A nicotina também ativa áreas do cérebro que são encarre- gadas da produção de sensações de prazer e recompensa. Recentemente, os cientistas descobriram que a nicotina faz elevar os níveis de um neurotransmissor chamado dopamina, nas partes do cérebro que produzem sensações de prazer e recompensa.
O fumo crônico compromete a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro de se adaptar e formar novas conexões. Isso pode prejudicar a memória, a aprendizagem e outras funções cognitivas. Em casos extremos, pode acelerar o declínio cognitivo, aumentando o risco de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.
Os fumantes tendem a ser mais extrovertidos, tensos, impulsivos, depressivos, ansiosos e com mais traços de neuroticismo, psicoticismo, busca de sensações estimulantes/excitantes (busca de sensação), e tendências a comportamentos anti-sociais/não convencionais, em relação aos ex-fumantes e não-fumantes.
Segundo estudos, o contato precoce com a nicotina pode modificar as estruturas cerebrais e deixar os adultos mais propensos a desenvolver ansiedade, transtornos de pânico, depressão e, ainda, pensamentos suicidas.
Nesse exato momento, são liberados os neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer. Por ser uma substância psicoativa, a nicotina produz alterações no Sistema Nervoso Central que modificam o estado emocional e comportamental do fumante. É exatamente por isso que ela é a responsável pela dependência química.
Doenças cardiovasculares tais como: a hipertensão, o infarto, a angina, e o derrame. Câncer de pulmão, de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga. Doenças respiratórias obstrutivas como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas mata mais rápido do que o fumo. É o que sugerem investigadores da University Medicine Greifswald, na Alemanha. O estudo revela ainda que o álcool é especialmente perigoso para as mulheres e que os alcoólicos morrem cerca de 20 anos mais cedo, em média, do que a população geral.
Estudos revelam que os fumantes tendem a ser mais extrovertidos, ansiosos, tensos, impulsivos e com mais traços de neuroticismo e psicoticismo, em comparação a ex-fumantes e não fumantes. A literatura revela, ainda, forte associação entre tabagismo e transtornos mentais, como esquizofrenia e depressão, entre outros.
Estudos indicam que o tabagismo diminui a expectativa de vida dos homens em aproximadamente 12 anos e das mulheres em 11 anos. Não existe nenhuma outra atitude que traga tanto impacto positivo para a nossa saúde quanto a de não fumar ou, para aqueles que fumam, parar de fumar", avalia o dr.
Pesquisas confirmaram a experiência de minha paciente com os efeitos psiquiátricos positivos da nicotina: foi comprovado que ela melhora a cognição, memória, atenção e humor, além de reduzir a ansiedade.
Freud dizia que o cigarro é apenas o substituto da masturbação. Numa civilização repressora dos instintos sexuais, que prefere investir sua energia libidinal mais no trabalho que no prazer, o stress gerado pela ausência de uma satisfação plena criaria uma tensão que deveria ser sublimada de alguma forma.
O que acontece se um fumante parar de fumar do nada?
Entre 2 a 12 semanas, a circulação melhora e a função pulmonar aumenta. Entre 1-9 meses, a tosse e a falta de ar diminuem. Dentro de 5 a 15 anos, o risco de AVC é reduzido ao de um não fumante. Em 10 anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão é cerca de metade da de um fumante.
Os múltiplos efeitos positivos reforçadores da nicotina como melhoria do estado de humor, diminuição da ansiedade; aumento de concentração, pensamento e aprendizagem (Lopes & cols., 2002) têm a capacidade de auxiliar, pelo menos momentaneamente, as pessoas com transtornos mentais.
“A crença de que o fumo alivia o estresse é generalizada, mas é errada. O inverso é verdadeiro: o fumo provavelmente provoca ansiedade e fumantes merecem saber disso e entender como sua própria experiência pode ser enganosa”, disseram os cientistas.
Parar de fumar de uma vez pode ser perigoso devido à dependência química causada pelo tabaco. Quando se interrompe o consumo abruptamente, o corpo pode sofrer com a falta da substância, levando a sintomas de abstinência como irritabilidade, ansiedade e insônia.
É possível sentir vontade de fumar sem nunca ter fumado?
4 - "A vontade de fumar não vai embora nunca": a fissura em si dura de 2 a 5 minutos, no máximo. Respire fundo. É possível sentir o desejo intenso de fumar, mesmo após muitos anos de abstinência. No entanto, quanto mais o tempo passa, mais a frequência e a intensidade da vontade diminuem.
A maioria dos fumantes acendem o primeiro cigarro por curiosidade e de forma recreativa. O cigarro está muito associado aos lugares e situações que as pessoas buscam para se divertir. Nesse aspecto, a influência dos amigos, ídolos e pessoas próximas exercem um grande poder.
A nicotina também ativa áreas do cérebro que são encarre- gadas da produção de sensações de prazer e recompensa. Recentemente, os cientistas descobriram que a nicotina faz elevar os níveis de um neurotransmissor chamado dopamina, nas partes do cérebro que produzem sensações de prazer e recompensa.
Outro problema muito preocupante é que a nicotina pode causar alterações nas estruturas cerebrais. Com isso, ela favorece a ansiedade patológica, a depressão e os transtornos do pânico. Tudo isso porque, o ato de fumar acontece na intenção de lidar com as situações desconfortáveis.
O método Mentalidade de Não Fumante (MNF) é um programa online para a cessação do tabagismo, especialmente desenvolvido para as pessoas que querem de fato parar de fumar. Uma metodologia inovadora, que mostra a maneira correta para largar o tabagismo de forma definitiva.
O cigarro mata muito mais gente do que a bebida – segundo a Organização Mundial de Saúde, três milhões de mortes ao ano são provocadas pelo tabaco e 750 000 pelo álcool.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o cigarro não é um “calmante” eficaz para a ansiedade. Na verdade, ele pode agravar os sintomas e contribuir para a dependência química.