Todas as primeiras sextas-feiras do mês é dia de preparar o mungunzá doce em homenagem a Oxalá. Um ato importante de ligação e compartilhamento do alimento, pois todos do terreiro dividem o axé e celebram entre si essa iguaria.
Já nas religiões afro-brasileiras, um prato semelhante, mas sem tempero nem sal, recebe a denominação de mukunza ou, mais comumente, ebô, uma comida ritual na cultura Jeje-Nagô. Etimologicamente, a palavra mungunzá é de origem africana e provém do quimbundo mu'kunza, que em português se traduz por «milho cozido».
O munguzá (também chamado de mungunzá) é uma comida à base de milho que surgiu na África, mas que se popularizou bastante no Brasil. O prato tem várias versões, tanto doces, quanto salgadas, dependendo da região do país onde ele é preparado. Em alguns locais, é conhecido até como canjica.
Egbó é o nome iorubá dado à famosa canjica branca, comida votiva servida a quase todos os orixás e principalmente a Oxalá. É feita de milho branco cozido ao qual podem ser acrescentados diversos elementos, como água, banha de ori, mel e azeite doce, entre outros.
Exemplo de comida ritual que pertence ao orixá Xangô é o begueri, prato feito à base de quiabo, camarões secos, azeite de dendê, carne de boi e muita pimenta.
Além de ser muito popular em religiões de matriz africana, a canjica é um poderoso grãos que serve de ingrediente para rituais de atração de dinheiro e prosperidade. Do mesmo modo, os banhos de canjica também ajudam que você tenha energias mais positivas durante o dia.
Peixes - com suas lindas cores tem a proteção da Grande Mãe Yemanjá. Galinha - que ampara seus pintinhos tem a proteção da senhora da fertilidade, Oxum. Búfalo - representa a força e audácia tem a proteção da Guerreira Yansã. Leão - o rei dos animais tem a proteção do Rei dos Orixás Xangô.
Além de seu valor gastronômico, o mungunzá também carrega uma importante carga cultural. Representa a influência africana na culinária brasileira e serve como uma lembrança dos laços históricos entre o Brasil e o continente africano.
A nomenclatura “munguzá” tem influência africana e seu consumo está ligado às festividades juninas e julhinas. As diferentes trajetórias alimentares, baseadas em matérias-primas comuns, mostram que os estudos gastronômicos precisam levar em consideração as culturas e a história dos processos de produção dos pratos.
Para regiões norte e nordeste, por exemplo, a palavra mungunzá é amplamente utilizada. Em contrapartida, nas regiões sul e sudeste o chamam de canjica.
O munguzá ou mungunzá é uma iguaria afro-brasileira ou, mais precisamente, afro-baiana. Uma representação do saber culinário africano adaptado a ingredientes brasileiros, vide o leite de côco, com um toque de especiarias indianas que nos chegaram por Portugal, o cravo e a canela.
A palavra mungunzá é de origem africana, especificamente do quimbundo mu'kunza, que significa milho cozido. Já canjica tem outra raiz etimológica, oriunda da palavra kandjica, também da língua quimbundo.
MUNGUNZÁ: Prato de origem africana, muito consumido no nordeste do 🇧🇷 Conheça um pouco mais da cultura brasileira e africana com nossa receita de mungunzá. Um prato que leva milho, carnes de porco e muito sabor, descubra como preparar esse prato enquanto aprende um pouco sobre suas raízes culturais.
No mundo dos orixás, cada divindade, com exceção de Ogum e Xangô, cedeu a sua comida para essa festa: Exu cedeu o padê, feito com cebola, camarão e farinha de mandioca; Oxóssi cedeu o axoxô, comida preparada com milho enfeitado com côco; Ossaim cedeu sua comida feita com milho de galinha misturado com canjica branca; ...
Cores: Azulão (ou lilás). Sincretismo: Sant'Ana (avó de Jesus). Comemoração: dia 26 de julho. Comidas para oferenda: Pirão de peixe, paçoca de amendoim, sarapatel, frutas, aberum (milho torrado e pilado), feijão preto com purê de batata doce e mungunzá (canjica).
Alguns dos alimentos ofertados são frutas como maçã, pêra, melão e melancia. Além de manjar, peixe no milho branco, mungunzá, arroz branco, canjica, calda de pêssego ou ameixa. Elas são consideradas funfun, que em iorubá seria "comidas brancas".
Cada orixá tem suas preferências e repulsas _desobedecê-las significa tornar-se suscetível a sanções. Um filho-de-santo deve seguir as prescrições da dieta de seu orixá. Um filho de Oxalá, pai de todos os orixás, não come azeite-de-dendê. O de Exu, malicioso e ambíguo, detesta óleo-de-coco.
Sua quizila geral é a mentira. Obá representa o lado esquerdo preeminente feminino, ligada as Iyamís, ostenta seu poder apontando com a mão esquerda em riste na direção de sua orelha esquerda e com a mão direita empunha como num coice sua espada, dança esplêndidamente.
A pipoca é um alimento diretamente ligado ao Orixá Obaluaê. Por isso, o Banho de Pipoca possui uma força muito grande, sendo capaz de purificar o corpo, eliminar as energias negativas e trazer mais saúde na vida de uma pessoa.
"O banho de boldo é frequentemente utilizado para aliviar sintomas de má digestão, como gases, inchaço e azia, além de ajudar a desintoxicar o corpo e combater o cansaço físico e mental", acrescenta Yara Vieira, especialista em esoterismo do Astrocentro.
Para que serve o banho de manjericão na espiritualidade?
Manjericão: Planta votiva do Orixá Oxalá. Seu uso é purificador e consa- grador. Usado para atrair paz, alegria, felicidade e bons caminhos, apenas não deve ser usado em forma de banho fer- vido e sim macerado. Deve ser tomado da cabeça para baixo.