O braille é um sistema de escrita e leitura tátil para as pessoas cegas inventado pelo francês Louis Braille, ele mesmo cego aos três anos de idade devido a um acidente que causou a infecção dos dois olhos.
Louis Braille ficou cego aos 3 anos de idade e aos 20 anos conseguiu formar um sistema com diferentes combinações de 1 a 6 pontos em relevo, que se alastrou pelo mundo e hoje é usado como forma oficial de escrita e de leitura das pessoas cegas. O Braille é composto por 63 sinais, gravados em relevo.
O sistema Braille, em seu código original, era formado por seis pontos colocados em duas fileiras paralelas, em que cada linha representava uma letra diferente do alfabeto. Essa colocação permitia até 64 variações diferentes, incluindo os sinais de pontuação.
Para escrever, prende-se o papel na reglete e escreve-se (pressiona) com punção da direita para esquerda. Desta forma, formam os pontos em relevo do lado avesso da folha, com isso, a leitura sucede-se da esquerda para direita. Logo, as letras da leitura são escritas com pontos inversos, como a imagem no espelho.
Veja como escreve em braille sistema de escrita para deficientes visuais
O que é linguagem braile?
O braille é um sistema de escrita e leitura tátil para as pessoas cegas inventado pelo francês Louis Braille, ele mesmo cego aos três anos de idade devido a um acidente que causou a infecção dos dois olhos.
A leitura do Braille é tátil, feita da esquerda para a direita e passando letra por letra. Os leitores podem optar tanto por utilizar uma mão ou as duas mãos, de acordo com a forma que se adaptar melhor. No caso da leitura com as duas mãos, bimanual, cada uma é utilizada para ler a metade de um parágrafo.
A escrita Braile para cegos é um sistema de símbolos no qual cada caractere é um conjunto de 6 pontos dispostos em forma retangular, dos quais pelo menos um se destaca em relação aos demais.
A simbologia braile utilizada e sua aplicação devem considerar as especificidades do idioma de um país e acompanhar a evolução linguística e cultural das sociedades. Por meio de um acordo de cooperação, em 2001, Brasil e Portugal elaboraram a 1ª versão da Grafia Braille para a Língua Portuguesa.
A Máquina de Escrever em Braille nacional é constituída de 9 teclas, sendo uma tecla de espaço, uma tecla de retrocesso, uma tecla de avanço de linha e 6 teclas correspondentes aos pontos.
Não é difícil, basta decorar os pontos que formam cada letra e sinais, mas como tudo, a falta de prática pode levar a pessoa a esquecer. Se você quiser tentar aprender através de cursos, pode também, existem muitos cursos de Braille nos institutos e na internet esperando por você.
Quais materiais são utilizados na escrita Braille?
Instrumentos utilizados para escrita em Braille: prancheta, reglete e punções. Historicamente, a escola caracterizou-se por ser excludente, privilegiando determinados grupos em detrimento de outros.
O sistema braille – formado por caracteres em relevo que possibilitam a leitura pelo tato – é um instrumento que proporciona autonomia ao dia a dia de pessoas cegas ou com deficiência visual.
Deficiência visual e leitura de documentos digitais e impressos. Pessoas com deficiência visual podem ler em Braille ou usar leitor de telas, navegando com teclado. Pessoas com baixa visão podem ainda ler impressos ampliados, usar a visão residual, recursos de alto contraste e ampliadores de telas.
O Sistema Braille é importante para a educa- ção inclusiva na medida em que o aprendizado des- te sistema proporciona ao aluno incluído maior inde- pendência na escrita e na leitura, o que proporciona, consequentemente, maior facilidade de comunicação e de socialização, já que o Braille é a forma de escrita a partir da ...
O Sistema Braille, tornou-se universal para leitura e escrita para cegos, sendo adaptado a todos os alfabetos, como o chinês, o árabe e o guarani. Ao longo do tempo, também foi adaptado para se aplicar a todas as áreas do conhecimento.
Braille é um sistema de leitura através de pontos em relevo que podem ser lidos com os dedos por pessoas cegas ou com baixa visão. O Braille não é uma língua e, sim, um código pelo qual muitos idiomas – como português, inglês, espanhol, árabe, chinês e dezenas de outros – podem ser escritos e lidos.
Sempre acompanhada da punção, a reglete é um dos primeiros instrumentos criados para a escrita braille. A ferramenta foi apresentada pela primeira vez em 1837 por Louis Braille e conta com uma prancha em MDF, um fixador de papel e um encaixe nas laterais para que o acessório seja colocado.
A leitura do braille por deficientes visuais é feita por meio do tato. Assim, passando os dedos da esquerda para a direita em pontos distribuídos em grupos. Cada parte do texto é dividida em três colunas com até seis pontos cada uma.
Segundo a União Mundial de Cegos - que representa aproximadamente 253 milhões de pessoas com deficiência visual de organizações em mais de 190 países -, cerca de 5% das obras literárias no mundo são transcritas para braille. Isso nos países desenvolvidos. Nos países mais pobres, essa porcentagem é 1%.
O Sistema Braille baseia-se em 6 pontos, dispostos numa estrutura matricial de duas colunas e três linhas, possibilitando a configuração de 63 sinais simples, além do espaço em branco.
Bengala vermelha e branca: é utilizada por pessoas com surdocegueira, que, em diferentes graus, têm a audição e a visão comprometidas. A comunicação, nesses casos, geralmente ocorre pelo sistema “Tadoma”, também conhecido como “Braille Tátil”.
“Depois de quase 15 dias de aula conseguimos escrever em braille com facilidade. O processo de leitura é um pouco mais difícil principalmente pelo fato de não sermos deficientes visuais, nós nos guiamos pela visão, mas com o tempo e prática vamos aprender a ler por meio do tato”, explica Farias.