A ovodoação ou doação de óvulos acontece quando uma mulher cede seus óvulos (doadora) para que outra pessoa os utilize na tentativa de engravidar (receptora). Para que isto seja possível, a fertilização do óvulo da doadora acontece em laboratório, usando o espermatozoide do parceiro da receptora.
A mãe biológica de um filho gerado a partir de um óvulo doado é a doadora do óvulo. A mulher que recebe o óvulo e dá à luz ao filho é a mãe social. A mãe social é a mulher que cria e cuida do filho. Ela é a figura materna na vida da criança.
No caso da geração de um filho biológico de duas mães, esse processo pode ser realizado por meio do método ROPA, sigla em inglês para “Recepção de Óvulos da Parceira”. Nesse método, uma das parceiras faz a estimulação ovariana e tem seus óvulos recolhidos e a outra receberá os embriões gerados e conduzirá a gestação.
Na reprodução humana, o óvulo e o espermatozoide carregam uma parte do DNA materno e paterno, respectivamente. Após a fecundação, essas células se combinam para a formação de um novo ser que terá um misto de características de ambos os seus genitores.
Além disso, à medida que o tamanho dos ovários vai aumentando em decorrência da estimulação ovariana, algum incômodo pode ser sentido. Já a etapa da coleta dos óvulos ocorre sob o efeito de anestesia, portanto, indolor para a doadora.
Bebês gerados com óvulo doados, recebe características da receptora?
Quanto ganha uma doadora de óvulos?
A doação deve ser sempre voluntária e não pode envolver pagamento, ou seja, ela não pode ter caráter lucrativo ou comercial. Ela pode ser direta entre parentes de até quarto grau (pais, filhos, avós, irmãos, tios e primos) ou anônima.
Cabe reforçar que a doadora utilizará parte dos óvulos para si e parte será doada para outra mulher. No Brasil é permitida apenas a doação compartilhada, que ocorre em sigilo, tanto da doadora quanto da receptora, e protege integralmente a identidade de quem a faz.
Quando se trata de um casal formado por dois homens, para eles terem um filho a partir da medicina reprodutiva, é necessário um útero de substituição. Popularmente conhecido como “barriga solidária”.
A barriga solidária, cujo nome técnico é útero de substituição, caracteriza-se pela participação de uma terceira pessoa no tratamento de fertilidade de um casal heterossexual ou homoafetivo. Esta pessoa cederá temporariamente seu útero para que o bebê, de um casal ou pessoa que não pode gestar, possa se desenvolver.
Conheça as regras determinadas pelo CFM para casais homoafetivos terem filhos. Para que casais homoafetivos tenham filhos, eles devem contar com a doação de espermatozoides (importante para os casais femininos), de óvulos (importante para os casais masculinos) ou de embriões (para ambos).
Para Joe Nadeau, pesquisador do Pacific Northwest Research Institute e líder da descoberta, a reprodução não é uma combinação aleatória de genes, porque em seus testes certos pareamentos se mostraram muito mais frequentes que outros.
Durante o processo de formação, o bebê herda características marcantes, tanto do pai, quanto da mãe, isso ocorre com a formação de 23 cromossomos de cada um, totalizando 46.
Na gravidez com óvulos doados, o bebê herda a genética do óvulo da doadora e do espermatozoide, mas o ambiente do útero da mãe pode influenciar a expressão desses genes. A gestante pode modificar esse ambiente, gerando mudanças epigenéticas que afetam o comportamento, saúde e desenvolvimento do bebê.
Ao já saber quanto custa fertilização in vitro, é legal colocar na conta que esse procedimento pode custar entre R$5.000 e R$15.000 por ciclo. Também podem ser cobradas taxas anuais de manutenção dos óvulos congelados.
De acordo com as novas regras para as técnicas de reprodução assistida, divulgadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), mulheres acima de 35 anos não podem doar óvulos.
A doadora precisa fazer exames de sangue, incluindo aqueles que avaliam as dosagens hormonais (FSH, LH, estradiol, TSH, Prolactina e AMH), exames sorológicos para identificação de doenças infecciosas (sorologias anti HIV, anti HTLV, VDRL, HBsAg, Anti HCV, IgG e IgM para clamídia), e cariótipo.
O preço da Fertilização in Vitro pode variar de acordo com diversos fatores, como localização da clínica, equipe médica, exames complementares e técnicas específicas usadas durante o tratamento. Em média, o valor de uma FIV no Brasil gira entre R$ 15.000 e R$ 25.000 por ciclo.
É possível uma mulher engravidar de gêmeos de pais diferentes?
Afinal, é realmente possível ter gêmeos de pais diferentes? A resposta é sim. A condição se chama superfecundação heteropaternal, quando a mulher tem relações sexuais com dois homens diferentes e, naquele mês, também faz a liberação de dois óvulos de uma única vez.
Só não é possível gerar um bebê com o material genético das duas mães. Contudo, uma técnica permite retirar o óvulo das duas e fazer o processo sem saber quem exatamente foi a dona. Isso, claro, desde que ambas estejam aptas fisiologicamente tanto para ceder os óvulos, quanto para gestar o bebê.
Claro que sim! A doação não afeta a fertilidade da dadora, independentemente de fatores como uso de contracetivos ou tratamentos de estimulação ovárica. A verdade é que o próprio organismo feminino inutiliza cerca de mil óvulos por mês.
Para diante, enfrentaremos especificamente a questão do custeio dos procedimentos de reprodução assistida pelo Sistema Único de Saúde. Pois bem, desde 2012, através da portaria 3.149, o SUS oferece o programa de reprodução assistida de inseminação artificial ou FIV.
O cadastro é permitido nos casos da doença controlada, sem uso de medicação e crise há mais de três anos. O cadastro é permitido em casos de DST tratadas (Herpes, HPV, Clamídia e Sífilis).