Assim, podemos dizer que, para Kant, a autonomia é a vontade própria. É governar-se por si mesmo. É a escolha racional e emocional. É a escolha que não leva em conta as conseqüências externas e imediatas dos atos e nem as regras, por pura prudência, inclinação, interesse ou conformidade.
Segundo Immanuel Kant, a autonomia é o fundamento de toda a moralidade das ações humanas. A autonomia consiste na apresentação da razão para si mesma de uma lei moral que é válida para a vontade de todos os seres racionais.
Heteronomia (do grego heteros, "diversos" + nomos, "regras") é um conceito criado por Kant para denominar a sujeição do individuo à vontade de terceiros ou de uma coletividade. Se opõe assim ao conceito de autonomia onde o ente possui arbítrio e pode expressar sua vontade livremente.
Como Kant relaciona a autonomia da vontade com a moralidade?
Kant define a moralidade como “a relação das ações com a autonomia da vontade, isto é, com a legislação universal possível através das máximas” do sujeito agente (GMS, AA, 04: 439). Nesse sentido, é permitida a ação que estiver de acordo com a autonomia da vontade e proibida a que estiver em desacordo com a mesma.
Assim, podemos dizer que, para Kant, a autonomia é a vontade própria. É governar-se por si mesmo. É a escolha racional e emocional. É a escolha que não leva em conta as conseqüências externas e imediatas dos atos e nem as regras, por pura prudência, inclinação, interesse ou conformidade.
No dicionário, autonomia é descrita como a capacidade de governar a si próprio. Dessa forma, pode ser usada tanto para pessoas quanto para países. Na história, esse conceito aparece pela primeira vez na Grécia Antiga, para indicar cidades que não eram submissas à dominação de outras mais poderosas.
No campo da filosofia política Kant apresenta a ideia de Paz Perpétua, como sendo o resultado da história e garantida através da cooperação internacional. Kant defende a existência de Estados organizados pela lei e com a existência de governos republicanos.
A autonomia refere-se à capacidade que a pessoa possui para decidir sobre aquilo que ela julga ser o melhor para si. A autonomia também não deve ser entendida como direito absoluto: seus limites são dados pelo respeito à dignidade e à liberdade dos outros e da coletividade.
Com efeito, segundo o próprio filósofo, “a vontade é uma espécie de causalidade dos seres vivos, enquanto racionais, e liberdade seria a propriedade desta causalidade, pela qual ela pode ser eficiente, independentemente de causas estranhas que a determinem” (KANT, 1974, p. 243).
O princípio da autonomia requer que os indivíduos capacitados de deliberarem sobre suas escolhas pessoais, devam ser tratados com respeito pela sua capacidade de decisão. As pessoas têm o direito de decidir sobre as questões relacionadas ao seu corpo e à sua vida.
Para Kant, existe um dever universal baseado em leis morais e esse dever está submetido ao estrito cumprimento das leis morais em qualquer situação racional. O ser humano ou qualquer outro ser racional deve cumprir aquilo que é estabelecido pela lei moral.
Já a moral autônoma caracteriza-se pela colaboração igualitária, onde o respeito mútuo é fator preponderante e onde brotam sentimentos do bem e de responsabilidades. Portanto, as regras são decorrentes de um trabalho cooperativo e dialógico.
Etimologicamente autonomia significa lei própria (do grego a m p o = próprio; h o m i a = lei). Segundo o Dicionário Aurélio, autonomia significa: (a) faculdade de se governar por si mesmo; (b) direito ou faculdade de se reger por leis próprias e (c) liberdade ou independência moral ou intelectual.
1 Capacidade de autogovernar-se, de dirigir-se por suas próprias leis ou vontade própria; soberania. 2 Faculdade própria de algumas instituições quanto à decisão sobre organização e normas de comportamento, sem se dobrar ou ser influenciadas por imposições externas.
Kant, com sua revolução na forma de conhecer, divide o mundo em fenômeno e númeno, estabelecendo que o conhecimento esteja limitado dentro do mundo sensível, ou seja, só se podem conhecer os fenômenos, aquilo que está dentro do espaço e do tempo, categorias estas que possibilitam toda e qualquer experiência.
A prática moral é expressa por meio do imperativo categórico: “age só, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.” Desse imperativo, decorrem três máximas morais, que podem ser resumidas em “Vontade, liberdade e autonomia e dever”.
A autonomia é uma dessas importantes habilidades socioemocionais, pois compreende o potencial dos alunos para entenderem e exporem suas opiniões sobre assuntos, obras literárias e situações do dia a dia, sua capacidade de expressarem seus desejos e sentimentos, além de adquirirem confiança sobre suas próprias decisões.
O conceito de autonomia na filosofia moral e na bioética reconhece a capacidade humana de autodeterminação e propõe o respeito a tal condição. Para se exercer a autonomia é necessário contar com capacidade psicológica em três elementos básicos: possibilidade de ação, independência, e racionalidade.
A expressão autonomia, que se encontra em dicionários da língua portuguesa a par- tir de 1836, resulta, em termos etimológicos, da conjunção de duas palavras gregas, au- tós e nomói.