Ambos os termos estão corretos e podem ser utilizados, pois possuem o mesmo significado. É bastante comum usar o verbo ter no lugar de haver, e essa substituição não atrapalha o entendimento da frase.
Qual a diferença, portanto, entre Havia e Tinha? Simples: o verbo Ter adequa-se à língua falada e Haver pode ser usado na linguagem oral ou na escrita.
O verbo HAVER, no sentido de "existir, acontecer" ou quando indica tempo transcorrido é impessoal. Isso significa que ele deve ficar fixo na terceira pessoa do singular. Portanto, diga e escreva: “HAVIA dez pessoas na sala”; “HOUVE muitas demissões na empresa”.
Se o verbo “ter” estiver auxiliando o verbo “haver” permanecerá na 3ª pessoa do singular: Tinha havido várias reuniões antes desta. Alguns derivados do verbo “ter” são: manter, reter, deter, obter, conter, entreter, dentre outros.
Ambas são conjugações verbais do vocábulo “haver” e estão no pretérito imperfeito do indicativo. A palavra havia corresponde à 3ª pessoa do singular (ele havia), enquanto haviam está na 3ª pessoa do plural (eles haviam).
Quando traz o sentido de “existir“, “ocorrer” ou “acontecer“, o verbo “haver” é impessoal. Verbos impessoais não possuem sujeito e, por isso, não são flexionados. Portanto, sempre permanecem no singular e são conjugados na terceira pessoa, independente do tempo verbal. Havia jogos acontecendo simultaneamente.
Pagado é utilizado nos tempos compostos com os verbos auxiliares ter e haver: – Ele já tinha pagado a conta. Pago é usado com os verbos auxiliares ser e estar: – O valor é pago mensalmente.
“Não tinha visto” implica que até agora você os viu, mas em referência a um momento específico do passado, você não os viu, ou seja: Na sexta-feira passada, eu não os tinha visto ainda, mas então os vi no sábado.
O uso do auxiliar ”ter” é mais popular e frequente; haver é mais erudito: – Os documentos tinham sido entregues. = Os documentos haviam sido entregues. – Eles já tinham cantado quando chegamos ao teatro. = Eles já haviam cantado quando chegamos ao teatro.
1ª) Com TER e HAVER, usamos o PARTICÍPIO REGULAR. Então, dizemos: “Ana já TINHA (ou HAVIA) LIMPADO a sala”; “Eu TINHA (ou HAVIA) IMPRIMIDO o texto todo”.
"Sabemos que o verbo haver empregado no sentido de existir é impessoal. Logo não flexiona. Entretanto, é comum verificar em textos de lei ou documentos jurídicos o vocábulo 'houverem'.
Certo: Há duas formas: Eu me esqueci da reunião. Ou Eu esqueci a reunião. Por quê? O verbo esquecer só é usado com a preposição de (de – da – do) quando vier acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos).
"Tive" encontra-se no pretérito perfeito simples do indicativo (terceira pessoa do singular, voz activa) e exprime uma acção que se localiza em certo momento do passado; "tinha" encontra-se no pretérito imperfeito do indicativo (terceira pessoa do singular, voz activa) e refere-se a um facto passado, mas não concluído, ...
Uma forma de entender quando usar cada particípio é olhar para o verbo que o antecede. Se forem os verbos ter ou haver, pode-se utilizar a forma regular do particípio – como o exemplo “o homem tinha salvado”. Quando os verbos auxiliares são “ser” ou “estar”, utiliza-se o particípio irregular: “o bebê foi salvo”.
Na tradição da língua, o particípio passado de pegar é pegado, não ocorrendo jamais a forma pego. Por analogia com verbos que têm duas formas de particípio passado, uma regular e outra irregular (como pagar: pagado e pago), criou-se a forma irregular pego.
“TINHA IMPRESSO” OU “TINHA IMPRIMIDO”? Quando usamos o verbo TER ou HAVER, o verbo IMPRIMIR fica em sua forma mais longa, como em “Eu já havia imprimido”. Nos outros casos, ele fica em sua forma mais curta, como em “Os documentos estão impressos”, “Os livros foram impressos com sucesso” etc.
De acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa, não há diferença entre havia ou tinha. Ambos os termos estão corretos e podem ser utilizados, pois possuem o mesmo significado. É bastante comum usar o verbo ter no lugar de haver, e essa substituição não atrapalha o entendimento da frase.
A palavra “havia” indica a terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo do verbo “haver”. Este verbo, quando usado no sentido de “acontecer”, “existir” e “ocorrer”, é impessoal e não possui sujeito, e consequentemente não é flexionado, permanecendo no singular.