Omolú, também conhecido como Obaluaiê, Sapata ou Xapanã, é filho de Nanã, a mais antiga das yabás (orixás femininas), com Olodumarê (o criador primeiro). Ele é o orixá da cura e das doenças, é o responsável por retirar as mazelas e enfermidades dos corpos das pessoas.
Segundo a mitologia Iorubá, Omolu é filho de Nanã e Oxalá, tendo nascido cheio de feridas e marcas pelo corpo, como sinal do erro cometido por ambos, já que Nanã seduzira Oxalá, mesmo sabendo que ele era interditado, por ser o marido de Iemanjá.
Exu é o senhor da encruzilhada”, diz mãe Dai de Oxóssi. Já Omulu é tido como um dos orixás mais temidos por estar associado à cura, mas também à doença. “Vão haver enfermidades, não só pela Covid-19, que passamos e, provavelmente, passaremos ainda”, diz ela.
Omolu tem diversos nomes. Pode ser chamado de Obaluaê, que significa “Rei dono da terra”, Omolu, que significa “Filho do Senhor”, Xapanã, nome que segundo os adeptos, é perigoso de ser pronunciado, Ainon e Sapatá.
Tanto no Candomblé quanto o Obaluaiê na Umbanda é sinônimo de temor, pois ninguém esconde nada deste Orixá, ele é capaz de enxergar qualquer detalhe da vida de uma pessoa, é também o responsável pela morte já que rege a terra e é dela que tudo nasce e tem seu fim.
Omolu e Obaluaiê são os regentes das almas e dos Pretos Velhos. Seu campo de força e local de oferendas se encontram na Calunga Pequena (cemitérios). Sua saudação é "Atotô Abaluaiê / Atotô Omolu", que significa "Silêncio para o grande rei da Terra".
Ele é o curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Ele atua em nosso corpo energético, no nosso magnetismo, no campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto poderá curar-nos quanto nos intuir a procurar um médico material que cuidará de nosso problema.
Enquanto alguns itãs (relatos místicos da cultura iorubá) contam que o orixá foi abandonado por sua mãe, outros explicam que Nanã precisou deixá-lo por conta de seu filho ser visto como uma verdadeira aberração — por conta de uma psoríase, varíola e, até mesmo, lepra.
Nanã e Santa Maria: Nanã é vista como uma figura idosa, reverenciada como uma mãe ancestral que traz sabedoria e experiência. Já Santa Maria, conhecida como Nossa Senhora, é a figura materna central na tradição católica, sendo a mãe de Jesus Cristo.
Orixá comanda na Umbanda os Pretos velhos. Ọmọlu, também denominado de Ọbalúwáiye na sua forma mais nova. Ele é o dono da terra e todas as riquezas que se encontram em seu interior. No Candomblé, ele é chamado de Bàbá ìgbóná (o pai da quentura) e muito respeitado por ser o controlador de todas as doenças.
Isso significa que esses Exús são influenciados e sustentados por mais de um Orixá, resultando em características e atribuições únicas, Por exemplo: Exú Gato Preto. ( Oxóssi e Omolú )
🐍🌄 Conta a lenda q Ewa era esposa de Omolu, e era estéril, não podendo dar um filho ao seu grande amado e rei, sofrendo muito por isso. Em uma bela tarde, a dona dos horizontes estava-se a deleitar às margens de um rio, juntamente com suas serviçais que lavavam vários alás (panos brancos).
Na Umbanda, hoje é considerado o Dia de Omulu, conhecido também como Obaluayê, ou seja, São Lázaro, santo protetor dos signos de Virgem e Capricórnio! Para celebrar, trago a vocês uma simpatia para ajudar na cura das pessoas: leve até a porta de um cemitério, local onde Omulu. trabalha, uma fruta do conde.
No processo de sincretismo religioso que liga os orixás aos santos católicos, Omulu é identificado com São Lázaro, o padroeiro dos doentes e necessitados. Em algumas tradições, também é sincretizado com São Roque.
As representações relacionadas às quizilas podem também representar os atributos dos orixás: o abacaxi, por exemplo, enquanto fruto rugoso, é quizila de Omolu, pois representa as chagas do corpo deste orixá, marcado pela varíola; os animais que rastejam não podem ser consumidos pelos filhos de Oxumarê, orixá cobra etc.
De maneira geral, os filhos e filhas de Omulu são pessoas solidárias, prestativas, prontas para ajudar. Se dedicam com afinco ao trabalho, seja este o seu próprio ou até mesmo quando são chamados a ajudar em atividades no lar ou no auxílio a amigos e familiares.
O Orixá que rege nossa passagem para o mundo espiritual deve ser agradado com velas brancas, vermelhas ou pretas, água pura, coco, vinho doce, mel, pipoca e sal grosso, em campo santo (cemitério) ou à beira-mar.