A biorremediação é um processo que ocorre naturalmente pela ação de bactérias, fungos e plantas, onde os processos metabólicos destes organismos são capazes de utilizar estes contaminantes como fonte de carbono e energia.
Um dos agentes utilizados com sucesso em biorremediação são os fungos filamentosos. Estes micro-organismos crescem rapidamente às custas de diversas matérias orgânicas e por, isso, tornaram-se alvo de um número significativo de pesquisas na área ambiental.
A biorremediação é entendida como um processo que envolve degradação de produtos tóxicos, transformando-os em produtos não tóxicos. A remoção ou redução destes contaminantes tóxicos no ambiente pode ser entendida também como uma forma de biorremediação.
A biorremediação acontece quando microrganismos se aproveitam dos compostos orgânicos e inorgânicos e os utilizam como alimentação. As microbianas transformam os contaminantes em dióxido de carbono e água. Ou seja, além de tratar os rejeitos, já absorve as moléculas do próprio contaminante através da ação metabólica.
A estratégia de biorremediação consiste na utilização de processo ou atividade biológica por meio de organismos vivos (micro-organismos e plantas), que possuam a capacidade de modificar ou decompor determinados poluentes, transformando, assim, contaminantes em substâncias inertes (Jacques, 2010).
Existem dois modelos de técnicas de biorremediação que são: In situ: todo o tratamento do material contaminante é realizado no próprio local da origem. Ex situ: o material é tratado em lugar diferente, ou seja, ele é transportado para um local apropriado especialmente indicado para a recuperação.
Por utilizar organismos vivos e dependendo da técnica empregada, a biorremediação pode ser considerada lenta para realizar todo o processo de recuperação de uma área. Outra desvantagem está relacionada ao possível desequilíbrio ecológico da área.
A biorremediação pode ser realizada de duas formas: “in situ”, no local onde ocorreu a contaminação, ou “ex situ”, quando a porção contaminada do solo ou da água são levados para tratamento em outro lugar. Existem diversas maneiras de implementar a biorremediação nos processos agrícolas.
A Biorremediação possuí vantagens por ser uma das técnicas mais sustentáveis e eficientes na remediação de áreas contaminadas, pois há uma estimulação da microbiota existente naquele ambiente sem a geração de compostos químicos tóxicos provenientes da degradação dos contaminantes.
A biorremediação pode ser feita de várias formas, como a fitorremediação, a bioventilação e a bioestimulação, por exemplo. A técnica mais adequada depende de fatores como o estado de contaminação, o agente poluente, o tipo de solo e muito mais.
Estamos falando dos resíduos biodegradáveis, materiais que, ao invés de acumularem-se em aterros e contribuírem para a degradação ambiental, se decompõem de forma natural e até ajudam a nutrir o solo.
A biorremediação começou a ser estudada após o primeiro grande derramamento de petróleo no ano de 1989, que ocorreu no Alasca, sendo a Exxon Valdez a empresa responsável pelo acidente. No entanto, os estudos e soluções realizados só foram eficazes naquela região do hemisfério, por conta de fatores climáticos.
O processo de biorremediação é indicado para as fases dissolvidas e residuais de contaminantes. O pesquisador explica que nessas fases há maior eficácia, pois a alta concentração da fase livre pode ser tóxica até mesmo para os organismos.
Qual a diferença entre biorremediação e biodegradação?
Autores. A biodegradação refere-se à transformação de moléculas xenobióticas por microrganismos e a biorremediação refere-se ao uso de microrganismos para desentoxicar áreas contaminadas.
Biorremediação consiste no uso de microrganismos ou plantas para a limpeza ou descontaminação de áreas ambientais afetadas por poluentes diversos. Antigamente, as soluções encontradas para a reconstituição das áreas afetadas consistiam na coleta e retirada de material contaminado sem saber que destino dar a ele.
Definição de biorremediação. Segundo pesquisadores da UNIFESP entende-se por biorremediação o uso de processos biológicos para degradar, transformar e/ou remover contaminantes de uma matriz ambiental, seja ela água ou solo.
De modo geral, a biorremediação baseia-se na degradação bioquímica dos contaminantes por meio da atividade de microorganismos presentes ou adicionados no local de contaminação (Bernoth et al., 2000).
Como as bactérias são utilizadas no processo de biorremediação?
Na mineração, a biorremediação tem sido mais voltada para o uso das plantas como transformadoras ou acumuladoras dos contaminantes. Porém, pesquisas mostraram a utilidade dos microrganismos como remediadores, com várias espécies de bactérias e fungos capazes de degradar cobre, chumbo, urânio e outros metais.
A Biorremediação é uma das técnicas mais sustentáveis e eficientes de remediação, pois há uma estimulação da microbiota existente naquele ambiente sem a geração de compostos químicos tóxicos provenientes da degradação dos contaminantes.
Apesar dos benefícios, a biorremediação enfrenta desafios, como a seleção adequada de microrganismos e a adaptação a diferentes tipos de solo. Considerações éticas também surgem, especialmente em relação à manipulação genética de organismos.
Como um processo tecnológico, a biorremediação pode ser gerenciada para degradar ou converter poluentes químicos em estados inócuos ou reduzir seus níveis de concentração abaixo dos estabelecidos pelas autoridades regulatórias. De maneira geral, a biorremediação se aplica a solo ou água contaminados.
Quais tipos de seres vivos são usados nos processos de biorremediação?
São utilizados agentes biológicos degradadores, particularmente microrganismos (bactérias, fungos, leveduras), enzimas, etc., os quais desintoxicam as áreas contaminadas pela poluição. Quando utilizado, o microrganismo metaboliza e digere o contaminante.
A biorremediação pode lidar com menor concentração de contaminantes em que a limpeza por métodos físicos ou químicos seria inviável. Para que a biorremediação seja eficaz, os microrganismos devem atacar enzimaticamente os poluentes e convertê-los em produtos inofensivos.