Foucault vê o Panóptico como uma “diabólica peça de maquinaria”, um microcosmo idealizado da sociedade do séc. XIX. Onde a disciplina se torna institucionalizada nas prisões, nas escolas, nos hospitais e nos asilos. Esta age mediante a interiorização de uma sujeição que era implantada nas mentes através da vigilância.
O panóptico nasce como uma arquitetura de maximização da eficiência do poder, na medida em que rege a economia de energia, de recursos humanos, além de aumentar as possibilidades acúmulo de saber sobre os indivíduos vigiados.
O conceito de "panóptico" foi originalmente desenvolvido por Jeremy Bentham no século XVIII para descrever uma forma de prisão em que um único vigia poderia controlar um grande número de prisioneiros sem que estes soubessem se estavam ou não sendo observados.
O Panoptismo começou no Séc. XVIII (GONÇALVES, 2008) quando o filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham, trouxe uma inovação para o sistema prisional. Tratava-se de um modelo de prisão circular, no qual o observador poderia ver todas as celas de um mesmo lugar, uma torre central.
Com avanço tecnológico, o efeito panóptico se projeta nos ambientes de trabalho, onde cada vez é mais comum o monitoramento de cada atitude, cada gesto, movimento dos empregados, podendo o empregador monitorar e fazer uso de seu poder diretivo de forma cada vez mais intensa.
Pan-óptico é um termo utilizado para designar uma penitenciária ideal, concebida pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham em 1785, que permite a um único vigilante observar todos os prisioneiros, sem que estes possam saber se estão ou não sendo observados.
O que seria o panóptico de Bentham e qual a crítica de Michel Foucault a esse conceito?
Foucault analisa a construção do panóptico benthaminiano explicando que o detento é um objeto de informação à medida que é visto, mas nunca sujeito de uma ação comunicativa. Surge assim um dos efeitos do panóptico, que é introjetar a sensação de vigilância.
O panoptismo é um dos traços característicos da atual sociedade capitalista, através da qual os indivíduos são vigiados, punidos, recompensados e normatizados.
Um de seus conceitos mais notórios chama-se biopoder. Em resumo, biopoder refere-se a uma técnica de poder que busca criar um estado de vida em determinada população para produzir corpos economicamente ativos e politicamente dóceis.
Em Vigiar e Punir, Michel Foucault mostra por que a Justiça deixou de aplicar torturas mortais e passou a buscar a "correção" dos criminosos. Embora esteja longe de ser um romance, o livro Vigiar e Punir começa com uma narrativa eletrizante, capaz de revirar os estômagos mais sensíveis.
"Foi neste momento que Samuel Bentham, um inventor e engenheiro de gênio, inventou o panopticon para ser construído sob o princípio de inspeção geral, com o sentido de facilitar a supervisão do amplo número de trabalhadores" (Pease-Watkin, 2003, p.
O panóptico é, portanto, a estrutura que resguarda um modelo de monitoramento e controle, passível de aplicação a diversas instituições disciplinares ou de vigilância. Ao modelo de monitoramento, designamos como panoptismo.
Como Foucault relaciona poder e conhecimento em sua teoria?
Foucault introduziu a análise do poder na análise do discurso e descobriu que o discurso está sempre associado ao poder: o conhecimento ou a verdade são criados pelo poder, assim como as pessoas também são criadas pelo poder.
O modelo panóptico (pan = todos ; óptico = visão) foi criado pelo famoso criminólogo Jeremy Bentham, e seu objetivo principal era a vigilância constante das prisões, consistia em uma prisão onde havia um grande observatório central que de lá poderia se ver todas as celas que eram dispostas de modo circular, nunca fora ...
A disciplina se vale da vigilância como um de seus mecanismos mais eficazes. Foucault mostra que efeitos de poder, tais como o autocontrole dos gestos e atitudes, são produzidos não somente pela violência e pela força, mas sobremaneira pela sensação de estar sendo vigiado.
As câmeras, assim como o panoptismo, representam um sistema de vigilância que influencia o comportamento das pessoas. No entanto, a tecnologia das câmeras e sua aplicação na sociedade contemporânea apresentam características únicas que as diferenciam do modelo panóptico original de Foucault.
No aspecto prático, políticas de saúde pública, como campanhas de vacinação, contra câncer, o controle de epidemias, a escolha de quais doenças investir recursos, a relação com a longevidade e o controle de natalidade, são modos de exercer biopoder.
Os micropoderes geram uma experiência social de docialização dos corpos humanos, formando e estabelecendo uma sociedade disciplinar e de controle. Nos dias atuais podemos fazer uma analogia com as câmeras, filmadoras e redes sociais que aumentam a sensação de controle e vigilância.
A banalidade do mal, nesse sentido, é o estado de normose social em que não se questiona as ações coletivas e não se busca compreender a extensão dos atos individuais.
Foucault vê o Panóptico como uma “diabólica peça de maquinaria”, um microcosmo idealizado da sociedade do séc. XIX. Onde a disciplina se torna institucionalizada nas prisões, nas escolas, nos hospitais e nos asilos. Esta age mediante a interiorização de uma sujeição que era implantada nas mentes através da vigilância.
- Como o próprio nome diz, panóptico nos remete à ideia de visão total, sendo que “pan” significa tudo e “óptico” visão. Um dos grandes estudiosos do panóptico foi o filósofo francês Michel Foucault, com obras importantes nessa área, incluindo o livro “Vigiar e punir: o nascimento da prisão”, de 1976.
O Panóptico faz a inversão definitiva entre reprimir e produzir. A disciplina possível através da vigilância panóptica permite que os indivíduos sejam treinados, coordenados, habilitados. Se tornam, portanto, mais obedientes e menos perigosos para a sociedade.
"É o governo ideal de uma sociedade Quem está no comando, sabe da vida de todos e os controla, mas sem o uso da força ou da violência", reflete. Esse modelo político de gerenciamento da vida do homem, ideal do liberalismo do século XVIII, de alguma forma, segundo ele, se implantou.
Como o panóptico de Bentham se relaciona com o conceito de sociedade disciplinar de Foucault?
Após Bentham, o célebre e notório filósofo Michel Foucault, ao trabalhar com as técnicas de controle na sociedade, ressaltava: “Para ser eficiente, o panóptico deve ser 'visível' e 'inverificável'; o indivíduo não precisa saber que está sendo observado, mas precisa ter certeza que poderá sê-lo a qualquer momento”11.