A Virtù trata-se da capacidade do príncipe em controlar as ocasiões e acontecimento do seu governo, das questões do principado. O governante com grande Virtù constrói uma estratégia eficaz de governo capaz de sobrestar as dificuldades impostas pela imprevisibilidade da história.
Virtù é um conceito teorizado por Nicolau Maquiavel, centrado no espírito marcial e na habilidade de uma população ou líder, mas também englobando uma coleção mais ampla de traços necessários para a manutenção do estado e "a realização de grandes feitos".
Neste aspecto, fortuna seria a mudança dos tempos, os eventos aleatórios que acontecem sobre o destino de um homem ou de um estado que podem mudar os seus rumos. Enquanto que virtù seria a capacidade racional do homem de, sentindo a mudança dos tempos, agir sobre essa alteração para evitar de ficar sujeito a ela.
A) Segundo a teoria filosófica de Nicolau Maquiavel, em sua obra “O príncipe” o con- ceito de “virtú”corresponde a conjuntura histórica, a qual o governante deve saber se adaptar, utilizando-se da coragem, força, astúcia, sabedoria, ousadia, enfim, de todos os artifícios para saber aproveitar a fortuna, ou seja, a ...
A virtù é a virtude, mas não se trata da virtude moral relacionada com os valores cristãos da bondade, do altruísmo, da benevolência pois, segundo Maquiavel, o Príncipe deve levar em consideração a natureza corrupta dos seres humanos, ou seja, que os homens são volúveis, ambiciosos ou que estão constantemente em busca ...
Que diferença podemos encontrar na virtù do cidadão e na virtù necessária ao príncipe segundo Maquiavel?
Enquanto a virtú dizia respeito às habilidades ou virtudes necessárias ao governante, a fortuna tratava-se da sorte, do acaso, da condição dada pelas circunstâncias da vida. Para Maquiavel “...quando um príncipe deixa tudo por conta da sorte, ele se arruína logo que ela muda.
Maquiavel defende a ideia de que um estado forte depende de um governante eficaz, e para que ele seja bom, ele deve ter boas habilidades políticas. Para ele, são características relevantes de um bom príncipe, ser bondoso, caridoso, religioso e ter moral.
Em que sentido de virtude para Maquiavel não se confunde?
Virtú não se confunde com virtude no sentido cristão, mas da capacidade política do governante de agir no momento adequado, enquanto a fortuna é uma força do imponderável, traduzida por muitos como acaso ou sorte e raramente são coincidentes nos governantes.
A teoria criada por Maquiavel – ao mesmo tempo ética, histórica, política – situa-se no pórtico da modernidade ao propor uma moral desvinculada de princípios religiosos e ao refletir sobre o Estado como uma entidade necessariamente dotada de autonomia.
A intenção da obra é ensinar aos príncipes como chegar ao poder e não perdê-lo, não perder seus territórios. Maquiavel enfatizou a necessidade de se ter boas armas e boas leis, além de comandar e defender os principados mais fracos que estiverem em torno do território principal.
Numa palavra, ser virtuoso significa agir e viver bem, segundo a racionalidade (ZINGANO, 2008). seu querer para o objeto que prefere (o que é em suma, a vontade). extremo, pois não há nada que supere a excelência do meio-termo enquanto perfeição da ação.
138). Para Maquiavel, [...], o conceito de virtù serve dessa forma para indicar a qualidade indispensável que capacita um príncipe a vencer as pedras e setas da enfurecida Fortuna, e a aspirar assim à obtenção da honra, glória, e fama (SKINNER, 1996, p. 142).
A Virtu, na filosofia política de Maquiavel, é uma figura utilizada para representar a liberdade, o livre-arbítrio do governante em relação à imprevisibilidade e incerteza do futuro. Ele a contrapõe à Fortuna. Representa uma deusa grega, capaz de escolher entre aqueles dotados de Virtu, quem vai conquistá-la.
A famosa frase de Maquiavel “É melhor ser temido do que amado, se não se pode ser ambos” (O Príncipe) representa uma das mais importantes ideias da filosofia política renascentista, e que ainda hoje causa debates.
As principais idéias de Maquiavel: -A suprema obrigação do governante é manter o poder e a segurança do país que governa, ainda que para isso ele tenha que derramar sangue. (Os fins justificam os meios). -A conduta do príncipe ( governante) deve ser de acordo com a situação.
Maquiavel seria cristão – sobre isso não se põe dúvida – não por convicção espiritual, mas acima de tudo por ser esta a religião do seu tempo e de sua gente. Participava da mesma como membro de uma comunidade muito mais do que como crente convicto.
Mas não é porque não se encaixa na moral cristã que se pode dizer que Maquiavel era ateu ou não religioso. Inúmeras são as citações em seus textos de invocação feitas a Deus, ou interjeições e vocativos demonstrando sinal de respeito, e uma maneira de tratamento apropriado à época.
O termo “maquiavélico” sempre esteve associado à astúcia, falsidade e má-fé. Foi empregado, por exemplo, para caracterizar governos despóticos e políticos corruptos. Os dicionários apontam esse termo como “astuto”, “ardiloso”. De fato, o nome de Maquiavel foi considerado uma ameaça às bases morais da vida política.
Maquiavel define o homem como um ser. munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros. possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política. guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.
Um virtuoso (do latim tardio virtuosus, derivado de virtus, "virtude") é um indivíduo que possui uma habilidade fora do comum ao utilizar um instrumento musical, e consegue combiná-la com habilidades na técnica e na teoria musical. Os virtuosos são frequentemente compositores também.
Ele defende a ideia de que o fim justifica os meios, ou seja, os governantes devem usar qualquer meio necessário para alcançar seus objetivos políticos e manter seu poder, mesmo que isso envolva ações imorais ou antiéticas. Maquiavel também enfatiza a importância da astúcia, da manipulação e do realismo na política.
As virtudes são pessoais e individuais, também de acordo com Nietzsche: "'sua virtude é a saúde de sua alma'. Pois não existe uma saúde em si" (FW/GC 120). Nietzsche sublinha o caráter pessoal de suas "verdades acerca da 'mulher em si'", ao supor "que desde já se saiba que são apenas verdades minhas." (JGB/BM 231).