Enfermidade. Como vimos anteriormente, a maioria dos casos de infertilidade nas Escrituras, não remetem a um juízo de Deus. O padrão que podemos observar na Palavra, portanto, é que a infertilidade é tratada como uma enfermidade permitida (mas não causada) por Deus.
Na tua terra não haverá mulher que aborte ou seja estéril, e completarei o número dos teus dias. (Ex 23: 25 – 26). Serás mais abençoado que todos os povos. Ninguém do teu meio será estéril, seja o homem, a mulher ou teu gado.
COMO EU APRENDI A ESPERAR PARA CONSEGUIR ENGRAVIDAR?!
Qual era a maldição da esterilidade na Bíblia?
A esterilidade, principalmente no passado, era vista como uma maldição. Em todo o Antigo Testamento da Bíblia, mulheres inférteis eram consideras inferiores, pois não podiam procriar, sendo culpadas assim por “prejudicar o futuro da família”.
O verso bíblico diz: “Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão” (RA). Este é o único caso na Bíblia em que alguém tenta impedir a procriação, ou seja, utilizar uma forma contraceptiva.
Ana, mãe do profeta Samuel, era estéril e sofria com a sua incapacidade de ter filhos, sendo provocada por Penina, outra esposa de seu marido, Elcana. Em sua angústia, Ana orou ao Senhor no templo, prometendo dedicar seu filho ao serviço de Deus se Ele lhe concedesse um.
Vasectomia NÃO é pecado! Assim como a mulher pode fazer uma cirurgia para não engravidar mais, o homem também pode optar pela vasectomia se não tiver mais interesse em ter filhos. É importante lembrar que a vasectomia é reversível, então, caso ele mude de ideia, o procedimento pode ser revertido.
Mesmo com as conhecidas declarações da Igreja Católica contrárias sobre a questão do uso dos anticoncepcionais, recentemente, em um determinado contexto de saúde mundial*, o Papa Francisco declarou que o uso de métodos contraceptivos “não é um mal absoluto”.
Entre as causas femininas, em 25% dos casos a infertilidade ocorre por anovulação, ou seja, a mulher não ovula regularmente. Os principais fatores dessa condição são ovários policísticos, alterações de tireoide, alterações da prolactina, uso de medicamentos e até falência ovariana precoce.
Gênesis 30:1-24 NTLH. Quando Raquel percebeu que não podia ter filhos, ficou com inveja da sua irmã Leia e disse ao marido: — Dê-me filhos; se não, eu morro!
Você ficará grávida, dará à luz um filho e porá nele o nome de Jesus. Ele será um grande homem e será chamado de Filho do Deus Altíssimo. Deus, o Senhor, vai fazê-lo rei, como foi o antepassado dele, o rei Davi. Ele será para sempre rei dos descendentes de Jacó, e o Reino dele nunca se acabará.
Números 5:27 NAA. E, havendo-lhe dado a beber aquela água, se ela tiver se contaminado, tendo sido infiel a seu marido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre ficará inchado e o útero secará; a mulher será por maldição no meio do seu povo.
A Bíblia não menciona explicitamente a fertilização in vitro ou outros tratamentos modernos de fertilidade, pois essas tecnologias não eram conhecidas no momento em que foi escrita. No entanto, os cristãos recorrem frequentemente aos princípios bíblicos para orientar a sua compreensão.
Na tua terra, não haverá mulher que aborte, nem estéril. E em Deuteronômio: Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá entre ti nem homem, nem mulher estéril, nem entre teus animais. Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos.
As situações de infertilidade sempre estão rodeadas de conflitos entre as mulheres: Sara é infértil enquanto que Hagar engravida de Abraão (Gn16); Raquel tem ciúme de Lia, pois esta engravida dando descendência a Jacó (Gn 30); Ana é infértil e por isso, tem conflitos com Penina, a outra mulher de Elcana (1 Sm1).
Embora uma pessoa estéril enfrentasse vergonha diante do seu povo, Deus olhava para essa pessoa com amor. Da mesma forma, mesmo que para a sociedade secular a infertilidade seja um motivo de vergonha, para Deus um estéril é tão digno de receber amor quanto uma pessoa fértil.
A referência é a métodos artificiais, como a pílula, criada e popularizada nessa época. A Igreja só tolera a tabelinha, ou seja, admite relações fora do período fértil da mulher, que seria controlado segundo as menstruações, um processo “natural”.
Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus. Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.
A norma moral da Igreja afirma que, para uma relação sexual ser completa, válida e consumar a união de um casal, a ejaculação do esposo deve ser dentro da vagina. No coito interrompido, podemos afirmar, portanto, que a relação sexual não é completa; assim sendo, é moralmente incorreta e não aceita.
A fertilidade é o que dá sentido à vida para o homem e a mulher, criação de Javé, e se confunde com a própria existência humana. E, por mais recorrente que seja semear e não colher, casar e não ter filhos, a esterilidade trouxe sofrimento, conflitos e indagações ao ser humano.
Qual a diferença entre infertilidade e esterilidade?
Assim, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser auxiliadas por tratamentos de reprodução assistida, e que é estéril quando há impossibilidade de gerar filhos.