Os povos bantos acreditavam que as almas dos mortos tinham que atravessar a grande massa de água para se encontrar com seus antepassados, sem contudo abandonar completamente o mundo dos vivos. Isso porque a morte era entendida não como extermínio do ser, mas como diminuição de sua energia vital.
O povo Bantu tem uma concepção religiosa „sistêmica‟, fundamentada na experiência e no conhecimento recebido por meio da ancestralidade. Isso pode ser considerado como a essência da cultura Bantu.
Todos os povos que compartilhavam a cosmovisão banto acreditavam em um deus único, supremo e criador, cha- mado de Kalunga, Zambi, Lessa ou Mvidie, entre outros nomes, de acordo com o grupo étnico específico e com os atributos que se pretendia destacar nessa divindade, como a totalidade da vida, a superação de tudo em ...
Os bantus têm um papel significativo na formação cultural brasileira e na identidade nacional, seja pelo legado linguístico, pela cultura popular como as artes manuais e culinária, nas práticas agrícolas ou na origem de ritmos e expressões musicais como o samba, o maracatu, a congada, o jongo e a capoeira.
A palavra banto é uma reconstrução do protobanto com o significado de gente, termo criado pelo linguista alemão Wilhelm Bleek. O termo banto é usado para identificar os povos da África subsariana que falavam línguas bantas.
O termo "banto" é dado aos povos e culturas da África Central que possuem diversas línguas com características em comum, como a palavra "bantu", que quer dizer "pessoas".
Na tradição Angola, considerada afro-brasileira pois mistura traços de origem bantu, – que compreende localidades do Congo e Angola–, os orixás regentes são Kaiala e Ndandaluunda.
Entre 1580 e 1850, cerca de 75% dos africanos escravizados levados para o Brasil eram bantos, dos quais a maioria advinha da Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, de Moçambique.
O calundu, como apresenta Reis (2005), foi o termo genérico utilizado para definir a prática religiosa africana em geral, até o final do século XVIII, sendo substituído mais tarde por candomblé.
As línguas bantas são um ramo da família linguística nígero-congolesa, falados pelos povos bantos na África subsariana. O número total destas línguas varia de 440 a 680, dependendo da definição de língua versus dialeto. A língua banta com o número maior de falantes é o suaíli.
Do termo multilinguístico kalunga, que encerra idéia de grandeza, imensidão, designando Deus, o mar, a morte, – o vocábulo kalunga (Deus), do verbo oku-lunga (ser esperto, inteligente), encontra-se no dialeto dos Ambóse em outros grupos vizinhos.
Diferentemente dos nagôs que relacionam seus Orixás, como, por exemplo, Rainha/Rei ou Deusa/Deus da chuva, da beleza, dos trovões, entre outros, para o Candomblé de Angola/Bantu o Nkise é a própria chuva, a própria beleza ou o próprio trovão, trata-se de uma energia divinizada.
Os bantos são um conjunto de povos que habitavam a África Central nas regiões que hoje compreendem Angola, Congo, Gabão e Cabinda. Apesar das diferenças étnicas, esses povos compartilhavam o mesmo tronco linguístico: eram falantes das línguas bantos.
Umbanda é uma religião afro-brasileira de raiz Bantu, isto é, uma prática religiosa de povos Bantu que, na diáspora africana, assume uma configuração própria no território brasileiro.
Eles são povos muito antigos, descendentes de povos que se assentaram na região sul do Rio Níger. O culto aos orixás chegou ao Brasil junto com os Iorubás, na época da escravidão em nosso país. Esse culto deu origem às duas principais religiões de matriz africana No Brasil: o Candomblé e a Umbanda.
Além dos orixás, os candomblecistas também acreditam na existência de um deus soberano, chamado de Olódùmarè. A quantidade de orixás varia de acordo com o tipo de candomblé. Podem ser até 20 orixás, e cada um possui uma característica de ação.
"Nagôs" ou Anagôs era a designação dada aos negros escravizados e vendidos na antiga Costa dos Escravos e que falavam o iorubá. Os iorubás são um povo do sudoeste da Nigéria, no Benim (antiga República do Daomé) e no Togo. Historicamente, habitavam o Reino de Queto (atual Benim) e o Império de Oió, na África Ocidental.
Trazido como vestimenta de africanos, o Alaka, também conhecido como pano da Costa, é produzido em um tear manual e possui um significado religioso e social. Suas amarrações, cores e texturas identificam a função, posição hierárquica e poder das pessoas que o utilizam dentro da comunidade de terreiro de candomblé.
As palavras banto são termos que possuem origens nas línguas de grupos étnicos e culturais de África Central e Ocidental, especificamente das populações que falam as línguas banto, um grande grupo linguístico que inclui cerca de 500 idiomas falados por mais de 200 milhões de pessoas.
No campo da música, os bantos forneceram grande parte do ritmo que caracteriza a música brasileira. O gosto dos bantos pelos batuques, atabaques e instrumentos de percussão se refletiu em gêneros musicais como o samba, a bossa nova, o coco, o maracatu, o pagode etc.
Ao contrário do que muita gente acredita, os bantos não são um povo, nem sequer são uma etnia. Banto é um tronco linguístico, ou seja, é uma língua que deu origem a diversas outras línguas africanas. Hoje são mais de 400 grupos étnicos que falam línguas bantas, todos eles ao sul da linha do Equador.
“Em algumas casas das religiões africanas e afro-brasileiras Exu é o sentinela e protetor”, afirma. Mas ele também assume, em algumas canções, características de uma espécie de mensageiro entre os orixás e o ser humano.
O casal do dendê, Xangô e Iansã, são os regentes de 2025. Confira as energias deles e o que esperar para seu ano. Chegamos ao final de mais um ano e damos adeus a regência dos orixás Exu e Omolu.