Os bantos são um conjunto de povos que habitavam a África Central nas regiões que hoje compreendem Angola, Congo, Gabão e Cabinda. Apesar das diferenças étnicas, esses povos compartilhavam o mesmo tronco linguístico: eram falantes das línguas bantos.
Entre 1580 e 1850, cerca de 75% dos africanos escravizados levados para o Brasil eram bantos, dos quais a maioria advinha da Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, de Moçambique.
O termo "banto" é dado aos povos e culturas da África Central que possuem diversas línguas com características em comum, como a palavra "bantu", que quer dizer "pessoas".
Enquanto os bosquímanos e hotentotes eram nômades caçadores-coletores e pastores, os bantos eram agricultores sedentários e já conheciam o uso do ferro. Esses avanços lhes permitiram colonizar um amplo território, ao longo de aproximadamente quatro mil anos, forçando o recuo dos povos nômades.
Os povos bantos acreditavam que as almas dos mortos tinham que atravessar a grande massa de água para se encontrar com seus antepassados, sem contudo abandonar completamente o mundo dos vivos. Isso porque a morte era entendida não como extermínio do ser, mas como diminuição de sua energia vital.
Os bantus têm um papel significativo na formação cultural brasileira e na identidade nacional, seja pelo legado linguístico, pela cultura popular como as artes manuais e culinária, nas práticas agrícolas ou na origem de ritmos e expressões musicais como o samba, o maracatu, a congada, o jongo e a capoeira.
Os bantos mantinham contato com diferentes sociedades como os cuxitas (Reino Kush), os nilotas e os mercadores árabes vindos do norte. Os contatos entre portugueses e povos bantos durante o comércio de escravos oscilou entre alianças e conflitos.
As línguas bantas são um ramo da família linguística nígero-congolesa, falados pelos povos bantos na África subsariana. O número total destas línguas varia de 440 a 680, dependendo da definição de língua versus dialeto. A língua banta com o número maior de falantes é o suaíli.
Tal civilização construiu grandes muralhas de pedra, palácios e dominou o comércio entre a África austral e a Índia e os países árabes. Ela perdurou até ser destruída pela invasão de povos de língua sichona a partir do século XIV. Na região do atual Zimbábue, surgiram palácios cercados por muralhas de pedra.
Qual é a principal atividade econômica entre os povos bantos?
A caça e a pesca são outras características importantes desses povos. Os povos bantos são extensos por todo continente africano, com isso existem diversas ramificações de línguas características do "bantu".
O calundu, como apresenta Reis (2005), foi o termo genérico utilizado para definir a prática religiosa africana em geral, até o final do século XVIII, sendo substituído mais tarde por candomblé.
"Ioruba ou iorubá": povo negro da África ocidental, a sudoeste da Nigéria, no Daomé e no Togo. A cultura iorubá foi introduzida no Brasil pelos negros da Costa dos Escravos, sendo comum, em nosso país, chamar-se "nagô" aos iorubás e a sua língua.
as culturas islamizadas: os fulas, os mandingas e os hauçás, do norte da Nigéria, chamados de negros malês na Bahia e negros alufás no Rio de Janeiro; as culturas bantus: do Congo, Angola e Moçambique.
"Nagôs" ou Anagôs era a designação dada aos negros escravizados e vendidos na antiga Costa dos Escravos e que falavam o iorubá. Os iorubás são um povo do sudoeste da Nigéria, no Benim (antiga República do Daomé) e no Togo. Historicamente, habitavam o Reino de Queto (atual Benim) e o Império de Oió, na África Ocidental.
O povo Bantu tem uma concepção religiosa „sistêmica‟, fundamentada na experiência e no conhecimento recebido por meio da ancestralidade. Isso pode ser considerado como a essência da cultura Bantu. Segundo Altuna (1985, p.
“Escravizados ladinos, crioulos e mulheres negras, que realizavam trabalho doméstico e falavam tanto o português de seus senhores quanto a língua dos que realizavam trabalhos externos, foram a ponte para a africanização do português e para o aportuguesamento dos africanos no sentido linguístico e cultural”, diz Tiganá ...
Os portugueses foram os primeiros europeus a chegarem à África – e os últimos a saírem. Entenda o que aconteceu nesse período de mais de 500 anos. Dizer que a presença de Portugal na África foi duradoura é um eufemismo.
África, enquanto nome próprio, refere-se ao continente africano e, segundo o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado, trata-se de um topónimo que vem do latim “Africa”, a partir do grego “Aphriké”, nome que os romanos deram à parte que conheciam do continente.
Os iorubás desenvolveram cidades-Estado no golfo da Guiné, na costa ocidental da África. Os banto espalharam-se pelo centro, oeste e sul da África. Fundaram muitos reinos, entre eles, o reino de Congo.
As palavras banto são termos que possuem origens nas línguas de grupos étnicos e culturais de África Central e Ocidental, especificamente das populações que falam as línguas banto, um grande grupo linguístico que inclui cerca de 500 idiomas falados por mais de 200 milhões de pessoas.
A contribuição dessa cultura bantu na sociedade brasileira se evidencia na maneira de ser e viver do povo negro, passando pela culinária, dança, religião, música , língua e todos os elementos do cotidiano.
Os bantus promoveram e mesclaram sua cultura nativa no Rio, com os cucumbis, as congadas e o jongo que são ritmos considerados pais do samba. Na culinária inseriram, o quiabo, o angu, maxixe, jiló, a moqueca de peixe e a feijoada.