Por exemplo, na Nova Gramática do Português Contemporâneo, talvez é incluído nesta subclasse ao lado de advérbios como acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, entre outros2.
Nunca é um advérbio de tempo. Em termos semânticos, nunca inclui um valor de negação, mas trata-se de uma negação de base temporal, pois «nega-se que exista um período temporal do tipo expresso na restrição durante o qual suceda a situação descrita na frase» (in Raposo et al., Gramática do Português.
Dá ideia de tempo e período dos verbos a que se referem. São palavras como “ontem”, “hoje”, “amanhã”, “antes”, “depois”, “cedo”, “tarde”, “sempre”, “nunca”, entre outras.
São exemplos de locuções adverbiais de tempo: à tarde, às vezes, hoje em dia, de tempos em tempos, de vez em quando, de manhã, de quando em quando, a qualquer momento, em breve.
De vagar é composto pela preposição de e pelo nome vagar, que significa «tempo livre»: – Estou com falta de vagar. Devagar é um advérbio, que significa «lentamente»: – Comer devagar é mais saudável.
O vocábulo «nada» é um advérbio usado «em construções predicativas adjetivais ou adverbiais negativas para enfatizar a negação de determinada qualidade ou estado. = DE MANEIRA NENHUMA, DE MODO NENHUM (...)
Na frase que indica, tal é um determinante com valor adjectival, não poderia ser advérbio, porque um advérbio é invariável e tal pode variar em número: tal castigo/tais castigos.
Bom é um adjectivo; bem é um advérbio. O primeiro corresponde ao latim "bonus" e o segundo ao latim "bene". Melhor pode ser o comparativo do adjectivo bom e do advérbio bem.
O uso mais comum de “longe” (proveniente do latim longe) é como advérbio – classe sem a flexão de gênero ou número. Diz-se, por exemplo, que “o sujeito está longe demais” ou que “eles chegaram longe”.
Em contextos específicos, palavras como “negativo”, “nenhum”, “nunca”, “jamais”, entre outras, podem ser classificadas como advérbio de negação, mas é necessário atenção aos casos. Exemplos: Eu nem vi isso passar. Não aceitamos mais isso.