Os símbolos da justiça apontam formas de agir de modo muito explicito. A ação justa deve ser corajosa, não se deixando intimidar com o poder dos que agem de maneira injusta. A ação justa é regrada, comedida, pensada com critério. Ou seja, precisa ser conduzida pela razão.
A forma como uma pessoa justa toma as suas decisões é mais respeitada, uma vez que busca sempre levar em conta os dois lados da questão, e fazer isso de maneira honesta e imparcial.
Uma pessoa justa nada mais é do que um sujeito que sabe olhar os outros a partir de uma perspectiva muito mais humana e empática. Ou seja, não está preocupada em encontrar erros, mas sim em ajudar outras pessoas a se tornarem mais justas consigo mesmas, passando a viver uma vida mais plena.
Ser justo é não se apropriar de pertences alheios e dar o correto valor a cada coisa e a cada pessoa. Ser justo é estabelecer regras claras sem dar vantagem para uns e desvantagem para outros.
Assim, a vida justa é aquela que tem como fundamento a necessidade de buscar as ações baseadas na ideia de “bom” para o coletivo. A vida justa não busca alcançar recompensas particulares nem teme ser julgada49.
Nos Salmos encontramos uma pérola que diz assim: As pessoas justas são como árvores que crescem na beira de um riacho (estão sempre úmidas - alimentadas) elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham (Salmo 1.3). É isso mesmo, quem é justo não desiste, não murcha, não volta para trás.
É preciso respeitar as leis, cumprir deveres, garantir direitos, mas nunca sacrificando a justiça. A máxima aristotélica pode certamente nos ajudar na compreensão e no agir: “não é justiça que faz os justos, são os justos que fazem a justiça”.
O homem justo é um homem virtuoso, tal como, por exemplo, o homem corajoso, e a justiça de suas ações receberá tal qualificação pelo hábito. Para Aristóteles, justo é o homem que cumpre e respeita a lei e injusto é o homem “sem lei” e ímprobo.
Para ser cristã, uma pessoa deve praticar a justiça, comportar-se honrosamente perante Deus e outras pessoas. Uma pessoa justa é civilizada em palavras e ações e reconhece que as diferenças de perspectiva ou de crença não impossibilitam que haja genuína bondade e amizade.
A ação justa deve ser corajosa, não se deixando intimidar com o poder dos que agem de maneira injusta. A ação justa é regrada, comedida, pensada com critério. Ou seja, precisa ser conduzida pela razão. Equilíbrio e ponderação são marcas importantes da ação justa, para que haja igualdade nas decisões aplicadas pela lei.
O injusto é, por oposição, definido em seu primeiro sentido como o que é contrário à lei ou à convenção, e em seu segundo sentido como o que é desigual (ver KRAUT, 2002, p. 114, n. 25 e IRWIN, 1988, pp. 623-624).
O Salmo 112.4 diz: "Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo". A Bíblia também diz que não há nenhum justo na Terra. É verdade, ninguém é justo pelo seu próprio mérito ou virtudes. Todos somos pecadores, mas, quando convidamos Jesus para entrar na nossa vida, Ele nos declara justos.
somos declarados justos diante de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, e isso se aplica a todos que creem, sem nenhuma distinção. Pois todos pecaram e não alcançam o padrão da glória de Deus, mas ele, em sua graça, nos declara justos por meio de Cristo Jesus, que nos resgatou do castigo por nossos pecados.
Assim, justo é aquele que age com equidade, seriedade, respeito, honradez, honestidade e integridade; ao contrário, o injusto é o que procede com arbitrariedade, desigualdade, desrespeito, ilegalidade e iniquidade.
Os justos clamam, e o SENHOR os ouve e os livra de todas as suas angústias. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas. Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.
Ser bom é não fazer o errado, é não fazer mal, é ter atitudes boas, é ser querido por todos, não fazer criticas, com medo de magoar alguém. Ser justo é mais exigente que ser bom. Requer de si mesmo, munir-se de todas as justificações que são sustentadas pela razão e não pelos sentimentos.
Uma pessoa justa é aquela que abriga duas forças contrárias, positivas e negativas, e que exerce sua livre escolha para aumentar a força e a ação positivas contra seu próprio desejo natural.
O que é preciso para que possamos viver de forma justa?
Educação, justiça social, direitos humanos, participação cívica, transparência e empoderamento são elementos fundamentais que devem ser promovidos para alcançar uma sociedade mais justa e democrática.
É possível descrever uma pessoa justa como aquela que compreende a sua necessidade, mas também a do outro. Além disso, deve ter discernimento na hora de ponderar escolhas, seja sobre a própria pessoa, seja sobre situações de outras pessoas.