Indicação clínica: O aparecimento de leucócitos (piócitos) nas fezes, indica um processo inflamatório da luz intestinal. Para se confirmar a presença do processo infeccioso, há necessidade da demonstração do agente infeccioso através do exame bacterioscópico ou técnicas de isolamento e cultura.
Os leucócitos encontram-se presentes nas fezes de pacientes com infecção e inflamação do intestino, e câncer. Esses elementos devem ser quantificados em raros, poucos, muitos ou numerosos. A disenteria bacilar, a amebíase intestinal e a colite ulcerativa determinam o aparecimento de grande quantidade de leucócitos.
Os leucócitos e piócitos são rapidamente destruídos no conteúdo intestinal e seu aparecimento, em estado mais ou menos íntegro, sugere aceleração do trânsito a partir de lesões do cólon.
A presença de leucócitos fecais pode identificar a presença de processo infeccioso (invasão tissular) ou inflamatório do trato intestinal, ser indicativos da presença de Entamoeba coli invasora, Salmonella, Shigella e Yersinia, assim como de amebíase, colite ulcerativa, colite associada a antibiótico, colite ...
Qual nível de leucócitos é preocupante? Não existe um valor que define um nível preocupante de leucócitos. Para se ter uma ideia, geralmente, o valor de referência do número de leucócitos pode estar entre 3.500 e 10.000/mm3. O que acontece, geralmente, são os valores estarem um pouco acima ou abaixo deste parâmetro.
Em um paciente com leucemia, os leucócitos não têm um amadurecimento normal. Essas células anormais são chamadas de leucêmicas e, ao contrário das células normais, são incapazes de combater as infecções.
As reações leucemóides com mais de 50.000/mm3, gera risco eminente de choque séptico. Em casos de artrite infecciosa e pneumonias por estafilococcus, a contagem de leucócitos pode ultrapassar 30.000/mm3 e atingir até 100.000/mm3 leucócitos.
Coprocultura. A coprocultura é um exame que busca isolar e identificar bactérias presentes nas fezes. É essencial para diagnosticar infecções bacterianas no trato gastrointestinal, contribuindo para a escolha do tratamento mais eficaz.
O que significa leucócitos altos no exame de urina?
A presença de leucócitos na urina costuma indicar que há alguma inflamação nas vias urinárias. Em geral, sugere infecção urinária, mas pode estar presente em várias outras situações, como traumas, uso de substâncias irritantes ou qualquer outra inflamação não causada por um agente infeccioso.
Resultado e interpretação: cor vermelho-tijolo do líquido e do sedimento indica presença de estercobilina ou estercobilinogênio; cor verde indica presença de bilirrubina; sem coloração: ausência de pigmentos biliares. Correlação clínica: a ausência de estercobilina pode ser indicativo de obstrução biliar.
Há casos em que é possível observar sangramento vermelho vivo direto no vaso sanitário, misturado às fezes ou no papel higiênico. Mas também há casos em que o sangue pode causar escurecimento das fezes somente, deixando-as pretas.
Como saber se estou com infecção intestinal pelo hemograma?
Em casos de doenças gastrointestinais, o hemograma pode apresentar alterações específicas, como aumento dos leucócitos em casos de infecção, diminuição da hemoglobina em casos de sangramento gastrointestinal e aumento das plaquetas em casos de inflamação crônica.
Fezes tipo 6 e 7 são consideradas diarreia, sinais de trânsito intestinal acelerado, prejudicando a absorção de água e nutrientes. Pessoas que apresentam fezes desses tipos devem procurar um médico.
A presença de leucócitos altos ou baixos no sangue podem indicar que a pessoa tem uma infecção, estresse ou anemia, por exemplo. Por isso, é importante que sejam feitos hemogramas regularmente e o resultado seja interpretado pelo médico.
Doenças como covid-19, dengue, conjuntivite, pneumonia, influenza (gripe), são alguns exemplos de viroses que provocam aumento dos leucócitos. Outros fatores, além das infecções, também podem provocar alteração neste número. O uso de determinados medicamentos, como corticoides, é um deles.
Em adultos, a contagem normal de leucócitos varia entre 5.000 e 10.000/mm³. Um nível de leucócitos abaixo de 4.500/mm³ é conhecido como leucopenia. Quando ocorre leucopenia, o primeiro passo mais importante é determinar qual tipo de célula está diminuído – os neutrófilos (neutropenia) ou os linfócitos (linfopenia).
E os sintomas dos leucócitos altos? Os principais sinais de alerta são febre, fadiga, dores, dificuldade de respirar, suor noturno, perda de peso e irritações na pele. A aparição recorrente de hematomas também exige atenção, pois pode apontar uma leucemia aguda grave.
As causas comuns de leucocitose incluem infecção, mas também pode ocorrer se uma pessoa tiver tumores ósseos ou leucemia. Outros estresses no corpo causados por exercícios extenuantes, convulsões, estresse emocional e gravidez / parto também são conhecidos por serem as causas dessa condição.
A detecção dessas quantidades muito pequenas de sangue pode fornecer indícios precoces da presença de úlceras, câncer ou outras alterações. Exames de fezes para detectar material genético oriundo de células cancerosas pode também ser utilizado para detectar câncer.
A colonoscopia é um tipo de exame de imagem seguro e eficaz utilizado para identificar doenças no intestino e no reto. O número de pacientes atendidos era esperado pelos organizadores por se tratar de pacientes com diagnóstico sugestivo de doença de Crohn ou retocolite ulcerativa.
Um resultado positivo indica que há sangue nas fezes, ainda que não seja possível identificá-lo a olho nu. Isso costuma estar associado a doenças orificiais, como fissuras, fístulas e hemorroidas – mas também pode ter relação com lesões dentro do cólon, embora com menos frequência.
A presença de leucócitos altos na urina normalmente é indicativo de infecção urinária ou genital, mas também pode ser um sinal de lúpus, problemas renais ou tumores, por exemplo.
As alergias, como asma, sinusite, rinite ou alergia alimentar, são algumas causas comuns dos leucócitos altos, principalmente dos eosinófilos e basófilos. As alergias podem causar sintomas como secreção nasal, espirros, tosse seca, dificuldade de respirar, dor de cabeça, coceira na pele e dor abdominal.