Qual a expectativa de vida de uma pessoa com paralisia cerebral?
Em um estudo realizado por esses autores, 99% de indivíduos com PC leve sobreviveram até 30 anos. Entre aqueles com quatro comorbidades graves, apenas 33% sobreviveram até 30 anos de idade.
A maioria das crianças com paralisia cerebral sobrevive até a idade adulta. Somente as crianças mais gravemente afetadas – aquelas incapazes de qualquer tipo de cuidados pessoais ou de alimentar-se pela boca – têm uma expectativa de vida substancialmente mais curta.
Apesar de ser complexa e irreversível, crianças com PC podem ter uma vida rica e produtiva, desde que recebam o tratamento clínico e cirúrgico adequados às suas necessidades.
Quem tem paralisia cerebral pode voltar ao normal?
Pessoas com paralisia cerebral podem tratar sua espasticidade de muitas maneiras: reabilitação, medicação, terapia de injeção ou mesmo cirurgia. Há também uma bomba de fármacos implantável que pode ser útil para reduzir a espasticidade severa, permitindo que alguns pacientes vivam uma vida mais plena e mais ativa.
Quais as sequelas que a paralisia cerebral pode deixar?
As alterações da parte motora incluem, problemas na marcha (como paralisia das pernas), hemiplegia (fraqueza em um dos lados do corpo), alterações do tônus muscular (espasticidade caracterizada por rigidez dos músculos) e distonia (contração involuntária dos membros).
Um equívoco corrente é o entendimento de que paralisia cerebral é o mesmo que deficiência intelectual. Na verdade, pessoas com paralisia cerebral não apresentam necessariamente deficiência intelectual. Há indicações na literatura específica de que muitas apresentam desempenho cognitivo bastante elevado.
Quem tem paralisia cerebral tem direito a algum benefício?
Sim, pessoas com paralisia cerebral podem ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS), desde que atendam aos requisitos estabelecidos para a concessão do benefício.
As sequelas podem ser visíveis e envolvem problemas motores, visuais e de fala; ou invisíveis, como mudanças no comportamento, no jeito de ser, na forma de lidar com as emoções, além de alterações na memória, atenção, organização, solução de problemas.
Não se intimide, trate-a com naturalidade e respeite o seu ritmo, porque em geral essas pessoas são mais lentas. Tenha paciência ao ouvi-la, pois a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência intelectual.
O comprometimento motor é um desfecho importante para se considerar no processo de reabilitação de indivíduos pós-AVE que apresentam limitações da mobilidade como as avaliadas pelo TUG-ABS.
Como funciona o cérebro de uma pessoa com paralisia cerebral?
A paralisia cerebral tem algumas causas conhecidas, mas a principal é a falta de oxigênio no cérebro ou isquemia cerebral. Essa falta de oxigênio faz com que o cérebro se desenvolva com malformações, muitas vezes antes do nascimento, que resultam na paralisia cerebral.
Ao quadro são fixados todos os demais elementos que compõem a motocicleta: motor (que às vezes é parte integrante da estrutura), câmbio e transmissão, ambas as suspensões, assento, tanque, pedaleiras etc.
A paralisia cerebral em bebês e crianças pode apresentar sinais variados, conforme o nível e a área do cérebro afetada, envolvendo dificuldade motora, rigidez muscular e distúrbios ou atraso de fala. De acordo com dados do Ministério da Saúde, duas a cada mil crianças nascidas vivas sofrem de paralisia cerebral.
Pode ser causada por situações como afogamento, estrangulamento, parada cardíaca, traumatismo craniano, envenenamento por monóxido de carbono, insuficiência cardíaca muito avançada, complicações anestésicas, entre outras.
Qual a expectativa de vida de uma pessoa que teve AVC?
Cerca de 40 a 50% dos indivíduos que sofrem AVC morrem após seis meses. A maioria dos sobreviventes exibirá deficiências neurológicas e incapacidades residuais significativas, o que faz desta patologia a primeira causa de incapacitação funcional no mundo ocidental(4).
Por ser uma condição permanente e sem cura, o diagnóstico rápido e a intervenção precoce constituem o principal tratamento da criança com paralisia cerebral. Esses fatores são determinantes para garantir um melhor desenvolvimento psicomotor e uma consequente melhora da qualidade de vida já durante a primeira infância.
Nove pessoas com paralisia grave ou total voltaram a andar após receberem estimulação elétrica em um grupo específico de neurônios. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Lausanne, e foi divulgado nesta quarta-feira pela revista Nature.
Conforme afirmado na definição, a desordem motora na paralisia cerebral pode, frequentemente, vir acompanhada por distúrbios sensoriais, perceptivos, cognitivos, de comunicação e comportamental; epilepsia e problemas musculoesqueléticos secundários (ROSENBAUM et al., 2007).
Quem tem paralisia cerebral pode ter uma vida normal?
Apesar de ser complexa e irreversível, crianças com PC podem ter uma vida rica e produtiva, desde que recebam o tratamento clínico e cirúrgico adequados às suas necessidades.
Paralisia cerebral: permanece com a pessoa por toda a vida. O correto é dizer: a pessoa tem paralisia cerebral. Lepra: a Lei 9.010, de 1995, proíbe o uso do termo lepra e seus derivados em documentos oficiais.