Clarice Lispector: mais de 40 anos após morte, escritora desperta mais questões do que quando viva. Poderia ser a história de uma de suas protagonistas, mas este foi o seu próprio final: um dia antes de completar 57 anos, morreu Clarice Lispector, no dia 9 de dezembro de 1977, em decorrência de um câncer de ovário.
Apesar de nunca ter falado sobre sua depressão, Clarisse deixava sobressair em seus escritos e obras seu modo de ser apontando assim a sua experiência para com o mundo vida e o sofrimento psíquico. Clarisse, Depressão, Ser-no-mundo.
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Por que Clarice Lispector tinha depressão?
A escritora ucraniana naturalizada brasileira, reconhecida como uma das autoras mais importantes do século 20, desenvolveu depressão após sofrer queimaduras graves na mão e no braço provocadas por ter dormido com o cigarro aceso. Clarice Lispector também sofreu com depressão pós-parto.
Clarice tomava medicação para insônia e é provável que o fogo resultou de um cigarro aceso, após o uso do remédio. Ela sofreu queimaduras graves, principalmente na mão direita.
Clarice Lispector (1920-1977), uma das maiores escritoras brasileiras, foi constantemente confundida com uma estrangeira. Um problema de dicção misturado ao carregado sotaque nordestino dava a impressão de que ela não falava nosso idioma muito bem.
De vulcão em erupção à brisa tranquila: o Transtorno de Personalidade Borderline. “Caótica, intensa, fora da realidade de vida, tímida e ao mesmo tempo ousada”, essa foi a forma que Clarice já se definiu, em entrevista.
Outros notáveis como Mariah Carey, Mel Gibson, Selena Gomez, Jean-Claude Van Damme, Ben Stiller e até mesmo a eterna Rita Lee, falecida em 2023, também foram diagnosticados com bipolaridade.
O primogênito foi diagnosticado esquizofrênico na adolescência. Clarice, de uma forma ou outra, se sentia culpada por isso. Ela, que ao lado do marido, morou em Milão, Nápoles, Berna, Paris, Londres e Washington em um roteiro que durou 15 anos percebeu que as constantes mudanças deixavam Pedro cada vez mais nervoso.
Clarice ainda esclarece a origem de seu suposto sotaque gringo . “É língua presa”, diz. “Podia cortar, mas, dizem, é um lugar muito úmido, dificilmente cicatriza.”
De volta ao Rio de Janeiro em 1960, Clarice Lispector sofreu um acidente, em 1967, que transformaria um pouco a sua vida: a escritora teve mãos e pernas queimadas num incêndio, provocado pelo cigarro que ficou aceso enquanto ela dormia.
Após sofrer queimaduras graves no braço e na mão por ter dormido com um cigarro aceso, Clarice acabou desenvolvendo depressão, também tendo depressão pós-parto com o nascimento de seu filho Pedro, que viria a ter esquizofrenia.
Que nada: ela falava daquele jeito porque tinha a língua presa. Clarice foi hospitalizada em 1 de novembro de 1977 e precisou ser operada na Casa de Saúde São Sebastião, no Rio de Janeiro.
Em 1943, Clarice Lispector se casou com um homem católico, algo raro naquele momento no Brasil. Tratava-se do diplomata Maury Gurgel Valente, que ela conheceu enquanto estudava Direito.
Quais artistas famosos sofriam de doenças mentais?
Muitos artistas famosos como Van Gogh, Edvard Munch e Jackson Pollock, por exemplo, sofriam de transtornos mentais e tiveram produções consideradas verdadeiras obras-primas da arte.
Em 2020, um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Medicina de Groningen, na Holanda, atestou que o pintor, embora não diagnosticado em vida, provavelmente sofria de um quadro de bipolaridade e depressão, agravado pela abstinência de álcool.
O “infamiliar”, conclui Freud, é o efeito da (re)aparição indesejada de complexos infantis, como a experiência do duplo (“duplicações do Eu, divisão do Eu, confusão do Eu”, p.