Os cristais saem do lugar por diversas razões. A VPPB pode ocorrer seguida de uma infecção da orelha interna ou febre. Uma concussão, movimento de “chicote” da cabeça ou uma pancada da cabeça, podem fazer com que os cristais saiam e fiquem circulando livremente dentro dos canais semicirculares.
Quando os cristais estão soltos, a informação enviada ao cérebro é prejudicada e surge a famosa vertigem rotatória, a sensação de sentir seu corpo ou o ambiente ao redor girar. O sintoma é desencadeado quando o paciente realiza um determinado movimento com a cabeça,e tende a melhorar em alguns segundos.
A VPPB pode ser assustadora e desconfortável, mas é geralmente inócua e desaparece espontaneamente ou com exercícios simples. A vertigem é desencadeada quando a cabeça da pessoa se move, como quando a pessoa rola na cama ou se curva para pegar algo. Cada episódio de vertigem dura apenas poucos segundos ou minutos.
Como fazer para os cristais do labirinto voltar para o lugar?
Manobra de Epley
A manobra de Epley é um dos exercícios mais eficazes para colocar os cristais do ouvido no lugar. Este exercício deve ser feito sob a orientação de um otorrinolaringologista, mas também pode ser realizado em casa, com cuidado, após orientação do médico.
Quais são os sintomas do deslocamento de cristais no ouvido?
Os mais comuns são períodos de vertigem ou sensação de rotação. Você pode sentir náusea (às vezes, vômito) e/ou uma forte sensação de desorientação no espaço, como se estivesse perdendo o equilíbrio. Esses sintomas são intensos e duram de segundos a minutos.
A VPPB também pode apresentar melhora espontânea após algumas semanas do quadro, ou seja, o cristal pode voltar para o seu local sozinho, mesmo sem a manobra. Entretanto, não é recomendado esperar por essa recuperação espontânea, e sim procurar um médico otorrino para obter uma melhora efetiva o quanto antes.
Quando os cristais se deslocam para fora de sua área correta, em direção aos canais circulares, por pancadas ou por uma degeneração natural do labirinto, temos o diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), que desencadeia curtos períodos de tontura”, explica o Dr.
O teste de Dix-Hallpike é o padrão-ouro para diagnosticar VPPB (vídeo abaixo), desencadeando nistagmo rotatório característico ao mover o paciente rapidamente de uma posição sentada para uma posição deitada com a cabeça a 45 graus.
O que é VPPB, a vertigem posicional paroxística benigna ou vestibulopatia postural paroxística benigna, que causa tontura e enjoo: fisioterapeuta explica que não é preciso interromper ou abandonar atividades físicas.
A tontura ao deitar é um sintoma que pode ser causado por situações como labirintite, vertigem posicional paroxística benigna, enxaqueca ou síndrome de Ménière.
A terapia de reabilitação vestibular é um conjunto de exercícios e técnicas para melhorar o equilíbrio e a coordenação, especialmente em disfunções e doenças que causam tontura. O tratamento pode ser realizado por otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas especializados.
O tratamento para a disfunção vestibular pode incluir medicamentos para controlar os sintomas, como anti-histamínicos e benzodiazepínicos, e terapia de reabilitação vestibular.
O tratamento de neurite vestibular tem como objetivo aliviar os sintomas provocados pela doença. Para aliviar a vertigem, podem ser usados medicamentos com meclizina ou lorazepam. Para o vômito, podem ser adotados fármacos antieméticos. Em alguns casos, também são utilizados corticosteroides, como prednisona.
Quais são os sintomas do deslocamento dos cristais do ouvido?
O deslocamento desses cristais causa uma doença chamada VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna), que comumente se manifesta por episódios curtos e recorrentes de vertigem, desencadeados por movimentos.
A manobra de Epley é uma técnica utilizada para reposicionar os cristais de carbonato de cálcio dentro do ouvido interno, indicada para o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna, que é causada pelo deslocamento desses cristais dentro dos canais semicirculares.
Em cerca de 70% dos casos, a VPPB é uma doença idiopática, ou seja, a principal causa é indeterminada. No entanto, a explicação mais aceita é que movimentos específicos da cabeça fazem com que haja o deslocamento de fragmentos das otocônias que estão presentes no utrículo para os canais semicirculares.
A “Labirintite” não causa AVC, não importa se falamos da Labirintite propriamente dita ou da tontura, que é frequentemente referida, pelos pacientes, dessa forma.
A manobra de Epley é a manobra mais indicada para tratar a VPPB de canal semicircular posterior. É um procedimento relativamente simples, porém só deve ser realizada por profissional especializado (médico otorrinolaringologista, otoneurologista, fonoaudiólogo e/ou fisioterapeuta).
Assim como em qualquer quadro viral, é recomendado repouso, hidratação e bons hábitos alimentares, além de medicamentos para diminuir o processo inflamatório, como corticoides orais. Para todos os casos, porém, o acompanhamento médico é fundamental.