A Estética, que também pode ser chamada de “Filosofia da Arte”, é a investigação sobre as coisas que nos afetam a partir da sensibilidade, de nossas paixões e de tudo que é artístico.
Para ele, a Beleza existe em si mesma, no mundo das ideias, separada do mundo sensível (que é o mundo concreto, no qual vivemos). Assim, as coisas seriam mais ou menos belas a partir de sua participação nessa ideia suprema de Beleza, independentemente da interferência ou do julgamento humano.
Qual a diferença entre a estética em Platão e Aristóteles?
Na visão platônica, a arte imita a cópia, o que Platão chama de simulacro. A partir da sua crítica sobre a filosofia, Platão rejeita a arte e afirma que a melhor substituição para a poesia é dada pela filosofia. Aristóteles, por sua vez, entende o modelo platônico como sendo insustentável e, de certa maneira, inútil.
O belo, que apreendemos no âmbito sens í- vel, trata-se de uma simples representação da beleza divina. Segundo Platão, a imagem da bel e- za desperta no homem o amor, e este é o que lhe permite apreender, ou pelo menos se aproximar da beleza divina, posto que o amor é o que leva a alma a refletir sobre as coisas belas.
Para Platão (340 a.C.) o belo é o ideal da perfeição só podendo ser contemplado em sua essência por meio de um processo de evolução filosófica e cognitiva do indivíduo por meio da razão, que lhe proporcionaria conhecer a verdade harmônica do cosmo.
Platão defendia o Inatismo, nascemos como principios racionais e idèias inatas. A origem das idéias segundo Platão é dado por dois mundos que são o mundo inteligivel, que é o mundo que nós, antes de nascer, passamos para ter as idéias assimiladas em nossas mentes.
As aparências deixam apenas ver uma espécie de superfície pouco de acordo com aquilo que as coisas ou os seres no fundo são "na realidade". Segundo Platão, o mundo sensível, no qual vivemos, é povoado de cópias infiéis da verdadeira realidade, as ideias do mundo inteligível, na sua alegoria da caverna.
Qual o nome do primeiro filósofo a usar a palavra estética?
O termo “estética” só passou a ser usado para designar uma disciplina filosófica no século XVIII com o filósofo iluminista alemão Alexander Gottlieb Baumgarten(1714-1762),em sua obra 'Estética.
Alexander Baumgarten pode ser considerado o fundador da Estética. Seu livro que traz esse título foi publicado em 1750 e dedica-se a desenvolver uma filosofia da faculdade de sentir, investigando como a sensibilidade pode levar à produção de conhecimento.
O idealismo platônico é o que há de mais marcante em sua obra. Com base na noção de que o conhecimento das Ideias ou Formas puras, imutáveis e perfeitas é o único conhecimento verdadeiro (obtido pelo intelecto), o filósofo afirmou que o nosso conhecimento sobre a matéria (obtido pelos sentidos) é enganoso.
A Estética, que também pode ser chamada de “Filosofia da Arte”, é a investigação sobre as coisas que nos afetam a partir da sensibilidade, de nossas paixões e de tudo que é artístico.
Para Kant, a vivência estética é propriamente a vivência de um indivíduo, é uma vivência radicalmente subjectiva. E isto quer dizer que nela não se tem em vista nada que contribua para o conhecimento do objecto enquanto tal.
Segundo a Nova Acrópole, a ideia de Sócrates e, em sucessão, de Platão é a de que o amor é o caminho, o nexo de união com isso que a humanidade chama “perfeito e divino”. “Ele serve como conexão e comunicação que enchem o vazio que existe entre o visível e o invisível”, explica o site da instituição sobre o conceito.
Para Platão, a beleza está associada à harmonia, que é essencialmente um ritmo, do qual provém as proporções. Esse conceito, que vê o homem como um microcosmo, como uma imagem do macrocosmo, perdurará até o Renascimento.
Apesar de apresentar noções e princípios desde tais períodos, a estética foi cunhada enquanto disciplina somente por volta do século XVIII. Em seu livro denominado “Aesthetica” de 1750, o filósofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten (1714 – 1762) é considerado o criador da estética científica.
Entretanto, Platão julga a arte como imitação, capaz de enganar, uma vez que a realidade sensível já é uma imitação do inteligível. A arte afasta ainda mais do real, pois imita a cópia. A imitação da cópia é o que Platão chama de Simulacro, que introduz uma desmedida maior do que a própria existência do mundo natural.
Na filosofia grega até Platão, a essência - eidos - tem a conotação peculiar daquilo que, numa coisa, é permanente e central, em oposição ao transitório e acidental. Para Platão, a verdadeira realidade está na essência, na forma pura da coisa, subtraída à tela aparente da existência.
Segundo Platão, todas as coisas possuíam uma forma pura, livre de aparências. Estas ideias das coisas, seriam universais, puras e perfeitas, representando a essência. Trata-se de um conhecimento inteligível, alcançado somente com a razão e não com os sentidos, fonte de obtenção do conhecimento sensível.
Platão concebe Deus como "artífice do mundo", porém com um poder limitado pelo modelo que ele imita: o mundo das ideias ou das realidades eternas. Já Aristóteles considera que Deus é o "primeiro motor" ao qual necessariamente se filiava a cadeia de todos os movimentos, pois tudo o que se move é movido por outra coisa.