Grécia Antiga A primeira tentativa de padronização da beleza humana de que se tem registro parte da Grécia Antiga (tanto que a palavra estética tem origem grega e significa "compreensão pelos sentidos"). O modelo de beleza ideal deveria combinar harmonia e equilíbrio, valorizando as medidas proporcionais.
Para refletir sobre o conceito de beleza, retomamos a concepção de belo na filosofia grega. Os gregos entendiam que o equilíbrio das formas, pensado de uma maneira matemática, era sinônimo de perfeição e seria considerado algo esteticamente belo.
Para Platão (340 a.C.) o belo é o ideal da perfeição só podendo ser contemplado em sua essência por meio de um processo de evolução filosófica e cognitiva do indivíduo por meio da razão, que lhe proporcionaria conhecer a verdade harmônica do cosmo.
O ideal de corpo feminino ao longo da história - @BuzzFeedBrasil
Como Aristóteles define a beleza?
Podemos entender que para Aristóteles o belo não é ligado a conceitos de real. O artista teria a liberdade para criar realidades e dar sentido para um mundo que não tem sentido. A obra de arte teria também um papel histórico e didático na evolução humana.
Filósofos clássicos tratam do belo como algo sublime (Platão, 2000) e o constrói através de reflexões articuladas entre o nosso mundo e o mundo das ideias. Isso se justifica pelo fato de o indivíduo tentar conhecer o mundo e a si mesmo.
A teoria geral da beleza que se formulou em tempos antigos afirmava que a beleza consiste nas proporções das partes, para ser mais preciso, nas proporções e no ordenamento das partes e em suas inter-relações.
Portanto, em Baumgarten, o belo ganha uma redefinição, uma conceituação moderna à luz do antropocentrismo do renascimento e do eu cartesiano: a concepção subjetiva do belo, cuja apreensão e criação são resultantes do processo representativo do homem.
Platão a concebe como uma sabedoria representativa ligada diretamente ao belo. É o momento em que o homem transfere para o mundo sensível aquilo que apreendeu na companhia da divindade, o que explica seu deslumbramento diante da beleza artís- tica, pois essa desperta em sua alma o amor pelo belo.
Kant distingue essencialmente o belo do sublime. O primeiro consiste na harmoniosa coerência do entendimento e da imaginação, enquanto que o sublime consiste na sua desproporção. A vista do belo desperta em nós uma alegria pura, muito embora o sublime tenha algo de melancólico e pungente.
Na visão de Sócrates, “o belo é o útil”, ou seja, a beleza não está associada à aparência de um objeto, mas em quão proveitoso ele for, teria então um caráter prático, como o resultado de um produto ou situação prática.
Segundo Hegel, “o belo é a Idéia enquanto unidade imediata do conceito e de sua realidade”5 e, portanto, é verdadeiro. Tal afirmação só fará sentido se tivermos em mente de modo claro o significado de cada termo ali em jogo.
Alexander Baumgarten pode ser considerado o fundador da Estética. Seu livro que traz esse título foi publicado em 1750 e dedica-se a desenvolver uma filosofia da faculdade de sentir, investigando como a sensibilidade pode levar à produção de conhecimento.
Schiller considerava o belo e a arte “um objeto que está em contato imediato com a melhor parte de nossa felicidade e não muito distante da nobreza moral da natureza humana”19.
Para Kant, a vivência estética é propriamente a vivência de um indivíduo, é uma vivência radicalmente subjectiva. E isto quer dizer que nela não se tem em vista nada que contribua para o conhecimento do objecto enquanto tal.
O conceito de beleza, ou a concepção do belo surge na filosofia grega. Os gregos entendiam que o equilíbrio das formas, pensado de uma maneira matemática, era sinônimo de perfeição e seria considerado algo esteticamente belo.
Para a filosofia, a beleza advém da pureza do raciocínio, da surpresa e da consistência dos axiomas. Raramente está relacionada à aparência superficial (salvo no caso das correntes como o hedonismo, por exemplo).
Sempre amei o conceito de beleza de Platão em que o belo é o bom, o justo, o verdadeiro; inseparáveis, são causa-e-resultado. Mas, 24 séculos depois, é preciso concordar com Tolstói, esse que foi um dos maiores escritores da história e é autor da frase acima.
Auge da beleza feminina é atingido aos 31 anos. A fase de sua vida em que a mulher está mais bonita é aos 31 anos. É o que diz um estudo britânico divulgado nesta segunda-feira. A pesquisa mostrou que mulheres entre 27 e 30 anos são consideradas mais atraentes do que garotas com idade entre 18 e 19 anos.
O padrão de beleza sempre será definido pela sociedade, porém, devemos ter a consciência de que existe vários tipos de beleza e que cada pessoa é única, por isso, não é normal que todos queiram ser iguais. Devemos lembrar sempre que são as diferenças que nos fazem pessoas especiais, únicas.
Para Sócrates o “ser” belo se impõe sobre a “aparência”. Para Hípias o belo nada mais é do que uma aparência que se impõe sobre todas as coisas. Mas Sócrates não está, de fato, procurando saber o que produz a aparência ou o ser (enquanto aparência) da beleza, mas sim o que é a própria beleza.
No pensamento grego, tudo tinha um significado intrínseco; nada era inútil. Beleza tinha uma função: era um ativo, uma realidade independente. Não era uma característica nebulosa que só passou a existir quando foi discernida. Beleza era uma parcela físico-psicológica que tinha muito a ver com o caráter e o divino.
A beleza metafísica dada a nós, implica em ter uma beleza moral elevada, na interioridade da pessoa com valor intuitivo e brilho próprio. São pessoas capazes de captar por meio de seus sentidos o valor que cada pessoa possui em si e entender como sua espiritualidade pode fazer coisas boas, dignas e belas.