O Belo, segundo o idealismo transcendental, não pode ser uma propriedade objectiva das coisas (o belo ontológico), mas nasce da relação entre o objecto e o sujeito, não estando também o sublime nas coisas, mas no homem.
Para Kant, a vivência estética é propriamente a vivência de um indivíduo, é uma vivência radicalmente subjectiva. E isto quer dizer que nela não se tem em vista nada que contribua para o conhecimento do objecto enquanto tal.
“O sublime distingue-se do belo pelo fato de provocar perturbações filosóficas ligadas a uma mistura de dor e prazer” (JIMENEZ, 1999, p. 136). O julgamento estético belo exprime um acordo das faculdades enquanto qualidade subjetiva, sub- traindo desse juízo qualquer adesão ao objeto.
Em contraponto, Kant (1995) revela as questões de beleza e estética como conceitos simbólicos e sua relação com caráter e essência pessoal. O que é belo é bom, e o que é feio, ruim.
Kant distingue essencialmente o belo do sublime. O primeiro consiste na harmoniosa coerência do entendimento e da imaginação, enquanto que o sublime consiste na sua desproporção. A vista do belo desperta em nós uma alegria pura, muito embora o sublime tenha algo de melancólico e pungente.
O filósofo empirista David Hume considerou a beleza relativa e dependente do gosto de cada um, sendo apenas subjetiva e fundada nas condições particulares dos sujeitos, sugerindo que acerca do belo não se deve discutir.
Para Kant, existe um dever universal baseado em leis morais e esse dever está submetido ao estrito cumprimento das leis morais em qualquer situação racional. O ser humano ou qualquer outro ser racional deve cumprir aquilo que é estabelecido pela lei moral.
A Estética kantiana é pensada não mais como uma dimensão objetiva do mundo e sim como uma dimensão mental, subjetiva. Isto quer dizer que a reflexão sobre a estética está voltada para as condições de receptibilidade a prazer do sujeito, também chamada de estado mental ou de conhecimento em geral.
Segundo Hegel, “o belo é a Idéia enquanto unidade imediata do conceito e de sua realidade”5 e, portanto, é verdadeiro. Tal afirmação só fará sentido se tivermos em mente de modo claro o significado de cada termo ali em jogo.
O belo refere-se à apreensão da forma do objeto, enquanto o sublime pode ser encontrado no disforme. Esta apreensão da forma diz respeito à atribuição do princípio que confere à natureza um fim (conformidade a fins), que, por sua vez, constitui o prazer.
Kant distingue entre o prazer no agradável, relacionado à animalidade, e o prazer moral, resultante de ações guiadas pela razão; além, ainda, do prazer estético. O prazer moral é visto como uma forma elevada de satisfação, em comparação com os demais modos de prazer.
Podemos entender que para Aristóteles o belo não é ligado a conceitos de real. O artista teria a liberdade para criar realidades e dar sentido para um mundo que não tem sentido. A obra de arte teria também um papel histórico e didático na evolução humana.
Para Locke, a beleza é subjetiva. O que isso quer dizer? Quer dizer que a beleza não é medida no objeto em si, mas no sujeito que contempla o objeto. Para ele, a beleza não é uma qualidade (uma característica) do objeto, mas um sentimento na mente do sujeito que contempla aquele objeto.
O essencial de um ato estético é a criação de uma imagem interior, isto é, uma visão, um sonho do mundo exterior, não só daquilo que é mais belo, mas também daquilo que é mais imponente e doloroso na vida. Frederico Nietzsche chama faculdade apolínea a possibilidade de criar imagens da vida real.
Para Platão (340 a.C.) o belo é o ideal da perfeição só podendo ser contemplado em sua essência por meio de um processo de evolução filosófica e cognitiva do indivíduo por meio da razão, que lhe proporcionaria conhecer a verdade harmônica do cosmo.
Só é possível, segundo Kant, denominar arte a produção realizada de forma livre e racional. Mesmo que se realizem “obras” na natureza, como o exemplo das abelhas que constroem suas colmeias, como se parecessem obra de arte, tais seres, contudo, não o fazem de maneira racional e livre (KANT, 1995).
No campo da filosofia política Kant apresenta a ideia de Paz Perpétua, como sendo o resultado da história e garantida através da cooperação internacional. Kant defende a existência de Estados organizados pela lei e com a existência de governos republicanos.
A prática moral é expressa por meio do imperativo categórico: “age só, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.” Desse imperativo, decorrem três máximas morais, que podem ser resumidas em “Vontade, liberdade e autonomia e dever”.
Grécia Antiga A primeira tentativa de padronização da beleza humana de que se tem registro parte da Grécia Antiga (tanto que a palavra estética tem origem grega e significa "compreensão pelos sentidos"). O modelo de beleza ideal deveria combinar harmonia e equilíbrio, valorizando as medidas proporcionais.
O belo, que apreendemos no âmbito sens í- vel, trata-se de uma simples representação da beleza divina. Segundo Platão, a imagem da bel e- za desperta no homem o amor, e este é o que lhe permite apreender, ou pelo menos se aproximar da beleza divina, posto que o amor é o que leva a alma a refletir sobre as coisas belas.
A beleza é subjetiva por não ter critérios objetivos de aceitação comum ao longo da história. A beleza muda um pouco com o contexto histórico, cultural e social que você observa. Mas existem qualidades que coletivamente concordamos como belas. Ainda mais devido a consumirmos praticamente a mesma mídia no mundo todo.