A margem Ebitda ignora despesas financeiras, como o custo do capital de terceiros, o que pode ser problemático para empresas que dependem de financiamento para crescer. Um negócio com margem Ebitda de 40%, por exemplo, pode parecer saudável.
Calcular o Ebitda é simples, basta subtrair os custos e despesas da receita líquida da empresa, e desconsiderar os juros pagos, impostos (IRPJ e CSLL), depreciação e a amortização.
EBITDA: o que é? Para que serve? Como calcular a EBITDA?
Quanto vale uma empresa que fatura 50 mil?
Com um faturamento de 50 mil reais por mês, a receita anual seria de 600 mil reais. Este é o ponto de partida para a maioria das avaliações financeiras, pois fornece uma base sólida para estimar fluxos de caixa futuros e outras métricas financeiras.
O valor da margem EBITDA será menor que 1, pois é virtualmente impossível que um negócio gere lucro maior que a receita do mesmo período. Pode acontecer de o resultado do cálculo do EBITDA ser um valor negativo, o que significa que a empresa está operando no prejuízo e, sendo assim, a dica é melhorar sua gestão.
Basicamente, estima o valor da empresa hoje, considerando a geração de dinheiro futura (em geral, em um prazo entre cinco e dez anos) e desconta uma taxa, que pode ser a taxa Selic, por exemplo.
Um EV/Ebitda "bom" pode variar de acordo com o setor da companhia. De modo geral, um múltiplo entre 6 e 12 é considerado saudável para muitas indústrias.
Como vimos, o Ebitda é um indicador que serve para auxiliar a avaliação de empresas, especificamente no seu desempenho operacional. Por isso, para cumprir esse objetivo, ele exclui e não considera os dados da empresa referente aos juros, impostos, depreciação e amortização.
A diferença entre EBITDA e lucro operacional está na exclusão de depreciação e amortização. O EBITDA considera o lucro operacional antes de subtrair as despesas com depreciação e amortização, enquanto o lucro operacional já tem estas despesas deduzidas.
Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) é calculado pela divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido de uma empresa. Ou seja, ele serve para medir o retorno total em lucro líquido gerado em relação ao patrimônio líquido (diferença entre ativo e passivo).
O valuation da empresa é estipulado a partir da soma de todos os ativos tangíveis, como imóveis, equipamentos, estoque e dinheiro em caixa. Em seguida, são subtraídas as dívidas da organização. Esse método não considera ativos intangíveis , como reputação e valor de marca.
Para precificar um produto ou serviço usando esse conceito, basta multiplicar o seu custo unitário pelo índice obtido. Por exemplo, se um fone de ouvido tem um custo unitário de R$ 10,00 e um markup de 2,5, seu preço de venda será R$ 25,00.
O cálculo da receita líquida é feito por meio da relação entre receita bruta e deduções como cancelamentos, despesas e impostos nas vendas. Como na seguinte equação: Receita Líquida = receita bruta – deduções.
Índice baixo (1x a 2x): considerado saudável, indica que a empresa tem boa capacidade de pagar suas dívidas. Índice alto (4x a 5x): sinal de alerta, pois sugere que a companhia pode ter dificuldades para honrar suas obrigações financeiras.
Qual o valor ideal para o EV/EBITDA? Da mesma forma que o indicador Preço/Lucro (P/L), quando maior for o EV/EBITDA, mais cara a empresa está no mercado. Por exemplo, se o EV/EBITDA é igual a 5, isso significa que o valor da empresa (EV) corresponde a cerca de 5 anos de sua geração de caixa operacional (EBITDA).
Mas não há um ROIC ideal. Ou seja: o ROIC não é um número mágico: dependendo do setor de atuação do negócio e do porte da empresa que se pretende analisar, é possível que essa métrica seja mais baixa ou mais elevada.
Quanto vale uma empresa que fatura 2 milhões por ano?
Portanto, se sua empresa de mecanismo de busca tivesse uma receita liquida anual de R$2 milhões, bastaria multiplicar esse faturamento por 5,60x e voilà… sua empresa vale R$11,2 milhões.
Para ser bom, um EBITDA deve ser positivo – sim, o indicador por ser negativo. Quando é maior que zero, o indicador demonstra que a empresa consegue gerar caixa com a sua atividade principal, sem depender das operações financeiras, por exemplo, para conseguir isso.
Um "bom" ROE é relativo e pode variar significativamente dependendo do setor em que a empresa opera. Em geral, esse indicador entre 15% e 20% é considerado bom, indicando que a companhia está gerando lucro de forma eficiente a partir dos recursos próprios.
No entanto, de acordo com especialistas, é possível tomar como base algumas médias para cada tipo de setor. Por exemplo, quando se trata de uma indústria a margem de lucro entre 6 e 8% já pode ser considerada ideal. Ao se considerar o cenário de um atacadista, essa média varia entre 4 e 6%.