírito continuará sua trajetória baseada nas suas realizações na Terra. Conforme o Judaísmo, todos os mortos serão ressuscitados na Era Messiânica, o que acontecerá quando o Messias chegar à Terra.
Visão Espírita Sobre a Cremação | O Espírito Sente a Cremação?
Quanto tempo o espírito sai do corpo após a morte?
Acredita-se que, para a alma sair do corpo, demora cerca de 24 horas. Por isso, recomenda-se uma espera de um dia para que o enterro possa ser realizado. Além disso, se a família optar pela cremação, é preciso esperar no mínimo 72 horas para garantir a liberação da alma e sua purificação.
Embora alguns cristãos evangélicos acreditem que a cremação seja ruim, pois algum dia Deus irá ressuscitar nossos corpos e reuni-los com nossas almas, não há nenhuma desonra envolvida na prática. Portanto, esta não pode ser uma justificativa plausível.
Quanto tempo demora para o espírito sair do corpo?
Por isso, muitos dentro do Espiritismo defendem a não-cremação. "Outros estudiosos, no entanto, dizem que 72 horas são mais do que o suficiente para que toda cirurgia de desligamento entre espírito, perispírito e corpo físico se concretize", conta a sensitiva.
Qual é o destino do espírito após a morte do corpo físico?
Quando o corpo físico morre, o espírito continua vivo. No mundo espiritual, o espírito daquele que é justo “será recebido num estado de felicidade, [num lugar] que é chamado paraíso, um estado de descanso, um estado de paz, onde descansará de todas as suas aflições e de todos os seus cuidados e tristezas” (Alma 40:12).
Durante o velório, o caixão fechado serve como um marco de respeito e consideração. Assim, o caixão no Espiritismo cria um ambiente de serenidade e reflexão para aqueles que ficam. O silêncio e a tranquilidade são fundamentais para permitir que o espírito se desligue do plano material e siga sua trajetória.
O processo de cremação moderno é composto pela incineração de um cadáver utilizando uma coluna de chamas, a uma temperatura de aproximadamente 1.000 graus Celsius, em um forno alimentado por gás natural ou óleo. Quando o processo é concluído, permanecem somente os ossos e as cinzas de cremação.
De acordo com Chico Xavier, a cremação não interfere no processo de desencarnação do espírito. O corpo físico é apenas um invólucro temporário, e a alma se liberta naturalmente durante a transição para o plano espiritual.
No Espiritismo, a cremação é perfeitamente aceita e não existem argumentos contrários, a não ser apenas que haja um intervalo de 72 horas entre a morte e o início do ritual. Essa orientação se baseia na crença de que o espírito pode manter uma ligação com o corpo após a morte, por até esse período.
O processo natural de decomposição do corpo humano começa logo após a morte. As 72 horas permitem que os primeiros estágios desse processo ocorram, o que pode ajudar a confirmar a morte. Em alguns casos raros, pode haver dúvida se a pessoa está realmente morta, e o período de espera ajuda a eliminar essa incerteza.
O Espiritismo denomina esta "dimensão extrafísica" como plano espiritual. A experiência fora-do-corpo (do inglês out-of-body experience) pode ser caracterizada também como sendo a sensação de saída ou escape do corpo físico, sendo possível observar a si próprio e ao mundo afora de uma outra perspectiva.
Como a alma é imortal, não há preocupação com o corpo. Ele se desfaz, mas o espírito persiste. Outro fato importante é que a alma pode retornar em outro corpo, mas apenas quando sua missão em vida ainda não estiver concluída.
Cremação não faz nada além de “apressar” o processo de tornar o corpo em pó. Deus é completamente capaz de ressuscitar os restos mortais de uma pessoa que foi cremada, assim como Ele é capaz de ressucitar os restos mortais de uma pessoa que não foi cremada.
De modo semelhante a Jesus Cristo, todo cristão deseja ser sepultado e ressuscitar com ele. A cremação representava uma ofensa à crença na ressurreição do corpo. Assim, a prática da cremação passa por um período de desaparecimento no ocidente cristão.
Sob a ótica de questões de saneamento e saúde pública, cremar é melhor e é o processo mais eficaz contra disseminação de doenças, por isso é quase obrigatório em casos de pandemias.
O Zohar ensina que 30 dias antes de a pessoa morrer a alma começa a sair do corpo. A alma tem três aspectos ou níveis, chamados Nefesh, Ruach e Neshamá. Na hora da morte os dois níveis mais elevados deixam o corpo. O mais baixo, Nefesh, passa por um processo de até 11 meses para se desprender do corpo.
Quando o Espírito toca o coração, ele sofre uma mudança. Quando o indivíduo (…) sente o Espírito trabalhando nele, ou quando vê uma evidência do amor e da misericórdia do Senhor em sua vida, ele é edificado e fortalecido espiritualmente, e sua fé Nele aumenta.