O aumento das doenças cardiovasculares nas mulheres: o infarto em mulheres é mais fatal do que entre os homens; no mundo, as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes entre as mulheres, com 8 milhões de mortes por ano.
Fatores de Risco: Os principais fatores de risco são tabagismo, sedentarismo, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso. Além do infarto, essas condutas podem provocar hipertensão, AVC, obesidade, depressão e diabetes. Diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.
Existe uma série de fatores que explicam esses dados, como diferenças nos estilos de vida e de anatomia. Por exemplo, o calibre das artérias das mulheres é de menor calibre e assim de mais fácil oclusão. Mas essa diferença existe também porque os sintomas são frequentemente distintos para homens e mulheres.
Segundo a médica, pacientes com antecedentes familiares de doença cardiovascular em parentes de 1° grau, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes mellitus, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, hábito alimentar inadequado e sobrepeso/obesidade, são os que estão sob maior risco de sofrer um infarto.
Fumantes. Os tabagistas têm mais chances de ter um infarto porque esse hábito favorece a formação e acúmulo de placas de gordura e contribuem para a hipertensão, estresse, depressão, diabetes e obesidade.
Um das explicações refere-se ao menor calibre das artérias das mulheres, as placas ateromatosas tendem a fechar mais as artérias delas do que dos homens, o que faz com que a obstrução seja mais grave, tornando-as mais propicias a oclusões arteriais.
Entre os sintomas ocasionados pelo estresse estão a pressão alta, a ansiedade, a depressão, doença do refluxo gástrico, problemas intestinais, dores de cabeça, AVC e infarto. “A persistência dos níveis elevados de pressão arterial pode levar, com o tempo, a um caso de insuficiência cardíaca, além do infarto.
Quem passa por essa condição tem três possibilidades: receber tratamento adequado e sobreviver; receber atendimento hospitalar, mas não ter o quadro revertido, levando à morte em até 24 horas; ir a óbito instantaneamente, o denominado infarto fulminante.
Apesar de incomum, também leva à interrupção do fluxo sanguíneo. O ataque cardíaco ou infarto pode ocorrer, ainda, em situações quando a pressão arterial está muito baixa e, consequentemente, a quantidade de sangue que atinge o coração é reduzida consideravelmente.
A ocorrência de um primeiro infarto aumenta significativamente as chances de que um novo episódio aconteça no mesmo paciente. De acordo com o cardiologista Rafael Santos, esse risco aumentado se mantém constantemente, ou seja, não diminui com o passar do tempo.
O infarto mata oito vezes mais as brasileiras do que o câncer de mama, justamente o de maior incidência entre elas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Os principais inimigos do infarto são o tabagismo e o colesterol em excesso, pois podem se acumular e levar à formação de placas de gordura, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Os diabéticos têm duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.
A cada cinco a sete casos, um resulta em óbito. Para diminuir o risco de morte, o atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos, é fundamental para salvar uma vida. “O tratamento mais eficaz é o mais rápido, pois a obstrução de artérias cardíacas pode levar à isquemia [sofrimento do músculo cardíaco].
Dados mostram que a doença emocional já atinge 121 milhões de pessoas no mundo. Para o Dr. Abrão Cury, cardiologista do HCor – Hospital do Coração, “a depressão pode fazer com que ocorra o estreitamento das artérias, por meio de contrações involuntárias, e assim aumentam as possibilidades da ocorrência de infartos”.
“Controlar a pressão e diabetes, manter uma dieta balanceada, deixar de fumar, praticar atividades físicas e tentar reduzir a carga de estresse são medidas que tendem a diminuir o risco de doenças cardiovasculares, principalmente de infarto”, afirma Danielli Lino, membro do Grupo Condutor do Infarto Agudo do Miocárdio ...
Quando o assunto é infarto, geralmente vinculamos o episódio a pessoas que já têm alguns problemas de saúde associados, incluindo a má alimentação e o sedentarismo. Mas nem sempre essa conclusão é válida. Infelizmente o infarto também pode acometer pessoas jovens e saudáveis e, em alguns casos, levar à morte.
A população com mais idade, principalmente acima de 50 anos, estão mais suscetíveis a ter um infarto. No entanto, com a disseminação dos hábitos ruins de vida, como os que mencionamos acima, cada vez mais os jovens estão sofrendo ataques cardíacos e outras doenças.
De acordo com Felipe Gavranic dos Reis, especialista em Cardiologia e Médico Cardiologista da CCRmed, o paciente normalmente apresenta sinais entre uma e até duas semanas antes do infarto e costuma recorrer ao pronto-socorro para ser medicado.
Os principais sintomas de infarto feminino são sensação de pressão ou aperto no peito, enjoo, mal estar geral, cansaço excessivo sem causa aparente, falta de ar, desconforto em um ou ambos braços, pescoço ou queixo e/ou suor frio.
A principal causa de morte súbita em adultos jovens é a arritmia cardíaca, ou seja, quando os batimentos do coração passam a acontecer em um ritmo diferente do normal. Porém, esse descompasso não acontece do nada, sendo gerado por alguma condição prévia.
Está provado que doses excessivas de vinho, uísque, cerveja ou qualquer outro drinque podem, além de causar dependência e acidentes de toda sorte, aumentar a pressão arterial e os níveis de triglicérides (um tipo de gordura), duas condições que favorecem o aparecimento de infarto.
Para pacientes de risco, a ingestão de uma dose de ácido acetilsalicílico (AAS) a cada três dias pode ser tão eficiente na prevenção de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doença vascular periférica quanto consumir o medicamento diariamente.