O exame de Calprotectina Fecal é uma ferramenta diagnóstica essencial na avaliação de inflamações intestinais, oferecendo informações valiosos para médicos e pacientes. Este exame não invasivo desempenha um papel crucial no diagnóstico e monitoramento de doenças inflamatórias intestinais (DII).
Elevações significativas da calprotectina fecal, frequentemente acima de 50-100 µg/g de fezes, estão correlacionadas com a presença de inflamação intestinal, tornando-se um marcador sensível e específico para auxiliar a identificação de pacientes com DII, mesmo em estágios iniciais da doença.
O exame de calprotectina fecal é utilizado para avaliar a presença de inflamação no intestino. Ele pode ser solicitado para analisar pacientes que apresentem, por exemplo, dor abdominal e diarreia com sangue.
Os sintomas incluem diarreia sanguinolenta, cólicas abdominais e urgência fecal. O diagnóstico da retocolite ulcerativa envolve colonoscopia com biópsia e outros exames de imagem. A calprotectina fecal é um marcador útil para avaliar a atividade da doença e a resposta ao tratamento.
Como colher as fezes para o exame de calprotectina?
- Colher preferencialmente a primeira evacuação do dia. - Para criança que use fralda ou que apresente quadro diarreico, as fezes precisam ser colhidas em saquinho coletor de urina, para evitar a absorção do material pela fralda, podendo ser mantidas e entregues nesse invólucro.
PREPARO: - Após colonoscopia, aguardar pelo menos 72 horas para coletar as fezes. - Colher preferencialmente a primeira evacuação do dia. - A amostra não pode estar contaminada com urina.
Posso guardar as fezes para o exame de fezes durante 24 horas?
No exame de fezes Coprocultura, as fezes devem ser colocadas em um recipiente adequado e enviadas ao laboratório até 24 horas após a coleta. O ideal é conservá-las na geladeira durante esse período. Também não é aconselhável o uso de laxantes.
A calprotectina fecal pode ser um indicador de câncer?
Níveis baixos de calprotectina sugerem SII, enquanto níveis elevados podem indicar DII ou outras causas de inflamação intestinal. Câncer colorretal: A calprotectina fecal pode ser um marcador útil para o câncer colorretal, especialmente em combinação com outros testes como o de sangue oculto nas fezes.
Níveis elevados de calprotectina nas fezes indicam a presença de inflamação, o que pode ajudar a diferenciar as DII, como doença de Crohn e colite ulcerativa, de distúrbios não inflamatórios, como a síndrome do intestino irritável (SII).
O que significa um resultado positivo de calprotectina?
Valores de calprotectina acima de 160 µg/g: indicam a presença de infiltrados de neutrófilos no trato gastrointestinal e um quadro de inflamação ativa. Recomenda-se realizar exames adicionais para um diagnóstico clínico adequado.
Valores de calprotectina, segundo Bressler et al., entre 50 a 100 µg/g representam uma doença quiescente, quanto que níveis acima de 250 µg/g sugere inflamação, enquanto que níveis entre 100 a 250 µg/g são indeterminados.
Os sintomas típicos das DIIs incluem dores no abdome, cólicas intestinais (que variam de intensidade de acordo com o quadro do paciente), sangramento retal e cansaço. Entre 25% e 40% dos casos também apresentam dores nas articulações, inflamação nos olhos, problemas renais, pancreáticos,hepáticos, e fraqueza.
Pacientes com calprotectina fecal elevada devem ser encaminhados para avaliação de um especialista. Este exame também pode ser usada para o manejo de pacientes com doença inflamatória intestinal. O nível dela reflete a atividade da DII com boa sensibilidade e especificidade.
Isso acontece porque na presença de inflamações no intestino, os neutrófilos, que são células do sangue responsáveis pela defesa do organismo, se deslocam até o trato gastrointestinal e promovem a liberação de calprotectina, o que resulta em altas concentrações dessa proteína nas fezes.
A Calprotectina pode ser afetada em pacientes que utilizam medicamentos antiinflamatórios não esteróides (AINEs), perda de sangue superior a 100 ml e por tumores malignos.
Um valor normal de calprotectina fecal, geralmente até 200-250µg/g, indica que não há inflamação ativa no trato gastrointestinal, mas isso não garante a exclusão completa das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).
A colonoscopia é um tipo de exame de imagem seguro e eficaz utilizado para identificar doenças no intestino e no reto. O número de pacientes atendidos era esperado pelos organizadores por se tratar de pacientes com diagnóstico sugestivo de doença de Crohn ou retocolite ulcerativa.
Qual o significado da calprotectina fecal no diagnóstico e monitoramento da SII?
A quantificação dos níveis de calprotectina nas fezes é um exame útil para diferenciar pacientes com DII de pacientes com SII. Pacientes com DII apresentam concentração significativamente elevada de calprotectina nas fezes, enquanto pacientes com SII apresentam concentrações normais.
Outros sintomas precoces da doença de Crohn são lesões da região anal, incluindo hemorróidas, fissuras, fístulas e abscessos. Diagnóstico: o diagnóstico da Doença de Crohn é feito, basicamente, por meio de exames de imagem (raio X, endoscopias) e exames de sangue. Tratamento: o tratamento deve ser feito em etapas.
A inflamação no intestino pode durar cerca de cinco dias, e os sintomas podem permanecer por até 15 dias. Na maior parte dos casos, o quadro melhora sozinho, principalmente se for causado por vírus ou bactéria. No entanto, é indicada a avaliação médica para diagnóstico e análise da gravidade da inflamação.
Bactérias: são a principal causa das intoxicações mais graves, que provocam uma inflamação no intestino. As mais conhecidas são do E. Coli, Salmonella, Shigella, Vibrio cholerae (causadora da cólera) e Yersinia. Parasitas: Entamoeba histolytica (causadora da disenteria amebiana) e Giardia lamblia (giardíase).
Coletar em recipiente limpo e seco e transferir com a pazinha uma pequena porção das fezes para frasco específico; É de fundamental importância que se evite a contaminação com urina, água ou outro elemento; Se houver muco, pus ou sangue, colher esta porção; Não usar laxantes para forçar a coleta; e.
Infecções bacterianas: causadas por bactérias, como Salmonella, Shigella, Campylobacter e Escherichia coli (E. coli). Infecções virais: causadas por vírus como rotavírus, norovírus e adenovírus. Doenças inflamatórias intestinais: como Doença de Crohn, retocolite ulcerativa e colite microscópica.