Quando uma pessoa ingere álcool, metabolicamente o fígado ocupa-se com a atividade de “queimá-lo” no corpo. Assim, ele não consegue regular paralelamente a quantidade de açúcar no sangue de forma adequada, podendo ocasionar, assim, o quadro de uma hipoglicemia (baixa taxa glicêmica no sangue).
O álcool atua no fígado, que é o órgão responsável por liberar a glicose (açúcar) para a corrente sanguínea entre as refeições e enquanto você dorme, justamente para evitar uma hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue).
Ora, quando ingerimos bebidas alcoólicas, o fígado ocupa-se primeiro de «livrar» o organismo do álcool, fazendo com que não seja capaz de produzir glicose internamente. Ou seja, os níveis de glicemia continuam a baixar e o organismo não consegue ativar os mecanismos que contrariam a descida.
Enquanto quantidades moderadas de álcool podem causar o aumento de açúcar no sangue, o excesso de álcool pode realmente diminuir o seu nível de açúcar no sangue – algumas vezes fazendo com que caia em níveis perigosos, especialmente para pessoas com diabetes tipo 1.
Mas o que se sabe é que o consumo de grande quantidade de álcool por longos períodos de tempo aumenta os níveis de açúcar no sangue. Assim, indivíduos expostos ao uso abusivo/dependência desses produtos podem tornar-se insulinorresistentes, e, consequentemente, apresentar maiores chances de desenvolver diabetes tipo 2.
Pessoas que tomam muita cerveja e têm diabetes podem acabar com taxas altas de glicemia e difícil controle. Além disso, podem ganhar peso, o que piora e dificulta o controle do diabetes.
A longo prazo, picos constantes de açúcar no sangue podem levar a complicações de saúde graves, portanto, em comparação, o açúcar é mais prejudicial para diabetes do que o álcool. Mas isso não quer dizer que bebidas alcoólicas não sejam prejudiciais.
No caso da diabetes, o número é surpreendente: com o consumo dessa bebida alcoólica, suas chances de desenvolver diabetes caem até 40%, pois ele ajuda a melhorar a capacidade de regulação dos níveis de insulina e glicose pelo seu organismo.
Qual bebida alcoólica faz menos mal para o diabético?
Qual bebida alcoólica faz menos mal ao diabético? De acordo com diversas pesquisas recentes sobre o tema, foi constatado que as bebidas menos nocivas para os diabéticos, por conterem quantidades mínimas de carboidratos, são os vinhos secos, logo em seguida dos demi-secs.
Várias condições podem causar um quadro de hipoglicemia. Pacientes que pulam refeições, comem menos que o necessário, exageram no consumo de álcool, aumentam a quantidade de exercícios físicos sem mudar a dieta ou que fazem o uso incorreto de determinados medicamentos podem apresentar uma crise de hipoglicemia.
A glicose de jejum entre 100 e 125 mg/ dL é chamada de glicemia de jejum alterada. A partir de 126 mg/dL já temos o diagnóstico de diabetes. Na glicose sem jejum, valores acima de 140 mg/dL remetem ao diagnóstico de Intolerância à Glicose e acima de 200mg/dL, também temos o diagnóstico de diabetes.
A oxidação do álcool em acetaldeído e depois em energia ocorre principalmente no fígado e envolve a enzima álcool-desidrogenase. O álcool não é convertido em glicose, bloqueia a gliconeogênese e potencializa os efeitos da insulina por interferir na contra regulação na hipoglicemia induzida pela insulina (4).
A maior parte da pessoas com diabetes, seja ela do tipo 1 ou do tipo 2, pode tomar bebidas alcoólicas de forma moderada. Mulheres devem consumir no máximo um drinque por dia e os homens até dois. Fique atento, pois as consequências do abuso de álcool para quem tem a doença podem ser graves e é importante conhecê-las.
O álcool pode ser detectado por testes de sangue, urina, saliva, respiração e até cabelo! No sangue ele pode ser detectado em até 12 horas depois do consumo; na urina de 12 a 24 horas e, se o consumo for elevado, por mais de 72 horas; na saliva em até 12h e no cabelo por até 90 dias.
Afinal, cerveja Heineken tem açúcar ou não? Segundo seus fabricantes, a receita da cerveja Heineken é totalmente livre de açúcares e de baixo estímulo insulínico. O fato de não conter açúcar, não é um motivo que influencie na qualidade da bebida e no seu sabor.
Açúcar faz tão mal quanto álcool e cigarro. O consumo de açúcar pode ser tão prejudicial quanto o abuso de álcool e cigarrosegundo artigo publicado por médicos na revista científica “Nature”.
A cachaça apresenta graduação alcoólica que varia de 38% a 48% de teor de álcool à temperatura de 20ºC. A bebida é obtida apenas da destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo conter também até 6g de açúcar a cada litro produzido.
No caso da Vodka, whisky, entre outras, o teor alcoólico é dez vezes maior do que da cerveja. Então, a ingestão diária de um copo grande desses destilados equivale a 64 gramas de álcool no organismo, ou seja, quase o limite para o risco aumentado de cirrose.
A hipoglicemia ocorre porque, se ingerido em jejum, o álcool inibe a liberação hepática da glicose (gliconeogênese), por bloquear a captação de precursores (piruvato, oxaloacetato e glicerol-fosfato) pelo hepatócito e a oxidação de lactato e glutamato pelo fígado.
O consumo de cerveja esteve associado ao aumento da pressão arterial sistólica em 2,9 mmHg. Os indivíduos que ingeriram vinho tinto apresentaram um aumento na ordem de 1,9mmHg na pressão sistólica. A cerveja aumentou o batimento cardíaco em cinco batimentos por minuto e o vinho em 4 batimentos cardíacos por minuto.
Em média, um refrigerante tem em média 10 gramas de açúcar por 100 ml a depender do tipo e da marca, enquanto uma cerveja, em geral, contém aproximadamente 4 gramas de açúcar por 100 ml.
A cerveja tem menos açúcar que o refrigerante. Cerveja contém açúcares naturais, enquanto refrigerante tem adição de açúcar. Consumo excessivo de ambas pode causar problemas de saúde. Especialistas recomendam moderação e preferência por bebidas naturais.