Um câncer pode voltar, ou seja, recidivar, quando pequenas áreas de células tumorais permanecem no corpo após o tratamento. O câncer é uma doença diferente de qualquer outra doença crônica e tem algumas características que o distinguem muito bem.
É verdade que quando o câncer aparece novamente a doença já não tem cura?
Podemos, portanto, concluir que há casos de câncer que têm cura e outros não. A probabilidade de cura depende basicamente do tipo de câncer e do seu estágio. Alguns tumores malignos têm alto índice de cura mesmo em fases avançadas.
Não necessariamente. Existem tumores com uma tendência de voltar sempre no mesmo lugar. Outros, já têm maior risco de voltar em outras partes do corpo.
O câncer pode recidivar quando pequenas áreas de células tumorais permanecem no corpo após o tratamento. São micro metástases, invisíveis ao olho nu e indetectáveis pelos exames de imagem modernos.
Existem diferentes tipos de recidiva do câncer: Recidiva local: é quando o câncer voltou no mesmo local onde começou. Recidiva regional: quando o câncer volta nos gânglios linfáticos perto do local do câncer primário. Recidiva à distância: quando o câncer reaparece em outra parte do corpo.
Por que é difícil de curar o câncer de pâncreas? De acordo com França, o câncer de pâncreas é um tumor que cresce rapidamente e de forma silenciosa, dificultando sua detecção e as chances de cura. Sem tratamento, ele tende a se espalhar por outras partes do corpo, causando a chamada metástase.
A taxa de sobrevivência relativa é a percentagem de pacientes que continuam vivos cinco anos após o diagnóstico da doença, dividida pela percentagem da população em geral com o mesmo sexo e idade que continua viva após cinco anos.
Alimentar-se bem, fazer exercícios regularmente e com disciplina e ter sua equipe médica ao lado são algumas das medidas que podem reduzir o risco do câncer voltar.
Risco de um segundo câncer relacionado ao tratamento. Não é possível prever quem poderá desenvolver um segundo câncer. Mas, às vezes, o tratamento oncológico pode aumentar o risco de um paciente sofrer uma recidiva.
Pesquisas médicas já apontaram que a doença pode simplesmente desaparecer, sem nenhum tratamento. Entretanto, o professor da Universidade de São Paulo (USP) José Alexandre Barbuto faz um alerta: são casos extremamente raros.
Atualmente, as pesquisas clínicas mostram que o tumor de mama, por exemplo, pode apresentar recidivas tardias (5 ou 10 anos após o tratamento inicial). Por outro lado, em um câncer de pele tipo melanoma avançado que foi tratado com imunoterapia, se em 3 anos não recidivou, o risco de isso ocorrer se torna mínimo.
Quando um paciente é considerado curado do câncer?
LILIAN ARRUDA BARROS, coordenadora adjunta do Departamento de Oncologia do IBCC a chance de recidiva após cinco anos é baixa e, a partir desse intervalo, assume-se que o paciente está curado.
Os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer são: atividade física, tabagismo, alimentação, peso corporal, hábitos sexuais, fatores ocupacionais, bebidas alcoólicas, exposição solar, radiações e medicamentos.
Câncer de pâncreas, de vesícula biliar, de esôfago, de fígado, de pulmão e de cérebro são os mais letais — ou seja, poucas pessoas sobrevivem cinco anos após o diagnóstico do tumor maligno.
Qual a expectativa de vida de uma pessoa com câncer?
Os números mostram uma melhoria na média total de sobrevivência, de um ano em pacientes diagnosticados em 1971-1972 a quase seis anos para pacientes diagnosticados 40 anos mais tarde. Seis dos cânceres estudados hoje apresentam médias de sobrevivência de mais de dez anos.
A sobrevida em 10 anos foi calculada considerando o intervalo entre a data do diagnóstico disponível no prontuário e a data do óbito ou final do acompanhamento.
Alguns tumores de próstata, mama e tireoide, por exemplo, frequentemente evoluem lentamente sem sintomas óbvios ou disseminação além da área original. Pesquisas sugerem que alguns desses cânceres são tratados excessivamente.
Para alguns tipos de câncer (como câncer de mama, intestino, sarcomas, entre outros) já se conhecem os genes onde estas mutações estão presentes, sendo possível identificá-las e determinar que indivíduos em uma família têm maior chance de desenvolver esses tipos de tumor.
Os cânceres que mais causam mortes entre homens são: pulmão (17,5%), próstata (13,3%), colorretal (9,6%) e pâncreas (6,4%). Os cânceres que causam maior número de mortes entre mulheres são: mama (15,7%), pulmão (16,5%), colorretal (9,6%) e pâncreas (6,6%).
Trata-se de micro metástases, que são indetectáveis por exames de imagens, mesmo os mais modernos. Com o passar do tempo — que pode ser meses ou anos — essas células podem se multiplicar indiscriminadamente, levando ao desenvolvimento de um novo câncer. Um tumor de 1 cm³ pode abrigar até 1 bilhão de células cancerosas.
Os tumores mais comuns entre a população jovem são os linfomas e as leucemias, que apresentam sintomas inespecíficos, como cansaço, inchaço na barriga e caroços. Entre os respondentes da pesquisa britânica, 56% afirmaram que não saberiam dizer quando um desses sinais requer investigação mais detalhada.