Doutor em Teologia pela Universidade de Munique, Boff iniciou sua vida na igreja católica em 1958, quando ingressou na Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.
Autor de aproximadamente sessenta livros, o ex-franciscano Leonardo Boff formou-se em filosofia e teologia. Doutorou-se nessas áreas na Universidade de Munique (Alemanha), em 1970.
Simpatizante do socialismo, Boff é expoente da teologia da libertação no Brasil e conhecido internacionalmente por sua defesa dos direitos dos pobres e excluídos.
Porque Leonardo Boff foi expulso da Igreja Católica?
No Brasil, o teólogo Leonardo Boff, de 75 anos, foi outra vítima do conservadorismo da Igreja nos anos 70. Tudo porque ele apoiava a ideia de que a instituição precisava resgatar a origem e a vida de Jesus, que nasceu pobre e morreu por pregar seus ideais libertários.
Leonardo Boff defende coragem para superar a crise. Em audiência da Comissão de Direitos Humanos, teólogo apoia greve geral como reafirmação da democracia. “Devemos ter esperança, que deve vir sempre acompanhada de suas duas irmãs: a indignação e a coragem”.
O que é Teologia da Libertação na Igreja Católica?
A Teologia da Libertação é um movimento sócio-eclesial que surgiu dentro da Igreja Católica na década de 1960 e que, por meio de uma análise crítica da realidade social, buscou auxiliar a população pobre e oprimida na luta por direitos.
Boff, teólogo da Libertação, foi condenado ao ostracismo por Joseph Ratzinger em 1985, depois da publicação de seu livro "Igreja, Carisma e Poder", um torpedo contra o "establishment" do Vaticano nos últimos dois papados.
Na terceira e última parte do livro, Leonardo Boff trata da Espiritualidade e da Mística. Para ele espiritualidade não é algo contrário à idéia de corpo, mas antes, está relacionada ao vigor e à própria vida. Logo, espiritualidade tem como oposição a morte e não o corpo.
O Vaticano, sob o pontificado de João Paulo II (1978-2005), acusou de marxista a Teologia da Libertação por ressaltar a opção preferencial de Deus pelos pobres e puniu vários sacerdotes ligados a ela, como o brasileiro Leonardo Boff e o nicaraguense Ernesto Cardeal.
Você já ouviu a famosa frase do teólogo Leonardo Boff: “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”? Essa reflexão nos desafia a reconhecer que cada um de nós vê o mundo a partir de uma perspectiva única.
Atualmente vive no Jardim Araras, região campestre ecológica do município de Petrópolis-RJ e compartilha vida e sonhos com a educadora/lutadora pelos Direitos a partir de um novo paradigma ecológico, Marcia Maria Monteiro de Miranda.
Bruno Leonardo é o principal nome da Igreja Batista Avivamento Mundial (Ibam), fundada originalmente em Cajazeiras, nos anos 2000. Na maioria dos vídeos, Bruno Leonardo grava com uma câmera de boa qualidade, no que parece ser um escritório bem decorado.
O que quer dizer "todo ponto de vista é a vista de um ponto"?
No final, a frase “todo ponto de vista é a vista de um ponto” não nos ensina apenas sobre as limitações da percepção humana, mas também sobre seu potencial infinito. Ao aprender a respeitar e integrar diferentes perspectivas, nos aproximamos um pouco mais da complexidade e da beleza da realidade.
Boff defende a ligação entre a religião e a política, aquela que trata do bem comum e da qual todos deveriam participar, inclusive padres e bispos. “A fé ajuda a ter boas opções e sempre se perguntar em que medida entram as grandes maiorias e os pobres em cada projeto político”, disse.
Ao falar sobre ética, que, segundo Boff, não é uma teoria, mas uma prática concreta, o palestrante citou algumas de suas fontes como a razão, o desejo e a religião, que determina o comportamento da maioria da humanidade.
Qual a perspectiva de Leonardo Boff sobre o cuidado?
O cuidado é mais do que um ato singular ou uma virtude ao lado das outras. É um modo de ser, isto é, a forma como a pessoa humana se estrutura e se realiza no mundo com os outros. Melhor ainda: é um modo de ser-no-mundo que funda as relações que se estabelecem com todas as coisas(5).
A espiritualidade é o caminho da realização da experiência de Deus através da práxis do seguimento de Jesus em sua totalidade existencial. Este caminho espiritual cristão é sus- tentado pela mística compreendida como profunda intimidade do homem com Deus.
Em 1985, Boff foi condenado a um ano de “silêncio obsequioso” e perdeu suas funções editoriais e de magistério na Igreja, o que representava uma condenação a toda esquerda católica latino-americana.
Quando alguém adota o “silêncio obsequioso”, está escolhendo não apenas observar, mas também respeitar o espaço e as vozes dos outros, como forma de deferência, maneira de conceder a outros o direito de falar sem interrupções, sem julgamentos precipitados, sem a urgência de ser ouvido a todo custo.
Lutero negava o direito divino do solidéu papal e da autoridade de possuir as chaves do Céu que, segundo ele, haviam sido outorgadas apenas ao próprio Apóstolo Pedro.
O que o Papa Francisco fala sobre a teologia da libertação?
Papa critica Teologia da Libertação: “Não tinham a menor ideia” sobre realidade latino-americana. O papa Francisco criticou a Teologia da Libertação, corrente teológica surgida na década de 1970 e criticada pela sua aproximação com o marxismo, em mensagem de vídeo dirigida à Pontifícia Comissão para a América Latina.
Quem são os padres da Teologia da Libertação no Brasil?
Os principais teóricos dessa teologia foram os católicos Gustavo Gutierrez, Juan Luis Segundo, Hugo Assmann, Jon Sobrino, Leonardo Boff, Carlos Meister e Frei Betto.
A Renovação Carismática Católica (também chamada RCC) é um movimento surgido na Igreja Católica dos Estados Unidos em meados da década de 1960 com a intenção de incorporar ao Catolicismo alguns elementos oriundos do Pentecostalismo (orações em línguas, liturgias animadas, ”encontros pessoais” com Cristo, etc.).