Quem foi Lewis Strauss, o eterno inimigo de Oppenheimer, o 'pai' da bomba atômica. Em Oppenheimer, o filme do diretor Christopher Nolan que ganhou sete prêmios do Oscar deste ano, acompanhamos a vida de J. Robert Oppenheimer, o "pai" da bomba atômica.
Albert Einstein lutou contra seu papel na criação da bomba e a devastação causada pelo bombardeio de Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Albert Einstein talvez seja mais famoso por ter apresentado ao mundo a equação E=mc².
Oppenheimer perdeu sua licença para trabalhar como cientista em programas governamentais e foi acusado publicamente de deslealdade aos Estados Unidos, sendo tachado como um risco à segurança norte-americana por sua proximidade com os ideais comunistas. Ele foi inocentado, mas sofreu as consequências da acusação.
Ele queria entrar na inteligência, mas foi bloqueado, supostamente porque o Diretor de Inteligência Naval da Marinha dos EUA tinha preconceito contra os judeus e porque as contribuições de Strauss para B'nai B'rith levantaram suspeitas por parte do diretor do FBI J.
A história de Robert Oppenheimer e a bomba atômica
Porque Einstein não gostava de Oppenheimer?
Mas o próprio Oppenheimer se referiu em 1965 a alegações de que Einstein havia de alguma forma participado da criação daquela arma de destruição em massa. "As alegações de que ele trabalhou na criação da bomba atômica eram, na minha opinião, falsas", disse ele na conferência de Paris naquele ano.
Lewis Strauss, nascido em 1896, foi um financista e funcionário do governo estadunidense, que atuou como presidente da Comissão de Energia Atômica de 1953 a 1958 e foi secretário interino de comércio de 1958 a 1959. Quando criança, seu sonho era estudar física na faculdade, mas isso não aconteceu.
Hoje o Laboratório Nacional de Los Alamos ainda serve como centro de estudos da Administração Nacional de Segurança Nuclear, entretanto, os mais curiosos podem visitar algumas das dependências da cidade que uma vez foi secreta, explica o House Beautiful.
A espionagem soviética dentro do Projeto Manhattan mudaria a história. No final da Segunda Guerra Mundial, os espiões de Stalin entregaram os segredos da bomba atômica ao Kremlin. Isso acelerou o projeto nuclear de Moscou.
Em 1952, ele teve sua autorização de segurança suspensa, após protestos contra o primeiro teste da bomba de hidrogênio. Além disso, as investigações contra Oppenheimer expuseram suas relações com comunistas e resultaram na destruição de sua reputação.
O que Einstein falou para Oppenheimer no final do filme?
"Se eu soubesse que os alemães falhariam na construção da bomba atômica, não teria participado da abertura dessa caixa de Pandora” é uma das frases mais impactantes ditas pelo físico alemão Albert Einstein após seu apoio ao Projeto Manhattan, liderado por J. Robert Oppenheimer.
Na noite do bombardeio de Hiroshima, Oppenheimer foi aplaudido por uma multidão de colegas cientistas em Los Alamos e declarou que seu único arrependimento era o fato de a bomba não ter sido concluída a tempo de ser usada contra a Alemanha.
O consenso parece ser o de que Oppenheimer tinha capacidade intelectual de sobra para levar um Nobel para casa, mas suas realizações como cientista não ficaram à altura dessa possibilidade –por pouco.
Porque Einstein não participou do Projeto Manhattan?
Segundo várias fontes, Einstein, de 64 anos, não foi incluído no projeto por causa de sua origem alemã e de suas ideias de esquerda. Além disso, as diferentes concepções das teorias da física que existiam entre ele e Oppenheimer também tiveram peso na decisão.
Robert Oppenheimer, e de Robert Downey Jr. irreconhecível no papel do traidor Lewis Strauss. Um filme que narra a criação verdadeira da “bomba atômica”, pelos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial. Narra toda a excitação e contradições de Oppenheimer diante de tanto brilhantismo e tal desafio.
O mais famoso e importante deles foi, de fato, Klaus Emil Julius Fuchs, um físico alemão que trabalhou em Los Alamos, sob a supervisão de Robert Oppenheimer. Atuou infiltrado e forneceu segredos importantes para os comunistas.
Foi Sax que recrutou Hall para os soviéticos, e serviu como mensageiro dos segredos nucleares. Em dezembro de 1944, o jovem cientista Hall, com a ajuda de seu ex-colega de quarto, entregou o que é considerado o primeiro segredo atômico vazado de Los Alamos - uma atualização sobre a criação da bomba de plutônio.
Como retrata o filme, essa discussão ocorreu ao mesmo tempo em que Strauss suspeitava das verdadeiras intenções de Oppenheimer. A desconfiança foi alimentada pelo fato de várias pessoas próximas a Oppenheimer terem sido filiadas ao Partido Comunista americano, incluindo o seu irmão e a sua esposa.
Em 1972, eles compraram um barco de 52 pés (16 m) ketch, com a intenção de navegar pelo Canal do Panamá e para o Japão via Ilhas Galápagos e Tahiti. Eles partiram, mas Kitty ficou doente, e foi levada para o Hospital Gorgas, onde morreu de embolia em 27 de outubro de 1972.
Julius Robert Oppenheimer (Nova Iorque, 22 de abril de 1904 – Princeton, 18 de fevereiro de 1967) foi um físico teórico americano e diretor do Laboratório Nacional Los Alamos durante a Segunda Guerra Mundial.
O que aconteceu com a cidade de Los Alamos em Oppenheimer?
Los Alamos é um paraíso e, ao mesmo tempo, o local onde se desenvolveu a primeira arma de extermínio em massa da história. Em meio a esse idílio natural, Oppenheimer dirigiu o Projeto Manhattan, com que o presidente americano Franklin D.
Quantas pessoas morreram no teste da bomba atômica?
Eram 11h02 de 9 de agosto de 1945. Tudo em uma área de 3 por 5 km foi destruído, Perto de 35 mil pessoas morreram na hora, e mais de 100 mil, nos anos seguintes, vítimas da radiação.
Um dos acusados de Oppenheimer é o seu colega Teller, o descobridor da bomba de hidrogênio, que alega não entender com clareza as atitudes do pai da bomba atômica, julgando a sua conduta “confusa e complicada”. E Oppenheimer foi condenado porque um outro cientista não conseguia entende-lo.
Os cientistas que ele liderou em Los Alamos, provavelmente, formavam o grupo mais talentoso de cérebros já reunidos em um único laboratório — 12 deles viriam a ganhar o Prêmio Nobel. Em 1954, no auge da era McCarthy, Oppenheimer foi acusado de ser comunista e até de espionar para a União Soviética.