As atividades humanas, como o desmatamento e a exploração excessiva dos aquíferos, entre outras, aceleram a desertificação. Somam-se a isso os efeitos das mudanças climáticas, também de origem humana, e a destruição que causam sob a forma de fenômenos meteorológicos extremos, tais como secas, furacões, incêndios, etc.
As consequências da desertificação são, entre outras, solos improdutivos, desestruturação física do solo, salinização, destruição de hábitats, desequilíbrio de ecossistemas, êxodo rural e aprofundamento de problemas socioeconômicos.
Os impactos ambientais correspondem à destruição da fauna e da flora, redução significativa da disponibilidade de recursos hídricos (assoreamento de rios e reservatórios) e perda física e química dos solos.
Existem diferentes causas que provocam a desertificação, como as práticas agropecuárias e antrópicas adotadas para o uso dos recursos naturais da região semiárida, especialmente para o bioma Caatinga, que levam a exaustão dos solos e, finalmente, da vida humana.
A perda da cobertura vegetal e, portanto, de alimento para o gado e os seres humanos. O aumento do risco do surgimento de doenças zoonóticas, como a COVID-19. A perda de massa florestal, com a correspondente escassez de recursos madeireiros. A diminuição das reservas de água potável devido à perda de aquíferos.
Por serem locais secos, os desertos são locais ideais para a preservação de artefatos humanos e fósseis. Sua vegetação é constituída por gramíneas e pequenos arbustos, é rala e espaçada, ocupando apenas lugares em que a pouca água existente pode se acumular (fendas do solo ou debaixo das rochas).
Temperaturas e amplitude térmica – Os desertos quentes, durante o dia, quando há presença da luz solar, apresentam elevadíssimas temperaturas. No entanto, quando a noite chega, o calor acumulado no solo arenoso dissipa-se, e as temperaturas caem significativamente.
A desertificação é um processo originado pela intervenção do homem no meio natural que resulta na perda da qualidade dos solos. São causas da desertificação o desmatamento, as queimadas, a erosão, a lixiviação e o uso inadequado do solo para as atividades agrícolas.
A falta d'água e o clima instável faz com que a vida nesses locais seja complicada. Não é nada fácil. Além do clima altamente seco e da água escassa, as mudanças de temperatura são enormes: de dia, o calor é de rachar, acima dos 40 ºC; de noite, faz frio abaixo de zero.
As condições naturais das áreas desérticas são os principais perigos presentes nessas regiões. Os desertos são considerados ambientes inóspitos, em especial, pela ausência de fontes de água e pelas condições extremas de temperatura.
Escorpião amarelo da Palestina (Leiurus quinquestriatus) O escorpião amarelo da Palestina habita desertos e regiões áridas do Norte da África e Oriente Médio.
O deserto simboliza a hostilidade, que na Bíblia representa a ocasião em que Deus põe a prova o seu povo, afim de aperfeicoá-lo (Sl 78; 95, 107). Isto serve para nos recordar que a nossa vida esta totalmente nas mãos do Senhor, e que neste mundo hostil dependemos exclusivamente Dele para sobreviver.
Enquanto durante o dia os termômetros marcam entre 30 e 50 °C, durante a noite as temperaturas podem cair abaixo de 0 °C. A fauna e a flora do deserto são limitadas, devido às condições extremas. Muitas das espécies são adaptadas às mudanças bruscas de temperatura e à escassez de água.
O Atacama é um deserto localizado na região norte do Chile, na América do Sul, sendo popularmente conhecido como o deserto mais seco da Terra e também o local cuja paisagem mais se assemelha à superfície de Marte.
O calor escaldante apresentado durante o dia nos climas desérticos é substituído durante a noite por temperaturas baixíssimas. Essa variação de temperatura ocorre porque a ausência de umidade do ar faz com que, com a chegada da noite, o calor armazenado na areia dissipe-se rapidamente e a temperatura caia bruscamente.
“Esse é o clima dos desertos”, comenta Tomasella. No Brasil, não há áreas assim. As que o índice fica entre 0,05 e 0,2 são as áridas, como é o caso das terras da Bahia e Pernambuco recém-elevadas a essa condição.
Cactos e outras plantas que armazenam muita água, o que as ajuda durante as estações secas, são chamadas de suculentas. Mesmo sob chuvas leves, essas plantas absorvem o máximo de água possível, armazenando-a em grandes áreas de armazenamento em suas raízes, folhas ou caules.
Em áreas litorâneas, correntes marinhas frias retiram a umidade das massas de ar que se deslocam em direção ao continente, tornando-as secas. Do mesmo modo que no caso anterior, as áreas atingidas passam a ficar com baixa umidade do ar e raríssimas chuvas, transformando-se em grandes desertos.
O vento e os fluxos oceânicos desempenham um papel fundamental na formação dessa parte especialmente seca do planeta. O anticiclone do Pacífico, por exemplo, sopra do Polo Sul em direção ao norte, trazendo consigo ar frio e seco, enquanto a circulação de Walker trabalha para mover as nuvens.
Atualmente já foram mapeados seis núcleos de desertificação no Brasil: Seridó, (RN/PB), Cariris Velhos (PB), Inhamuns (CE), Gilbués (PI), Sertão Central (PE), Sertão do São Francisco (BA), segundo publicação do Insa (Instituto Nacional do Semiárido).