A elevação da taxa real de juros, por sua vez, pode levar à diminuição de investimentos pelas empresas e à diminuição de consumo por parte das famílias – o que, por sua vez, tende a reduzir a demanda por bens e serviços da economia, contribuindo para a redução da inflação.
Os juros são a ferramenta que o Banco Central utiliza para controlar a inflação e funcionam como uma espécie de precificação do dinheiro. Quanto mais altos os juros, a moeda fica mais cara, e as condições para comprar a prazo ou pedir financiamentos e empréstimos se tornam mais difíceis.
O que acontece com a inflação quando os juros aumentam?
A ideia é que juros altos encarecem o custo de se tomar empréstimos — e isso tem um efeito colateral de conter altas de preço na economia. A inflação é contida, mas existe um preço a se pagar: juros mais altos afetam também o ritmo do crescimento da economia.
Por que se aumenta a taxa Selic para combater a inflação?
Para conter a alta dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC então sobe a Selic. O resultado: o custo para se realizar as operações financeiras encarece e a demanda por dinheiro se controla.
Ao aumentar as taxas de juro quando a inflação está elevada, os bancos centrais influenciam tanto o montante como o custo dos créditos que os consumidores e as empresas podem obter. Influenciam, assim, as condições de financiamento e o nível de atividade económica na zona euro, o que, por sua vez, afeta a inflação.
Por Que a Taxa de Juros Precisa Ser Tão Alta no Brasil?
Como se reduz a inflação?
A melhor forma de se combater a inflação é através da austeridade fiscal, na qual o governo procura enxugar os gastos públicos, evitando obras faraônicas, desvios de dinheiro público e inchaço da máquina do Estado.
O aumento da taxa de juros encarece principalmente o crédito e os serviços financeiros. Ou seja, fica mais alto o custo dos empréstimos pessoais e para empresas, dos financiamentos imobiliários e para a compra de veículos.
Em vez de investir na economia real, gerando empregos e desenvolvimento, os grandes investidores preferem aplicar dinheiro em títulos públicos, que rendem cada vez mais com a alta dos juros. Quem ganha com isso? Os bancos e o mercado financeiro.
Grosso modo, o aumento da Selic beneficia os investimentos de renda fixa, cuja remuneração oferecida é baseada nos juros. Entre esses investimentos, estão os títulos públicos do governo federal, os CDBs emitidos pelos bancos, letras de crédito e debêntures.
Regime de metas para a inflação: definido pelo Decreto nº 3.088, válido para o período de 1999 a 2024, e pelo Decreto nº 12.079, válido para janeiro de 2025 em diante. Índice de preços e valores da meta e do seu intervalo de tolerância: são fixados por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia, que influencia outras taxas de juros do país, como taxas de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. A definição da taxa Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação.
A elevação da taxa real de juros, por sua vez, pode levar à diminuição de investimentos pelas empresas e à diminuição de consumo por parte das famílias – o que, por sua vez, tende a reduzir a demanda por bens e serviços da economia, contribuindo para a redução da inflação.
De modo geral, uma elevação da Selic beneficia os investimentos de renda fixa, que oferecem uma remuneração baseada em juros. É o caso dos títulos públicos do governo federal, dos tradicionais CDBs emitidos pelos bancos, das letras de crédito, das debêntures, entre outras opções.
Quando existe queda da taxa Selic, significa que o Banco Central quer estimular o consumo e reduzir o valor do crédito. Desta forma, as pessoas buscam mais por empréstimos e fazem a circulação de dinheiro aumentar. Já a inflação acaba sofrendo o efeito contrário e tende a aumentar quando a Selic cai.
Quando o Banco Central quer reduzir a inflação, ele aumenta a Taxa Selic porque, assim, aumentará o “custo” do dinheiro. Com isso, fica mais caro pegar empréstimos, fazer financiamentos e consumir. A redução do consumo força uma redução da inflação.
Qual foi a maior taxa de juros da história do Brasil?
Qual foi a maior taxa de juros da história do Brasil? A taxa de juros nominal mais alta da história do Brasil foi de 45% a.a., definida em março de 1999.
Essa taxa é determinada por uma grande miríade de fatores como a taxa de impaciência intertemporal dos consumidores, a elasticidade de substituição intertemporal do consumo, a produtividade marginal do capital, o nível dos gastos do governo, entre outros fatores.
Ainda assim, a renda fixa é uma ótima opção para quem quer ver o dinheiro render mais neste cenário de juros altos. Se você está investindo pela primeira vez, nossa recomendação é começar com pouco e buscar opções que tenham um retorno financeiro estimado, como as opções da renda fixa.
A causa da inflação é o excesso de demanda – quando tem muito gente querendo comprar e não tem produção na mesma intensidade. Outra explicação é o choque de oferta. Isso vale muito para produtos que dependem de São Pedro.
Como vimos, os juros em alta favorecem os títulos de renda fixa de forma geral, seja no curto ou no longo prazo. Isso porque os investidores conseguem remunerações mais atrativas sem precisar correr o risco da renda variável.
O que o Banco Central faz para controlar a inflação?
Os bancos centrais estão sempre organizando instrumentos que façam com que a implementação da política monetária seja efetiva para alcançar o objetivo final, que é o controle da inflação”, destacou André. Basicamente, o que o BC faz é comprar e vender títulos públicos federais como instrumento de política monetária.
Indicadores econômicos, como PIB, balança comercial, taxa de desemprego e índices de preços ao consumidor, influenciam a variação de moeda. Um crescimento robusto do PIB e uma balança comercial positiva geralmente fortalecem a moeda de um país, enquanto altos níveis de desemprego e inflação podem enfraquecê-la.