Nos dias atuais, o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define o belo como algo “que tem forma ou aparência agradável, perfeita, harmoniosa. Que desperta sentimentos de admiração, de grandeza, de nobreza, de prazer, de perfeição.”
Para Platão (340 a.C.) o belo é o ideal da perfeição só podendo ser contemplado em sua essência por meio de um processo de evolução filosófica e cognitiva do indivíduo por meio da razão, que lhe proporcionaria conhecer a verdade harmônica do cosmo.
O belo moderno é marcado pela emoção, pela fruição e pela autonomia em relação ao mundo racional da ciência. A superfície da tela é o espelho onde o artista deposita alegrias, medos, angústias, descarrega pulsões e pensa o mundo, para a imaginação do outro.
No caso da etimologia, a palavra “belo” vem do latim “bellus”, que significa “lindo, bonito, encantador”. Muito usado na época clássica apenas para mulheres e crianças, enquanto para os homens tinha sentido pejorativo e um ar apolíneo, de Apolo, o deus da beleza e da guerra.
Para os gregos antigos, a beleza não estava no corpo feminino. A beleza era qualidade do corpo masculino mais especialmente do homem rico, másculo e grego. Afinal, naquela sociedade, somente o homem tinha direito à cidadania, ou seja, à vida política.
A beleza é comumente descrita como uma característica de seres ou objetos que torna esses objetos prazerosos de perceber. Tais objetos incluem paisagens, pores-do-sol, seres humanos e obras de arte. A beleza, junto com a arte e o gosto, é o tema principal da estética, um dos ramos maiores da filosofia.
Grécia Antiga A primeira tentativa de padronização da beleza humana de que se tem registro parte da Grécia Antiga (tanto que a palavra estética tem origem grega e significa "compreensão pelos sentidos"). O modelo de beleza ideal deveria combinar harmonia e equilíbrio, valorizando as medidas proporcionais.
A beleza é um conceito subjetivo e que varia bastante. Isto porque ela existe em diferentes formas, tamanhos, cores e contextos. Justamente por isso, o que é considerado belo por uma pessoa pode não ser para outra. A beleza é, portanto, uma experiência pessoal.
Kant distingue essencialmente o belo do sublime. O primeiro consiste na harmoniosa coerência do entendimento e da imaginação, enquanto que o sublime consiste na sua desproporção. A vista do belo desperta em nós uma alegria pura, muito embora o sublime tenha algo de melancólico e pungente.
Contra os maniqueus, Agostinho defende a tese de que o cosmos é necessariamente belo, visto que Deus, além de criador é o mais perfeito que há, não poderia criar um mundo imperfeito, mal e despido de beleza. Portanto, o mundo é por natureza, perfeito, bom e belo.
Nas igrejas, a beleza tem a função de comunicar aquilo que está invisível aos nossos olhos, ser um pequeno sinal da grandeza de Deus. É por isso que, ao entrarmos em algumas igrejas, temos a sensação de estar num lugar inexplicável, onde a paz e a oração reinam.
Ser bela vai além da aparência física. Envolve uma combinação única de características internas e externas que contribuem para uma sensação de atratividade e apreciação. Isso pode incluir traços como autoconfiança, bondade, autenticidade, inteligência, empatia e uma variedade de outras qualidades.
O conceito de belo intriga filósofos há séculos. Sua definição envolve reflexões sobre a essência da beleza e os dilemas em torno de sua natureza subjetiva ou objetiva. Desde a Antiguidade clássica busca-se desvendar o que torna algo belo aos nossos olhos e mentes.
br, “o adjetivo belo vem da palavra latina “bellus”. O termo é usado para descrever o que, por sua aparência, seu estilo ou sua forma, é agradável ao ouvido, visão ou espírito. O belo é algo que tem beleza.
Um padrão de beleza é um conjunto de normas estéticas que formatam o corpo de um indivíduo, de acordo com processos culturais localizados em um determinado espaço e tempo histórico. É uma construção social, ou seja, não é algo que sempre existiu na natureza, não é universal nem imutável.