Chamar a professora de "tia" pode criar uma confusão de papéis, pois a figura da tia é associada a um vínculo familiar, enquanto a figura do professor representa um papel educacional e de autoridade na sala de aula.
Freire (1997). A autora acredita que a denominação de tia foi atribuída pelas mães que trabalhavam fora de casa e não queriam deixar seus filhos à mercê de uma professora autoritária. Por sua vez, Freire afirmou que essa denominação teve caráter ideológico a fim de impedir que a professora lutasse por seus direitos.
O que significa a expressão professora sim, tia não?
Ensinar é profissão que envolve certa tarefa, certa militância, certa especificidade no seu cumprimento enquanto ser tia é viver uma relação de parentesco. Ser professora implica assumir uma profissão enquanto não se é tia por profissão.
Sinopse. Educadores são responsáveis pela transformação social. Em Professora, sim; tia, não, o maior educador brasileiro denuncia que a troca da palavra “professora” por “tia” para designar “pessoa que ensina” é uma armadilha ideológica.
O grau de doutor, propriamente dito, só é dado pelas universidades. Qualquer professor doutorado tem direito ao tratamento de doutor por extenso: prof(essor) doutor; se for apenas licenciado, deve usar-se prof(essor) dr.; só professor é todo aquele que ensina nos diferentes graus: primário, secundário, superior.
"Dr.", "Professor", "Sra.", ou "Sr.". A forma como se dirige ao seu professor dependerá em grande parte da sua relação com os alunos e da forma como o professor quer ser abordado. Alguns professores preferem uma base de nomes próprios, e não há problema em começar com o Caro João, por exemplo.
Como posso chamar carinhosamente minha professora?
👧🏽 “Profe!” 🧒🏻 “Sora!” 🙋♂️ “Psora!” A forma carinhosa de chamar um professor e outros sons típicos de uma sala aula nos levam a refletir sobre a magia dessa profissão.
Segundo alguns especialistas, algumas crianças promovem um tipo de extensão da figura materna naquela professora que muitas vezes ganha o informal título de “tia”.
Nessa perspectiva, a professora é considerada, portanto, como uma segunda mãe do estudante. No Brasil, é frequente o uso do termo “tia” na educação infantil para se referir à profissional da educação. Essa terminologia tira da professora sua identidade, tanto de sujeito como de profissional.
Antes de mais nada, é importante mencionar que, segundo referendado pela Lei nº 9.394/1996, o título de doutor é conferido aos profissionais que concluem um programa de doutorado, um nível acadêmico de pós-graduação stricto sensu que pode ser realizado após um bacharelado, especialização, MBA ou mestrado.
Não existe legislação que obrigue a utilização de pronome de tratamento, LOGO, não há ilícito civil ou infração penal em deixar de chamar alguém por pronome de tratamento ou título acadêmico. Simples assim. Sério. MAS POR QUE HÁ QUEM EXIJA SER CHAMADO POR PRONOMES OU SEUS TÍTULOS ACADÊMICOS!?
Nas palavras do educador Paulo Freire, não existe ensino sem aprendizagem. Para ele e vários educadores contemporâneos, educar alguém é um processo dialógico, um intercâmbio constante.
O que diz a carta de Paulo Freire aos professores?
O professor transmite seus conhecimentos e está sempre operante a se aperfeiçoar mais. Porque ser professor é si doar. Também é ouvinte, porque tudo nesse mundo é uma troca. Aconselhador, pois encara o problema do aluno como seu.