A biorremediação começou a ser estudada após o primeiro grande derramamento de petróleo no ano de 1989, que ocorreu no Alasca, sendo a Exxon Valdez a empresa responsável pelo acidente. No entanto, os estudos e soluções realizados só foram eficazes naquela região do hemisfério, por conta de fatores climáticos.
A biorremediação surgiu como uma tecnologia alternativa de remediação de locais impactados com poluentes orgânicos e se baseia na utilização de populações microbianas que possuem a habilidade de modificar ou decompor determinados poluentes.
A biorremediação é entendida como um processo que envolve degradação de produtos tóxicos, transformando-os em produtos não tóxicos. A remoção ou redução destes contaminantes tóxicos no ambiente pode ser entendida também como uma forma de biorremediação.
O que é BIORREMEDIAÇÃO | Processo BIODEGRADÁVEL para tratamento de águas ou solos contaminados
Quais são os dois tipos de biorremediação?
O primeiro tipo consiste no tratamento do material no local, não sendo necessário realizar o transporte da poluição. É uma opção de baixo custo e que permite efetuar a restauração de áreas maiores. Apesar disso, a ação é demorada. O segundo tipo necessita que o material contaminado seja levado para outro local.
Por utilizar organismos vivos e dependendo da técnica empregada, a biorremediação pode ser considerada lenta para realizar todo o processo de recuperação de uma área. Outra desvantagem está relacionada ao possível desequilíbrio ecológico da área.
A biorremediação pode ser feita de várias formas, como a fitorremediação, a bioventilação e a bioestimulação, por exemplo. A técnica mais adequada depende de fatores como o estado de contaminação, o agente poluente, o tipo de solo e muito mais.
A Biorremediação possuí vantagens por ser uma das técnicas mais sustentáveis e eficientes na remediação de áreas contaminadas, pois há uma estimulação da microbiota existente naquele ambiente sem a geração de compostos químicos tóxicos provenientes da degradação dos contaminantes.
Biorremediação é o conceito mais sustentável e eficaz para a descontaminação de ambientes poluídos. Não é segredo para ninguém que as ações humanas impactam o meio ambiente e comprometem o ecossistema. Exemplos bem comuns disso são os esgotos que contaminam nossos oceanos e solos.
O processo de biorremediação é indicado para as fases dissolvidas e residuais de contaminantes. O pesquisador explica que nessas fases há maior eficácia, pois a alta concentração da fase livre pode ser tóxica até mesmo para os organismos.
O uso de seres vivos no processo de degradação ou neutralização de substâncias nocivas ao meio ambiente visa promover a restauração do equilíbrio ecológico do ambiente afetado e proteger as espécies, buscando a preservação da cadeia alimentar, em todos os seus níveis tróficos.
A biorremediação acontece quando microrganismos se aproveitam dos compostos orgânicos e inorgânicos e os utilizam como alimentação. As microbianas transformam os contaminantes em dióxido de carbono e água. Ou seja, além de tratar os rejeitos, já absorve as moléculas do próprio contaminante através da ação metabólica.
Apesar dos benefícios, a biorremediação enfrenta desafios, como a seleção adequada de microrganismos e a adaptação a diferentes tipos de solo. Considerações éticas também surgem, especialmente em relação à manipulação genética de organismos.
Algumas espécies de aves, mamíferos, insetos, répteis e anfíbios são consideradas bons indicadores biológicos, como é o caso do soldadinho-do-araripe, jaguatirica, borboleta-azul, surucucu-pico-de-jaca, e a pererequinha (Scinax caldarum).
Os liquens são reconhecidos por serem muito sensíveis à poluição atmosférica e, desde o século 19, são utilizados como bioindicadores, sendo objeto de vários trabalhos que visam o controle das alterações atmosféricas em vários locais (Hawksworth et al.
Biomonitoramento pode ser definido como o uso sistemático das respostas de organismos vivos para avaliar as mudanças ocorridas no ambiente, geralmente causadas por ações antropogênicas.
A biorremediação envolve a utilização de microorganismos, de ocorrência natural (nativos) ou cultivados, para degradar ou imobilizar contaminantes em águas subterrâneas e em solos. Neste caso, geralmente, os microorganismos utilizados são bactérias, fungos filamentosos e leveduras.
A biorremediação é tecnologia ecologicamente sustentável, no entanto sua aplicabilidade requer estudos aprofundados e específicos, com vistas a elaborar minucioso planejamento, estabelecer a técnica adequada para cada caso, e as quantidades seguras a serem aplicadas, reduzindo possíveis danos ao meio ambiente, em ...
A biorremediação é considerada uma das técnicas de remediação ambiental mais sustentáveis, pois utiliza microrganismos do próprio meio ou controlados para remediar áreas contaminadas. É uma ferramenta natural que age na degradação de substâncias contaminantes.
A biorremediação intrínseca ou atenuação monitorada baseia-se no monitoramento da capacidade de biodegradação dos microrganismos nativos degradarem o contaminante, sem que haja o acréscimo de nutrientes ou qualquer adequação do ambiente.
Definição de biorremediação. Segundo pesquisadores da UNIFESP entende-se por biorremediação o uso de processos biológicos para degradar, transformar e/ou remover contaminantes de uma matriz ambiental, seja ela água ou solo.
A biorremediação pode lidar com menor concentração de contaminantes em que a limpeza por métodos físicos ou químicos seria inviável. Para que a biorremediação seja eficaz, os microrganismos devem atacar enzimaticamente os poluentes e convertê-los em produtos inofensivos.