Organização dos corpos de lanceiros negros Os dois corpos de lanceiros eram constituídos, basicamente, de negros livres ou de libertos pela República Rio-Grandense, enquadrados por valorosos oficiais brancos. Possuíam 8 companhias a 51 homens cada, totalizando 426 lanceiros .
Os Lanceiros Negros foram organizados como tropa regular a partir da batalha de Pelotas, em abril de 1836, quando os farrapos fizeram centenas de prisioneiros, entre eles muitos negros, que constituíam a maioria da população do município. Eram os escravos que tocavam as charqueadas.
Por que os escravizados lutaram em geral nos Corpos de lanceiros do exército Farroupilha?
Os escravizados lutaram nos Corpos de Lanceiros principalmente por promessas de liberdade. Os líderes farroupilhas ofereciam alforria aos escravizados que se juntassem à luta, o que era um incentivo poderoso para aqueles que buscavam a liberdade.
A documentação histórica, como a Carta de Porongos, indica que a traição aos Lanceiros Negros foi um acordo prévio entre líderes farroupilhas e o Império. Essa decisão, motivada por interesses políticos e militares, condenou à morte esses combatentes que haviam confiado na promessa de liberdade.
Lanceiros Negros era o grupo de negros que participaram da Guerra Civil Farroupilha com a condição de lutarem como soldados. Seu vestuário era constituído por sandálias de couro, colete, chiripá de pano e braçadeira vermelha, simbolizando a república.
Túmulo de David Canabarro - a polêmica traição dos lanceiros negros
Qual o nome do líder dos Lanceiros Negros?
E quem o conduz, fremente de emoção e entusiasmo, ufano da glória de ser o primeiro a carregar a bandeira gaúcha, é o major de lanceiros Joaquim Teixeira Nunes. Dentro de pouco tempo seria ele o comandante dos lanceiros negros.
Terminou assim a Guerra dos Farrapos, que apesar da vitória militar do Império do Brasil contra a República Rio-Grandense, significou a consolidação do Rio Grande como força política dentro do país.
Foi preciso passar muitos anos para vir à tona este episódio e para isto contamos com a coragem e ousadia de alguns historiadores, para que pudéssemos conhecer a traição do general David Canabarro (um dos líderes farrapos) e do comandante Duque de Caxias, que vitimou entre 700 a 800 negros farroupilhas.
Os Lanceiros Negros desempenharam papel crucial na Revolução Farroupilha, guerra do Rio Grande do Sul contra o Império. Com a sanção, terão seu legado inscrito no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.
20 de setembro – Dia do e da Gaúcha, Revolução Farroupilha e a história dos Lanceiros Negros. Também conhecida como Revolução Farroupilha, a revolta foi travada durante dez anos (1835-1845), tornando-se a guerra civil mais longa da história do país.
O movimento envolveu cerca de 600 homens. Tratava-se, em sua imensa maioria, de negros muçulmanos, em especial da etnia nagô, de língua iorubá. Vem daí o nome que a rebelião recebeu: Revolta dos Malês. A expressão "malê" provém de "imalê", que no idioma iorubá significa muçulmano.
As forças se encontraram em sangrento combate. Silva Tavares fugiu e seus homens foram derrotados. Os farrapos ficaram quase intactos, enquanto do outro lado havia 180 mortos, 63 feridos e 100 prisioneiros. Donos do campo, os farroupilhas comemoraram vibrantemente a vitória.
Lanceiro é a designação dos soldados de cavalaria armados de lança introduzidos nos exércitos europeus a partir do início do século XIX. A sua introdução teve a ver com o sucesso que as tropas polacas deste tipo, chamadas Ulanos, tiveram ao serviço do Grande Armée (exército napoleónico).
Consideradas hoje patrimônio histórico dos gaúchos, Piratini, Caçapava e Alegrete, entre 11 de setembro de 1936 e 1º de março de 1845, sediaram a capital da República Rio-Grandense. As três cidades guardam momentos importantes da Revolução Farroupilha, celebrada em 20 de Setembro em todo o Estado.
Grupo de guerreiros excepcionais, os Lanceiros Negros lutaram em busca da liberdade na Revolução Farroupilha, revolta gaúcha contra o Império do Brasil, mas foram traídos e mortos no “Massacre dos Porongos”, em 1844.
Os Lanceiros Negros, homens negros escravizados que lutaram ao lado das tropas gaúchas durante a Revolução Farroupilha e acabaram traídos no Massacre de Porongos, foram incluídos nesta segunda-feira (8) no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
“A Revolução Farroupilha é um exemplo de coragem e de heroísmo do povo rio-grandense, na defesa dos valores da democracia, da independência e da liberdade”, afirmou. Maia também disse que a revolta, que durou 10 anos, foi a mais longa e acirrada que ocorreu durante o período regencial.
Lindolfo Collor (1890-1942) é uma das personalidades mais importantes do Rio Grande do Sul no séc. XX. Jornalista, orador brilhante, político, Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, a ele se devem leis trabalhistas que vigem até hoje. Como historiador, sua obra mais importante é Garibaldi e a Guerra dos Farrapos.
O termo farroupilha já era aceito em 1831 como designação dos liberais exaltados que, nessa época, publicavam dois jornais no Rio de Janeiro: a Jurubeba dos Farroupilhas e a Matraca dos Farroupilhas. No cenário político deste período no Brasil haviam 3 grupos: Os caramurus, que rem os conservadores monarquistas.
A Batalha do Ponche Verde ocorreu em 26 de maio de 1843 quando os generais Bento Gonçalves, Davi Canabarro e Neto, aproveitando a superioridade em cavalaria, atacaram as forças imperiais comandadas por Bento Manuel Ribeiro. O resultado foi indefinido, tendo ambos os lados proclamado vitória.
A República Rio-Grandense foi dissolvida em 1 de março de 1845, pelo Tratado de Poncho Verde, que manteve em vigor algumas leis derivadas da constituição rio-grandense.