Seguindo a lógica hobbesiana, Foucault concebia a ideia de violência exercida pelas corporações sobre os trabalhadores; da violência dos homens sobre as mulheres no patriarcado; e da violência dos brancos sobre os negros através do racismo estrutural.
Quais são as principais ideias de Michel Foucault?
Ideias principais
Sua ideia é questionar as verdades que se dizem universais e mostrar como todo pensamento está submetido ao seu tempo e espaço. Foucault trabalha para mostrar como a universalidade do homem é falsa, e criada através de mecanismos de poder que se afirmam cotidianamente em nossos corpos.
A aposta de Foucault é na desestabilização contínua das relações de poder. Por isso, ele aponta para os limites das análises ligadas ao marxismo tradicional, principalmente no que diz respeito às concepções de ideologia, dialética e ciência.
A teoria do poder do saber de Foucault é compatível com seu desenvolvimento acadêmico. O micropoder do sujeito é a relação de Poder/Saber. A relação simbiótica de poder forma o sistema de verdade na sociedade moderna, e as estratégias de solução são a luta parcial e a estética da sobrevivência.
O interesse de Foucault é o poder onde ele se manifesta, ou seja, é o micropoder que se exerce (não que se detém) e que se distribui capilarmente. Importa realçar a positividade do poder, entendida como propriedade de produzir alguma coisa.
Foucault acreditava que os acontecimentos deveriam ser considerados em seu tempo, história e espaço. De acordo com Veiga-Neto (2003:43), sua obra pode ser dividida em três fases cronometodológicas: arqueológica, genealógica e ética.
Foucault rompe com as concepções clássicas deste termo e define o poder como uma rede de relações onde todos os indivíduos estão envolvidos, como geradores ou receptores, dando vida e movimento a essas relações. Para ele, o poder não pode ser localizado e observado numa instituição determinada ou no Estado.
Para o marxismo, a subordinação do homem pelo homem tem uma origem e história, remonta-se à divisão da sociedade em classes. Para Foucault, a opressão só tem história, mas é eterna, imanente ao próprio homem. Não há dúvida de que, para Foucault, as relações de opressão são imanentes ao ser humano.
A crítica será, em relação ao governo, uma atitude, uma estudada desenvoltura, uma forma cultural geral, atitude moral e política e também uma vontade decisória de não ser governado de tal ou qual maneira, por tais ou quais mecanismos. Foucault encerra as aulas de Segurança, território, população em abril de 1978.
Durante toda a sua vida, Foucault operou com um conceito de razão múltipla. A racionalidade é um campo complexo de linhas de pensamento irredutíveis. De nada servem as estruturações da Razão instituída enquanto tal, outras formas de racionalidade se criam sem cessar.
Para Foucault, a prisão não corrige nem reabilita, mas gera e mantém um ciclo de criminalidade e marginalização. Um ponto central da análise de Foucault é a noção de que a prisão faz parte de um sistema mais amplo de controle social, que ele chama de “dispositivo carcerário”.
Seguindo a lógica hobbesiana, Foucault concebia a ideia de violência exercida pelas corporações sobre os trabalhadores; da violência dos homens sobre as mulheres no patriarcado; e da violência dos brancos sobre os negros através do racismo estrutural.
Em seu livro “Vigiar e Punir”, Foucault caracteriza o panoptismo como um poder na forma de vigilância individual e contínua, com intuito de controle, castigo e recompensa, e também como forma de correção.
Foucault não é heideggeriano, marxista ou psicanalista. Também não é um utopista, niilista, revolucionário, nem conservador. Isso faz, para muitos de esquerda, ele ser considerado de direita, e, por muitos de direita, ele ser considerado de esquerda.
Uma das principais características do pensamento político de Michel Foucault consiste numa recusa em operar com o conceito de ideologia, bem como no contexto de um conjunto de problemáticas, de formas de pensamento e de expressões que são frequentemente associadas a uma crítica da ideologia.
Em seu esforço por desvendar os mecanismos da dominação, Foucault elaborou uma teoria a respeita da forma de exercício do poder que ele considerava dominante em nossa sociedade capitalista: o biopoder ou biopolítica.
O filósofo francês Michel Foucault acredita que as relações de poder, advindas das instituições, escolas, prisões, quartéis, são marcados pela disciplina. Segundo o filósofo, a disciplina traz consigo um certo caráter punitivo, desta forma, as relações de poder se tornam mais evidentes.
a pensar e agir conforme as regras de seu funcionamento (DURKHEIM, 1999). Foucault (1972), por seu turno, postula reflexões sobre a formação da verdade e do poder entrelaçados ao funcionamento social que, segundo ele, não pode dissociar-se da ação tanto individual como coletiva.
A filosofia de Foucault pode ser caracterizada por três fases: arqueológica, genealógica e ética. A fase arqueológica do saber inaugura sua ruptura com a tradição filosófica, uma tradição de dualidade entre linguagem e discurso. O saber representado pelas ciências do homem, e o poder pelas relações históricas.
Foucault define o poder enquanto ação: uma ação sobre outra ação possível (Foucault, 1982: 243). Ou seja, o poder não é substância ou faculdade, mas sim, a própria execução: o poder não se tem, se exerce. Ele se estabelece numa relação entre indivíduos: uma ação em relação à outra ação.
Esta tese confronta leituras como a de Axel Honneth que, ao considerar Foucault um "teórico do poder", atribui-lhe uma concepção de racionalidade como processo de extensão da dominação individual e coletiva que culminaria por inviabilizar qualquer possibilidade crítica ou de emancipação dos sujeitos.
Inspiradas na noção de “discurso” de Michel Foucault - uma “fala que forma aquilo sobre o que fala” -, as autoras advogam que as emoções só poderiam ser estudadas como discursos em contexto, havendo discursos emotivos e discursos sobre as emoções.
Inicialmente será feita uma analise apresentando as principais características relacionadas à corrente filosófica denominada de Pós-estruturalismo, onde o trabalho de Foucault comumente é classificado.