O Brasil é o segundo maior produtor de grafeno do mundo, ficando atrás da China. Mas o que é grafeno? É uma forma de carbono, mais leve que outros elementos, possui menor densidade, é elástico, ultra fino, conduz eletricidade e é o material mais resistente que existe.
Segundo ele, 1 kg de grafite, minério do qual se extrai o grafeno, custa 1 dólar. “Mas com 1 kg de grafite é possível produzir 150g de grafeno, sendo que 1g de grafeno vale 100 dólares. Ou seja, 1 kg de grafite rende 15 mil dólares”, disse.
De julho de 2021 a julho deste ano, o grafeno produzido pela UCSGraphene, da Universidade de Caxias do Sul (UCS) - primeira e maior planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina -, passou a ser usado em itens para as áreas da medicina, de construção civil, têxtil, veicular e outras, a partir da ...
No Brasil as principais reservas estão localizadas nos estados de Minas Gerais, Ceará e Bahia. Destacamos a entrada de Moçambique como produtor de grafita com 1,9% da produção mundial.
O Brasil é o segundo maior produtor de grafeno do mundo, ficando atrás da China. Mas o que é grafeno? É uma forma de carbono, mais leve que outros elementos, possui menor densidade, é elástico, ultra fino, conduz eletricidade e é o material mais resistente que existe.
O Brasil se destaca como o principal produtor e detentor das reservas de nióbio (Nb), contribuindo com aproximadamente 90% da produção global e detendo 95% das reservas conhecidas.
Uma das fábricas pioneiras do material no Brasil é da estatal Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), resultado do Projeto MGgrafeno, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN).
Material que não pode ser encontrado na natureza, o grafeno foi sintetizado pela primeira vez em 2004. Dois anos depois, pesquisadores da UFMG foram os primeiros a processar o grafeno por meio da esfoliação mecânica do grafite.
A diretora da Gerdau Graphene investiga nanomateriais de carbono, como o grafeno, desde 2004, quando ainda trabalhava como pesquisadora no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), em Belo Horizonte, com um grupo ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Devido às suas propriedades únicas, como alta condutividade elétrica, força mecânica e grande área superficial, o grafeno é explorado para desenvolver biossensores, sistemas de liberação de medicamentos, engenharia de tecidos e dispositivos de diagnóstico.
O grafeno parece ter vindo do planeta Krypton: é o material mais forte e um dos que melhor conduzem eletricidade. Poderá substituir o silício nos chips.
O grafeno é famoso e muitos ainda se referem a ele como o material mais forte do mundo. Mas ele possui um parente bem próximo, chamado nitreto de boro hexagonal, que, além de muito parecido com seu primo mais famoso, é capaz de suportar uma força 10 vezes maior do que o grafeno.
É o diamante. Ele ainda mantém o posto de material mais duro existente na natureza. O mineral suporta uma pressão de até 97 megapascals (cerca de 9 mil vezes a pressão atmosférica) antes de se romper e só é riscado por outro diamante.
O termo grafeno foi proposto como uma combinação de grafite e o sufixo -eno por Hanns-Peter Boehm. Foi ele quem descreveu as folhas de carbono em 1962. Quando de alta qualidade, costuma ser muito forte, leve, quase transparente, um excelente condutor de calor e eletricidade.
O Brasil tem uma das maiores reservas de grafita natural, material que contém grafeno. As reservas naturais de grafite brasileiras chegam a 45% do total mundial. Embora seja observada a ocorrência de grafita em todo o território brasileiro, as reservas exploradas encontram-se em Minas Gerais e Bahia.
O grafeno é obtido com a reordenação das moléculas do grafite para o formato hexagonal. Além da remoção do óxido, o processo atua na retirada de metais aderidos ao grafite. A produção da UCS, em pequena escala, destina-se à utilização do material para pesquisas.
A poluição por grafeno ainda ainda não foi estudada com precisão, mas há evidências de que algumas formas da substâncias possam ser tóxicas, especialmente em contato com o pulmão.
O Brasil é o terceiro maior fornecedor mundial do mineral grafita e possui a segunda maior reserva mundial desse material que é a principal matéria prima para o Grafeno.
O Brasil contém depósitos do tipo de grafita de classe mundial, sendo o terceiro maior produtor desse minério e detentor da quarta reserva global de grafita do tipo flake. Os principais depósitos são encontrados no Rio De Janeiro, em Minas Gerais e no Mato Grosso.
Em qual setor do mercado o grafeno pode ser utilizado?
“As grandes aplicações do grafeno no país ainda são em tintas, elastômeros [polímeros com propriedades elásticas], compósitos, embalagens e cimento. São usos ligados a materiais mais pesados, incluindo os da construção civil e os do setor automotivo”, afirma o físico Luiz Gustavo Cançado, da UFMG.
Mais de 40% do território da Amazônia estão na área do pré-cambriano, que apresentam grandes potencialidades para os depósitos minerais de ferro, manganês, cobre, alumínio, zinco, níquel, cromo, titânio, fosfato, ouro, prata, platina, paládio.
A oferta do produto está praticamente toda nas mãos de duas empresas privadas, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração - CBMM (que detém 80% da produção mundial) e a Mineração Catalão de Goiás.