Bioativação é o conjunto de reações metabólicas que aumentam a toxicidade dos xenobióticos, ou seja que os metabólitos resultantes da biotransformação da substância absorvida sejam mais tóxicos que o composto original (Figura 7).
O termo biotransformação descreve como os organismos transformam as substâncias tóxicas absorvidas em outras de menor toxicidade e em geral solúveis em água, ou em metabólitos de maior toxicidade como é o caso do ácido fórmico na biotransformação do metanol. Neste processo o fígado cumpre uma função importante.
A biotransformação é o processo através do qual uma substância é alterada (transformada) de um elemento químico para outro através de uma reação química no interior do organismo. A biotransformação é essencial para a sobrevivência uma vez que os nutrientes absorvidos (alimentos, oxigénio, etc.)
A toxicologia se apoia, então, em três elementos básicos: 1) o agente químico (AQ) capaz de produzir um efeito; 2) o sistema biológico (SB) com o qual o AQ irá interagir para produzir o efeito; 3) o efeito resultante que deverá ser adverso (ou tóxico) para o SB.
Bioativação é o conjunto de reações metabólicas que aumentam a toxicidade dos xenobióticos, ou seja que os metabólitos resultantes da biotransformação da substância absorvida sejam mais tóxicos que o composto original (Figura 7).
Os fármacos podem ser biotransformados por oxidação, redução, hidrólise, hidratação, conjugação, condensação ou isomerização; mas, qualquer que seja o processo, o objetivo é de facilitar sua excreção. As enzimas envolvidas na biotransformação encontram-se em muitos tecidos, mas, geralmente, concentram-se no fígado.
A biodisponibilidade refere-se à extensão e à velocidade em que a porção ativa (fármaco ou metabólito) adentra a circulação sistêmica, alcançando, assim, o local de ação.
Idiossincrasia é um termo impreciso que foi definido como resposta anormal geneticamente determinada a um fármaco, mas nem todas as reações idiossincráticas têm causa farmacogenética. O termo pode tornar-se obsoleto à medida que mecanismos específicos das RAFs são desvendados.
Do grego, xenos = estranho e bio = vida, xenobióticos são compostos químicos não pertencentes a um organismo ou sistema biológico, mas que, de alguma forma, estão ali. O termo também é aplicado a substâncias presentes em concentrações muito mais elevadas que o nível normal.
Os produtos da conjugação com sulfatos são sais de sulfatos ácidos (SO3) ou de sulfamatos (NHSO3), que, em pH fisiológico são totalmente ionizados e rapidamente excretados pelos rins. Os íons sulfatos presentes no organismo também terão que ser ativados para se conjugarem com os xenobióticos.
Os produtos com DL50 oral menor que 50 mg/kg podem ser considerados como de alta toxicidade. Já os produtos com DL50 oral entre 50 mg/kg a 5g/kg podem ser considerados como de média toxicidade. E os produtos com DL50 maior que 5 g/kg podem ser considerados como de baixa toxicidade.
Qual órgão tem a maior capacidade de biotransformar xenobióticos?
As células hepáticas têm uma capacidade muito grande para biotransformar agentes xenobióticos (compostos químicos estranhos a um organismo), sendo convertidos geralmente em substâncias mais hidrossolúveis que são eliminadas pela via renal.
Tais reações de metabolização são chamadas de biotransformação, nas quais o fígado é capaz de transformar o fármaco em metabólitos ativos, inativos e/ou facilitando sua eliminação.
É importante destacar também os compostos NAD + (Nicotinamida Adenina Dinucleótido) e FAD (Dinucleotídeo de Adenina Flavina), fundamentais para as funções do metabolismo energético por transportarem o hidrogênio liberado nas reações químicas. ATP é o elemento mais importante das células por captar e liberar energia.
➢ Agonista: é um fármaco que possui afinidade por um receptor particular e causa uma modificação no receptor que resulta em um efeito observável. Tendência do fármaco se associar a um tipo particular de receptor. A força de atração de um fármaco por um alvo biológico é definida como afinidade.
A glicuronidação, a conversão de compostos químicos em glicuronídeos, é um método que os organismos usam para auxiliar na excreção de substâncias que não podem ser utilizadas como uma fonte de energia.
A conversão metabólica dos fármacos geralmente é de natureza enzimática. Os sistemas enzimáticos envolvidos na biotransformação dos fármacos estão localizados no fígado, embora qualquer tecido examinado tenha alguma atividade metabólica.
Xenobióticos (substâncias estranhas ao organismo) sofrem biotransformação, principalmente por enzimas citocromo P450, que apresentam localização hepática e extra-hepática, como na cavidade oral e no esôfago, e são ativados em compostos altamente reativos, que podem interagir com macromoléculas, como o DNA, causando ...
A DL50 é uma medida crucial para a avaliação de riscos e segurança de produtos químicos, medicamentos e outros compostos que podem ter efeitos adversos à saúde.
Xenobióticos são substâncias estranhas ao organismo, que normalmente não são encontradas na natureza ou no nosso metabolismo. Podem estar presentes em produtos químicos sintéticos, toxinas ambientais, fármacos, aditivos alimentares, poluentes industriais e do ar, metais pesados e pesticidas, por exemplo.
Processos ADME, as quatro fazes pelos quais uma substância passa após entrar no organismo: Absorção; Distribuição; eliminação através do Metabolismo e da Excreção.