É uma infecção causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) que atinge as células de defesa do organismo, os linfócitos T. Sendo classificado em dois grupos: HTLV-I e HTLV-II. Sua transmissão pode ocorrer da mãe infectada para o recém-nascido (Transmissão Vertical) ou pelo aleitamento materno.
Além disso, anormalidades sensitivas e da marcha, disfunção vesical isolada, disfunção erétil e síndrome sicca foram relatadas em indivíduos infectados por HTLV- 1.
Atualmente, não há cura para a infecção pelo vírus HTLV. No entanto, existem tratamentos disponíveis para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas infectadas.
As rotas de transmissão do HTLV-1 e HTLV-2 são: transmissão vertical (de mãe infectada para o filho) durante a amamentação e raramente durante a gestação; relação sexual desprotegida (sem uso de camisinha) com parceiro infectado, compartilhamento de seringas e agulhas (figura 1).
O vírus linfotrópico de células T humano do tipo 1, mais conhecido como HTLV, é um retrovírus da mesma família do HIV e pode causar doenças graves, como câncer e desordens neurológicas. Atualmente, estima-se que há no país entre 800 mil e 2,5 milhões de pessoas portadoras do vírus.
Pessoas com doenças que afetam diretamente o sistema imunológico, por exemplo, o HIV e o HTLV, têm maior risco de desenvolverem leucemias. Também há maior risco não só para o HIV, mas também para outras infecções virais como o HBV / HCV e alguns vírus da família da herpes.
Recomenda-se o uso de preservativo masculino ou feminino (disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde) em todas as relações sexuais, não compartilhar seringas, agulhas ou outros objetos perfuro cortantes.
Cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HTLV desenvolvem problemas de saúde relacionados com o vírus. Nesses casos, a infecção pode evoluir para quadros neurológicos degenerativos graves e outras manifestações até mesmo fatais como leucemias e linfomas, geralmente 40 a 60 anos pós-infecção 1.
Apesar de não interferir no curso da gravidez, HTLV1 está associado a elevadas taxas de transmissão vertical pela amamentação, via transplacentária, ou durante a passagem do feto pelo canal do parto, sendo até 5% intraútero e até 30% pela amamentação.
Histórico de transfusão de sangue: aguarde um ano após o procedimento. HIV/AIDS: impede a doação de sangue em definitivo. HPV: aguarde um ano após o tratamento. Infecção por HTLV: impede a doação de sangue em definitivo.
A aposentadoria por invalidez, muitas vezes precoce, mostra que o HTLV impacta diretamente o trabalhador, na medida que o limita e o incapacita, retira esse indivíduo do mercado de trabalho ainda em idade produtiva e causa repercussões nas condições materiais de vida e na sua subjetividade.
Até o momento, não há disponível uma vacina ou tratamento para a infecção causada pelo HTLV-1/2. Portanto, a ênfase recai na prevenção e controle, visando evitar suas diversas formas de transmissão.
Dos infectados pelo HTLV, 10% apresentarão algumas doenças associadas a esse vírus, entre as quais podem-se citar: doenças neurológicas, oftalmológicas, dermatológicas, urológicas e hematológicas (ex.: leucemia/linfoma associada ao HTLV).
Os testes incorporados ELISA, que servem para triagem, assim como o PCR e Western Blot (WB), para confirmação e definição do tipo do vírus, já estavam disponíveis no Sistema Único de Saúde, porém para outras indicações.
Da mesma forma que o HIV, o HTLV é transmitido por via sexual (relações sexuais desprotegidas), nas transfusões de sangue, pelo uso compartilhado de seringas e agulhas e da mãe para o filho durante a gestação ou parto — risco mais baixo — ou por aleitamento — alto risco.
Um vírus que pode causar leucemia e neurodegeneração está em estudo por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Sintomas que demoram a se manifestar. O tempo médio estimado entre a infecção por HTLV-1 e o desenvolvimento de doença é longo e geralmente ocorre por volta da quarta década de vida, podendo o indivíduo infectado permanecer apenas como portador assintomático.
Entre elas, destacam-se as complicações neurológicas, dermatológicas, reumatológicas, pulmonares, oculares, intestinais, hematológicas e osteomusculares. Como vimos na Aula 1, o HTLV-1 infecta principalmente os linfócitos T CD4+ integrando seu material genético ao DNA da célula hospedeira.
Descoberto em 1980, antes da emergência do HIV/Aids, o HTLV é conhecido como “primo” do HIV e pode ser transmitido da mãe para o filho, principalmente através do aleitamento, pela relação sexual desprotegida (sem uso de camisinha), ou por meio do compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas.
Os benefícios do aleitamento materno são extensos e bem conhecidos. Contudo, em algumas situações médicas ele é contraindicado, como na infecção pelo vírus linfotrópico de células T hu- mano do tipo 1 (HTLV-1).
O HTLV é chamado também de vírus linfotrópico da célula humana. Ele é um vírus da mesma família do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e age de forma similar, infectando células T do corpo humano.
Ao discutir como é a sensação de dor nos ossos na leucemia, tendemos a lembrar os pacientes de que a dor nos ossos é mais comum em áreas onde há uma grande quantidade de medula óssea. Com leucemia, os pacientes com câncer costumam sentir dores nos quadris, nas pernas e no esterno.
Câncer é um termo que abrange mais de 100 diferentes tipos de doenças malignas que têm em comum o crescimento desordenado de células, que podem invadir tecidos adjacentes ou órgãos a distância.
A leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL) é tipo agressivo de doença linfoproliferativa causada pelo vírus linfotrópico para células T humanas (HTLV-I), geralmente fatal e que não responde a quimioterapia. Classifica-se em formas aguda, crônica, linfomatosa e indolente (smoldering).