A companhia passa atualmente por um processo de transformação organizacional e cultural e "caminha para a transição energética", entrando em novos mercados, como a comercialização de energia elétrica. A manutenção do símbolo BR nos postos, segundo a distribuidora, ocorre pois a Vibra é licenciada da marca Petrobras.
Qual a diferença entre a marca Vibra e a marca BR Petrobras?
A BR Distribuidora, que possui uma rede com mais de 8.300 postos, foi vendida pela Petrobras, em 2021, e agora se chama Vibra. Em janeiro de 2024, a Petrobras notificou a Vibra de que não tem interesse em renovar a licença de uso da marca além do contrato atual, que se encerra em junho de 2029.
E, em junho de 2021, se desfez das últimas ações que tinha, com a empresa passando a ser 100% privada. A mudança de nome ocorreu dois meses depois. As duas companhias contam com um contrato de uso da marca Petrobras desde junho de 2019, iniciado um mês antes de a estatal perder o controle.
A executiva acrescenta que a marca Lubrax foi comprada pela Vibra no processo de privatização, então não há risco de perda da licença, assim como a BR Mania, que é a loja de conveniência da empresa. “A Lubrax é uma marca que temos orgulho, é uma marca consolidada na vida dos brasileiros.
Privatizada em 2019, a venda da BR Distribuidora, antigo braço de distribuição da Petrobras (PETR3;PETR4), foi um dos principais feitos do Governo Bolsonaro na área de desinvestimentos em estatais, uma das suas promessas de campanha.
A BR Distribuidora, empresa de distribuição de combustíveis da Petrobras, foi vendida em julho de 2019, quando a Petrobras deixou de ser a maior acionista da distribuidora, que passou a ter mais capital privado do que estatal. Na época, a oferta inicial de ações rendeu R$ 9,6 bilhões à petroleira.
O motivo para a queda está em um relatório emitido pelo Goldman Sachs, em que o banco rebaixa a recomendação para os ativos da empresa de energia de “compra” para “neutro”, com previsões pessimistas para os resultados da distribuidora em 2025.
Entre os 8.000 postos abastecidos pela Vibra, pouco mais de 1.400 contam com uma loja BR Mania, a rede de conveniência da empresa. O plano é mudar em parte esse cenário até 2030.
A estatal Petrobras, maior empresa do país e terceira maior da América Latina, está mudando seu nome comercial (marca) para PetroBrax. Segundo o presidente da companhia, Henri Philippe Reichstul, o objetivo é unificar a marca e facilitar o seu processo de internacionalização.
Castrol é uma marca britânica de lubrificante automotivo fundada em 1899 por Charles Wakefield. Em 2000, a Castrol foi adquirida pelo grupo BP por US$ 4,73 bilhões de dólares.
A Vibra reduziu o quadro de funcionários de 4,2 mil para 3,4 mil. A empresa, que tinha o maior custo operacional do setor – R$ 111/m³ em 2018 – conseguiu derrubá-lo pela metade, para R$ 54/m³ em 2021.
Conheça a história da Vibra Energia. Há exatos 50 anos, surgia uma empresa com a proposta de distribuir derivados de petróleo, disposta a competir em igualdade de condições com as outras distribuidoras que existiam no Brasil. A então BR Distribuidora, atual Vibra, contava naquela época com 840 unidades.
Originalmente chamado de Credicard Hall, seu nome foi alterado para Citibank Hall em 21 de novembro de 2013, mas em 22 de abril de 2018 a casa voltou a ser chamada de Credicard Hall. Em 17 de outubro de 2019, passou a se chamar UnimedHall. Em 1 de abril de 2022, foi renomeada como Vibra São Paulo.
O Citi espera que os números da Vibra (VBBR3) para o quarto trimestre de 2024 sejam menores, tanto na comparação ano a ano quanto na trimestre a trimestre. O banco argumenta que os menores volumes e a diminuição das margens atrapalham a companhia, além da concorrência acirrada.
A BR Distribuidora era uma subsidiária da Petrobras. Ela foi privatizada em duas etapas durante este governo, em 2019 e 2021. Passou a se chamar Vibra Energia, mas ainda utiliza em seus postos a marca BR, historicamente vinculada à Petrobras.
Hoje, os principais acionistas da Vibra são a BlackRock e os fundos Dynamo e Samambaia (do investidor Ronaldo Cezar Coelho). A administração da distribuidora justificou, na proposta de mudança, que se tratava de uma forma de defender o acionista.
Em 2024, a receita da Vibra chegou a R$ 173 bilhões, uma alta de 5,7% em relação ao ano anterior. O lucro subiu 33% e chegou a R$ 6,3 bilhões. Com o resultado, a empresa anunciou o pagamento de R$ 1,6 bilhão em dividendos – o equivalente a R$ 1,47 por ação – um dividend yield de 8,2%.