Dislexia é uma desordem neurológica, de origem genética e com alto índice de hereditariedade. Por causa desse distúrbio, a pessoa disléxica tem dificuldade em associar os símbolos e as letras ao som que eles representam e não consegue organizá-los mentalmente numa seqüência coerente.
A causa do distúrbio é uma alteração cromossômica hereditária, o que explica a ocorrência em pessoas da mesma família. Pesquisas recentes mostram que a dislexia pode estar relacionada com a produção excessiva de testosterona pela mãe durante a gestação da criança.
A dislexia é um transtorno neurológico, com forte fator genético, sendo a hereditariedade a causa mais comum de todas. Entretanto, também pode ser desencadeada por problemas estruturais cerebrais e por comprometimentos do sistema nervoso central durante a formação fetal.
Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, de origem neurobiológica, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico, comprometendo a capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e de compreender um texto.
Se na infância e adolescência, os alunos disléxicos já enfrentam dificuldades no processo de aprendizagem escolar, imagine na fase adulta! Não vou falar que os problemas aumentam, mas continuam sendo desafiadores.
Seus tipos, como dislexia visual, auditiva e mista, apresentam características e desafios distintos. E embora não haja prevenção definitiva, intervenções precoces e suporte especializado podem minimizar seus impactos e ajudar indivíduos a desenvolverem suas habilidades de leitura e escrita.
Tanto na comunicação oral quanto na escrita, os disléxicos têm dificuldade em estruturar sua história e contá-la do início ao fim. A dislexia é o resultado direto da dominância, ou uma forte preferência por, usando o hemisfério direito do cérebro para pensar e processar informações.
Pessoas com dislexia apresentam um funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos lingüísticos relacionados à leitura. O disléxico tem dificuldade para associar o símbolo gráfico, as letras, com o som que elas representam, e organizá-los, mentalmente, numa sequência temporal.
Einstein, de fato, manifestou os sinais de um Distúrbio Específico de Aprendizagem e em particular da dislexia. Fontes relatam que ele trocava de lugar e omitia letras, números e fórmulas na escrita, escrevia frases sem ordem e de fato durante seus estudos sempre obteve notas medíocres em assuntos literários.
Não. Em contraste com a crença popular, pessoas com dislexia geralmente não têm propensão de ver letras ou palavras ao contrário. Na verdade, o déficit responsável pela dislexia reside no sistema de linguagem, e não no sistema visual.
Lentidão na aprendizagem, dificuldade de concentração, palavras escritas de forma estranha, dificuldade de soletrar e troca de letras com sons ou grafias parecidas são alguns sinais de dislexia.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que obriga o poder público a oferecer um programa de diagnóstico e tratamento precoce aos alunos da educação básica com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou qualquer outro transtorno de aprendizagem. Não houve vetos.
Quais áreas do cérebro são afetadas pela dislexia?
A maioria dos pesquisadores concordam que a dislexia está relacionada com o hemisfério esquerdo e associada a disfunções de áreas cerebrais responsáveis pela linguagem (área motora da fala de Wernicke; ver figura Áreas do cérebro) e produção do som e fala (área motora da fala de Broca) e na interconexão destas áreas ...
Na dislexia, há a dificuldade na memorização de atividade verbal (letras, palavras e números). Já no TDAH, a criança apresenta apenas a dificuldade na memorização não verbal (espacial); A criança com dislexia não consegue também memorizar canções e perceber rimas.
A dislexia está entre as deficiências de aprendizado baseadas em linguagem mais comuns, afetando a leitura, a ortografia e o processamento de informações, afetando cerca de 20% da população.
As pessoas disléxicas podem mostrar desempenho 'forte', 'muito forte' e 'excepcional' em uma série de “habilidades cognitivas, habilidades de sistema, habilidades de resolução de problemas complexos, habilidades de conteúdo, habilidades de processo e habilidades técnicas”, dizem os autores.
Dislexia Ocasional: É a dislexia causada por fatores externos e que aparece ocasionalmente. Podem ser causadas por esgotamento do Sistema Nervoso / estresse, excesso de atividades e em alguns casos, considerados raros, por TPM ou Hipertensão.
Os disléxicos são fundamentalmente pensadores de imagens: eles geralmente pensam em imagens mentais ao invés de usar palavras, sentenças ou diálogos internos em suas mentes.
Muito confundido com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a dislexia é uma doença genética relacionada a um problema de ordem neurobiológica, que afeta o lado esquerdo do cérebro, o qual é responsável pela leitura e pela escrita e onde funciona a memória de curto prazo.
“A partir dos 2 anos e meio, as crianças que vão manifestar dislexia têm atraso no desenvolvimento da linguagem. Então demoram mais para falar as primeiras palavras, têm dificuldades em reproduzir alguns sons da língua e em lidar com os sons do idioma”, explica.
Como a dislexia afeta a memória? Crianças disléxicas normalmente apresentam uma deficiência que envolve a sua memória operacional. Alguns pesquisadores, inclusive, atribuem a dificuldade de ler e escreve das crianças com dislexia a esse déficit de memória operacional.