Apesar da ficção nas histórias dos personagens, a produção se inspira em acontecimentos reais para mostrar a missão dos mergulhadores, que de fato foi realizada por três homens — Borys Baranov, Valerii Bespalov e Oleksiy Ananenko, todos engenheiros-chefes de uma das seções do reator.
Os homens que conseguiram este feito foram os engenheiros Alexei Ananenko e Valeri Bezpalov (que sabiam onde estavam as válvulas), acompanhados pelo supervisor de turno, Boris Baranov.
Dessas, três foram condenadas a dez anos de prisão: Viktor Bryukhanov, Nikolai Fomin e Anatoly Dyatlov. Bryukhanov e Dyatlov cumpriram cinco anos de prisão e foram anistiados. Bryukhanov reside atualmente em Kiev, e Dyatlov morreu em 1994 em consequência da exposição à radiação.
Quem são os três heróis que tiraram a água de Chernobyl?
Esta é a história de Alexei Ananenko, Valeriy Bezpalov e Boris Baranov, os três super-herois de Chernobyl, de quem se diz que salvaram a Europa ou ao menos um ou outro milhão de pessoas a milhares de quilômetros ao redor, num frio dia de abril.
Demorou dez anos para que Valery Legasov fosse condecorado por suas ações em Chernobyl. O cientista foi premiado postumamente como herói da Rússia pelo então presidente Boris Yeltsin.
Edição do Jornal Nacional - 29/04/1986 (Desastre de Chernobyl)
Tem mutantes em Chernobyl?
Os pesquisadores descobriram que os animais da Zona de Evacuação de Chernobyl (CEZ) têm sistemas imunológicos geneticamente alterados que mostram resiliência ao câncer. Os pesquisadores estão agora trabalhando para descobrir se os genes poderiam ajudar pacientes humanos com câncer.
O que aconteceu com os 3 homens que entraram em Chernobyl?
As autoridades estavam preocupadas com uma nova explosão caso a "lava" do reator fundido atingisse a água. Conta-se que os três "mergulhadores" morreram de doença da radiação como consequência. Mas todos, na verdade, sobreviveram.
David R. Marples sugeriu que a a adversidade do Desastre de Chernobil afetou o psicológico de Legasov, levando-o a decisão de cometer suicídio. Antes de seu suicídio, Legasov gravou fitas que revelavam fatos não divulgados pelo governo sobre a catástrofe.
Em 26 de abril de 1986, um teste inadequado de baixa potência no reator número quatro da usina nuclear de Chernobyl, na então União Soviética (na parte onde hoje fica a Ucrânia), resultou na perda do controle do reator, causando uma explosão e um incêndio que demoliu o prédio e liberou grandes quantidades de radiação ...
A palavra Tchornobyl (também traduzida como Čornobyl') pode ter surgido a partir da união das palavras чорний (tchorny, "preto") e билля (billya, "grama" ou "folhas"), portanto, pode significar grama preta ou folhas pretas. Há também especulações de que o nome da cidade tenha derivado da planta Artemisia vulgaris.
Até hoje, mais de sete mil pessoas vivem e trabalham dentro e ao redor da usina, e um número muito menor voltou para as aldeias vizinhas, apesar dos riscos.
O Brasil, com suas duas usinas (Angra 1 – PWR, 640 MW e Angra 2 – PWR, 1.350 MW), possui a maior capacidade de geração (1.990 MW). O México também tem duas usinas nucleares em seu território, que somam 1.640 de capacidade instalada (Laguna Verde 1 – BWR, 820 MW e Laguna Verde 2 – BWR, 820 MW).
Especialistas disseram que levará pelo menos 3 mil anos para que a área se torne segura, enquanto outros acreditam que isso é muito otimista. Pensa-se que o local do reator não se tornará habitável novamente por pelo menos 20 mil anos, de acordo com relatório de 2016.
Onde se localizam as usinas nucleares brasileiras?
A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, no município de Angra dos Reis, no estado do Rio, é um complexo que abriga as duas usinas nucleares em funcionamento no Brasil, Angra 1 e Angra 2. Juntas, elas produziram 11,5 milhões de MWh em 2004.
O Reator nº 4 foi o local do desastre de Chernobil em 1986, e a usina está agora dentro de uma grande área restrita conhecida como Zona de exclusão de Chernobil. Tanto a zona quanto a antiga usina são administradas pela Agência Estatal da Ucrânia para a Gestão de Zonas de Exclusão.
Sua morte acabou levando a múltiplas mudanças no projeto de segurança nuclear do país e, em 20 de setembro de 1996, o presidente russo Boris Yeltsin conferiu postumamente o título de Herói da Federação Russa a Legasov pela “coragem e heroísmo” que demonstrou durante sua investigação da explosão nuclear de Chernobyl.
"Os liquidadores são heróis, assim como os veteranos de guerra. Muitos deles foram submetidos durante dias a altas doses de radiação, o que causou invalidez e, mais tarde, morte", afirmou à Agência Efe Viacheslav Grishin, presidente da União Chernobyl da Rússia (UCR).
Apontado como uma das causas do desastre, o RBMK* tinha algumas falhas de design importantes. Em particular, a localização das hastes de controle, a estrutura de contenção e o coeficiente de vazio positivo do reator que provaram ser bastante inseguros.
Morte. Shcherbina morreu em Moscou em 1990, aos 70 anos. Não está claro se sua morte estava relacionada à radiação, pois um decreto de 1988, redigido por ele mesmo, impedia os médicos soviéticos de citarem a radiação como causa de morte ou doença.
O erro grosseiro citado pelo professor causou uma explosão em um dos reatores da usina nuclear de Chernóbil em abril de 1986. O resultado, nas palavras do ucraniano Viktor Sushko, que pesquisa radiação, foi o “maior desastre antropogênico da história da humanidade”.
Quando a dose de radiação é alta, muitos tecidos e órgãos do corpo são atingidos. Entre os sintomas, estão náuseas e vômitos, queda de cabelo, distúrbios do comportamento, alterações no sangue e lesões na pele. Quanto menor for o intervalo de tempo entre a exposição e o início dos sintomas, mais grave é o quadro.
Sobreviventes de Chernobyl alertam sobre riscos “horríveis” na maior usina da Europa. Funcionários da usina nuclear de Chernobyl que sobreviveram ao acidente histórico e parentes dos que morreram homenagearam as vítimas nesta sexta-feira (26), dia que marca o 38º aniversário do pior desastre nuclear da história.