Portanto, liberdade, em Nietzsche, não significa escolher, mas seguir o próprio ser (natureza). Noutras palavras, o desenrolar do movimento (humano e telúrico) já está em curso, do mesmo modo que uma cachoeira escorre suas águas e que um vulcão entra em erupção. É um processo irrefreável. Natureza é necessidade.
Nietzsche foi um grande entusiasta da liberdade. Para ele ser livre é ser autêntico sem influências de nenhuma ordem. O homem livre para ele é aquele que tem condições de estabelecer seus próprios valores.
No início de Sobre a liberdade da vontade, Schopenhauer sustenta que o conceito de liberdade, em seu sentido físico, implica o reconhecimento de que homens e animais são considerados livres quando nada obstaculiza suas ações, isto é, quando eles podem agir sem que laços, prisões ou paralisias os detenham.
Para Kierkegaard, a liberdade corresponde sempre a um escolha, pois liberdade é escolher. Neste sentido, é algo que nos atrai, mas ao mesmo tempo nos dá medo, por não sabermos muito bem o que escolher. Trata-se de um desejo e ao mesmo tempo um drama.
Deus permanece morto! E nós o matamos.” Essa famosa declaração de Nietzsche é ávida para discussões acerca do niilismo, a morte da autoridade moral tradicional e o surgimento de um novo paradigma ético e existencial. “Não há fatos eternos, assim como não há verdades absolutas.
Nietzsche defendia a inexistência em vários sentidos: de Deus, da alma e do sentido da vida. Para ele, o ser humano deveria abandonar as muletas metafísicas, a chamada morte dos ídolos. O filósofo se opunha aos dogmas da sociedade, principalmente ao defender que a verdade era uma ilusão.
Sendo assim, de acordo com Sartre, a liberdade é a condição existencial do ser humano. A liberdade para o filósofo, está no âmago do Ser, através do para-si, o homem pode realizar a si mesmo visando um futuro. É a partir de suas escolhas e ações que afirmará a si mesmo existencialmente.
ARISTÓTELES, citado por RABUSKE (1999, p. 89), analisa que: “A liberdade é a capacidade de decidir-se a si mesmo para um determinado agir ou sua omissão”. Logo, liberdade é o princípio para escolher entre alternativas possíveis, realizando-se como decisão e ato voluntário.
Segundo Kant, a liberdade é a condição da lei moral e na sociedade o direito é tão ético quanto a moral, já que a moral garante a autonomia da razão. É a liberdade que ao realizar-se na moralidade e na legalidade é o alicerce do conceito de direito kantiano.
Qual filósofo é conhecido por destacar a liberdade do indivíduo na escolha?
Segundo Aristóteles, a ação moral do homem está ligada intrinsecamente com a liberdade da vontade, ou seja, uma ação voluntária, esta sim, implica em uma liberdade de escolha – livre arbítrio.
Schopenhauer conclui que o corpo humano é o único objeto que o homem conhece verdadeiramente. Como somos o próprio corpo, o reconhecemos de dentro, estamos inseridos nele, portanto nossa visão sobre nosso próprio corpo é interna. Assim, o eu, o indivíduo interior caracteriza a vontade de viver, mesmo sabendo da morte.
O livre-arbítrio é criticado por Nietzsche como uma forma de tornar os homens culpados diante da humanidade. Nisso está contida também uma crítica à Igreja enquanto instituição, tal como afirma a alternativa [A].
Nos tempos do Iluminismo, o filósofo François-Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, cunhou a frase que sintetiza o direito à liberdade de expressão: “não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”.
Para Nietzsche não se trata de amar o sofrimento, mas a vida, que não existe sem o sofrimento. Amar e afirmar a vida não é lamentar-se, mas compreender que é uma força em meio a tantas outras, ativas e reativas. Viver cada instante, com toda a intensidade é a vontade de potência no seu mais alto grau.
Considerado o pai da filosofia existencialista, o dinamarquês Soren Kierkegaard além de apresentar as primeiras ideias sobre o existencialismo fez parte também da ala cristã que defendia, acima de tudo, o livre arbítrio.
Kierkegaard afirma que Deus não é um dado histórico, que pode ser objetivado pelo pensamento intelectual. Deus é uma verdade dada na contradição do ato de existir, onde cada sujeito precisa,escavando sua interioridade, relacionar-se com esse que é o Absolutamente-Diferente.
Marx identifica a liberdade como um atributo constitutivo do ser social e, como tal, inerente ao gênero humano e não aos indivíduos sociais atomizados em esferas que o limitam ao horizonte da propriedade privada que inverte o sentido do que constitui a sociabilidade humana: o trabalho.
Para Hegel, a liberdade está na política, no Estado, sociedade política consubstanciada como a síntese da dialética, visto que o Estado se configura como a melhor manifestação do Espírito absoluto, entidade essencialmente ontológica.
Sartre conceitua a liberdade como uma condição intransponível do homem, da qual, ele não pode, definitivamente, esquivar-se, isto é, o ser- humano está condenado a ser livre e é a partir desta condenação à liberdade que o homem se forma. Não existe nada que obrigue o ser humano agir desse ou daquele modo.
Nosso “filósofo da vontade” foi fundamental para o desenvolvimento das reflexões sobre a psicologia. Schopenhauer defendeu a ideia de que o homem não é um ser unificado e racional, que age conforme os interesses, mas um ser fragmentado e passional, que age influenciado por forças que fogem de seu controle.
Para Nietzsche, Jesus pregara uma religião do amor, um budismo dos inocentes de Deus, para quem a bem-aventurança consistiria na vivência atemporal da realidade interior, na fuga de qualquer rigidez moralista.
Em 1889, com quarenta e quatro anos de idade, sofreu um colapso mental. O incidente foi posteriormente atribuído à paresia geral atípica devido à sífilis terciária, mas esse diagnóstico tem sido enfrentado pelos leitores e estudiosos da obra de Nietzsche.