Um dos acusados de Oppenheimer é o seu colega Teller, o descobridor da bomba de hidrogênio, que alega não entender com clareza as atitudes do pai da bomba atômica, julgando a sua conduta “confusa e complicada”. E Oppenheimer foi condenado porque um outro cientista não conseguia entende-lo.
Oppenheimer perdeu sua licença para trabalhar como cientista em programas governamentais e foi acusado publicamente de deslealdade aos Estados Unidos, sendo tachado como um risco à segurança norte-americana por sua proximidade com os ideais comunistas. Ele foi inocentado, mas sofreu as consequências da acusação.
Em uma audiência em 1954 para investigar suas supostas simpatias comunistas, a Comissão de Energia Atômica revogou sua autorização de segurança. A medida só foi revertida em 2022, depois que funcionários do governo revisaram o caso de Oppenheimer e descobriram que a investigação havia sido falha e ilegal.
Robert Oppenheimer foi investigado em uma polêmica audiência de quatro semanas em 1954. A audiência resultou na revogação da autorização Q de Oppenheimer.
Os cientistas que ele liderou em Los Alamos, provavelmente, formavam o grupo mais talentoso de cérebros já reunidos em um único laboratório — 12 deles viriam a ganhar o Prêmio Nobel. Em 1954, no auge da era McCarthy, Oppenheimer foi acusado de ser comunista e até de espionar para a União Soviética.
DETALHES que você PERDEU em OPPENHEIMER + FINAL EXPLICADO
O que Oppenheimer fez de errado?
Em "Oppenheimer", por exemplo, na cena que marca o discurso do físico após a explosão da bomba de Hiroshima e Nagazaki, há um erro nas bandeiras dos Estados Unidos presentes nas tomadas. Por lá, aparece a bandeira tradicional dos EUA, composta por 50 estrelas — cada uma representando um estado.
Mas os russos penetraram de fato no Projeto Manhattan – a maior violação de segurança da história dos EUA. Vários cientistas que trabalharam no Projeto Manhattan forneceram informações importantes sobre a pesquisa da bomba atômica dos Estados Unidos para a União Soviética.
Mas o próprio Oppenheimer se referiu em 1965 a alegações de que Einstein havia de alguma forma participado da criação daquela arma de destruição em massa. "As alegações de que ele trabalhou na criação da bomba atômica eram, na minha opinião, falsas", disse ele na conferência de Paris naquele ano.
Como consequência, Oppenheimer se tornou um forte defensor do banimento total das armas nucelares e também se opôs à criação da bomba de hidrogênio . Entretanto, acabou perseguido pelas autoridades norte-americanas e teve sua carreira manchada pelo fim da vida.
Como chefe da Comissão de Energia Atômica, Strauss manteve a sua rivalidade com Oppenheimer. Na verdade, ele impôs como condição para aceitar o cargo que o físico fosse mantido afastado de todas as informações confidenciais sobre questões nucleares.
Hoje o Laboratório Nacional de Los Alamos ainda serve como centro de estudos da Administração Nacional de Segurança Nuclear, entretanto, os mais curiosos podem visitar algumas das dependências da cidade que uma vez foi secreta, explica o House Beautiful.
De fato, Einstein era pacifista declarado e sempre se distanciou do projeto Manhattan. Ele sempre insistia que sua participação na liberação da energia atômica foi "muito indireta". Se houve um instigador, foi Leo Szilard (1898-1964), ex-aluno de Einstein.
O mais famoso e importante deles foi, de fato, Klaus Emil Julius Fuchs, um físico alemão que trabalhou em Los Alamos, sob a supervisão de Robert Oppenheimer. Atuou infiltrado e forneceu segredos importantes para os comunistas.
Morte. Fumante inveterado, o físico apresentou diversos problemas de tuberculose ao longo da vida. Morreu em 18 de fevereiro 1967, vítima de um câncer de garganta. Outros detalhes da vida e da história de Julius Robert Oppenheimer podem ser conferidos no site do Estadão.
Hiroshima foi escolhida como alvo devido à sua importância militar. Alguns dias depois, Nagasaki foi bombardeada. Os EUA continuam sendo o único país a ter usado armas nucleares.
Porque Oppenheimer foi contra a bomba de hidrogênio?
Ele não apostava as fichas na Guerra Fria, não queria a corrida armamentista, por isso, vai se opor à construção da bomba de hidrogênio. Ele diz no filme, muito claramente, que a construção da bomba de hidrogênio pelos Estados Unidos só levará os russos a, também, fazer o mesmo. Foi o que aconteceu.
Em 1952, ele teve sua autorização de segurança suspensa, após protestos contra o primeiro teste da bomba de hidrogênio. Além disso, as investigações contra Oppenheimer expuseram suas relações com comunistas e resultaram na destruição de sua reputação.
Em 2003, os directores do Laboratório demitiram-se após acusações de terem, por sua vez, demitido inadequadamente dois empregados que tinham alegado a existência de roubo generalizado no Laboratório.
Logo a seguir, duas bombas foram lançadas contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, entre 6 e 9 de agosto de 1945, causando entre 150 e 250 mil mortes. “Agora eu me tornei a Morte, o destruidor de mundos” — com essa frase J. Robert Oppenheimer demonstrou todo seu arrependimento pela criação da bomba atômica.
O que Albert Einstein falou para Oppenheimer no final do filme?
"Se eu soubesse que os alemães falhariam na construção da bomba atômica, não teria participado da abertura dessa caixa de Pandora” é uma das frases mais impactantes ditas pelo físico alemão Albert Einstein após seu apoio ao Projeto Manhattan, liderado por J. Robert Oppenheimer.
Após a morte de seu pai, Peter estabeleceu-se permanentemente no norte do Novo México, residindo na fazenda Perro Caliente, que seu pai havia adquirido anos antes. Segundo o Today, Peter ainda mora no Novo México e atua como carpinteiro.
Segundo o professor Carlos Alberto dos Santos, pós-doutor em Física pelo Centre d'Etudes Nucleaires de Grenoble, na França, e autor do livro de ficção O Plágio de Einstein, o cientista não era mau aluno, mas não gostava muito dos professores.
Foi Sax que recrutou Hall para os soviéticos, e serviu como mensageiro dos segredos nucleares. Em dezembro de 1944, o jovem cientista Hall, com a ajuda de seu ex-colega de quarto, entregou o que é considerado o primeiro segredo atômico vazado de Los Alamos - uma atualização sobre a criação da bomba de plutônio.
Strauss era, na vida real, um homem com grande poder e influência em Washington em meados do século 20. Ele desconfiava fortemente de Oppenheimer. Eles estavam em polos ideológicos opostos e tiveram divergências sobre energia nuclear que se misturaram com disputas pessoais.