Em Deuteronômio, capítulo 8 versículo 2, Deus nos diz: “Eu te coloquei no deserto, para saber o que havia em teu coração.” Se a sua vida está em escala de cinza e você sente como se estivesse no deserto, olhe para o céu e deixe-se conduzir por Aquele que permitiu que você passasse por isso.
O deserto simboliza a hostilidade, que na Bíblia representa a ocasião em que Deus põe a prova o seu povo, afim de aperfeicoá-lo (Sl 78; 95, 107). Isto serve para nos recordar que a nossa vida esta totalmente nas mãos do Senhor, e que neste mundo hostil dependemos exclusivamente Dele para sobreviver.
Isaías 35:1-10 NTLH. O deserto se alegrará, e crescerão flores nas terras secas; cheio de flores, o deserto cantará de alegria. Deus o tornará tão belo como os montes Líbanos, tão fértil como o monte Carmelo e o vale de Sarom. Todos verão a glória do SENHOR, verão a grandeza do nosso Deus.
Por que passamos pelo deserto? O deserto é um lugar especial no coração de Deus e, não há um filho Seu que ainda não tenha passado por essa situação. Para entender o deserto e o seu significado, é preciso que nos posicionemos, para que possamos compreender, de fato, qual a importância e a relevância que temos.
O verso 2 diz que Deus levou Seu povo ao deserto para fazê-los humildes. Isto para ensinar-lhes a dura lição da humildade. O deserto é uma lixa de Deus que remove essa espessa e dura camada de orgulho com a qual nos vestimos nos momentos de prosperidade.
“É preciso passar pelo deserto, para que Ele fale ao nosso coração. Se o nosso coração estiver cheio de coisas mundanas, ainda que possam ser chamadas de 'religiosas', Deus não encontrará lugar, e não o ouviremos quando bater à nossa porta”, alertou Francisco.
Edson de Sousa utiliza a expressão “atravessar desertos” como metáfora para enfrentar o totalitarismo reinante que nos inunda de paralisia e conformismo, anestesiando o que temos de mais precioso, nosso direito à revolta, nossa potência de desejar, nosso compromisso para com a nossa imaginação.
Tristeza, depressão, medo e luto têm aumentado e, em alguns casos, se tornaram incontroláveis. Jesus passou por um tempo de completa solidão, no qual ele quase morreu por estar completamente sozinho. Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
Na espiritualidade do povo de Israel, recordar a caminhada no deserto é renovar a certeza do amor de Javé que se manifesta na sua história. Essa lembrança é fonte de esperança, fortalece o povo em sua caminhada cotidiana, fazendo-o reviver a mesma experiência em todos os tempos.
🙌Deus nos leva ao deserto não para nos destruir, mas para nos moldar, nos preparar e revelar quem somos Nele. 💪 Permita que o deserto seja o lugar onde sua fé cresce, sua confiança é fortalecida e sua intimidade com Deus é renovada.
Portanto, para sair do deserto, é preciso ter fé nas promessas de Deus. É preciso tirar os nossos olhos das circunstâncias que estão ao nosso redor e, pela fé, enxergarmos que, além daquela sequidão, há um propósito, há uma história que está sendo escrita pelo Senhor.
Como posso saber se estou passando por um deserto espiritual?
Na caminhada espiritual de todo ser humano, aparecem momentos em que tudo parece um abismo e as respostas se esvaem. Há uma aridez, uma secura espiritual e tudo parece estar perdido. Surgem o desânimo, a vontade de ficar parado, de não mais caminhar. Caminha-se pelo deserto interior.
Em Deuteronômio, capítulo 8 versículo 2, Deus nos diz: “Eu te coloquei no deserto, para saber o que havia em teu coração.” Se a sua vida está em escala de cinza e você sente como se estivesse no deserto, olhe para o céu e deixe-se conduzir por Aquele que permitiu que você passasse por isso.
O deserto é considerado um período de preparação. Comumente podemos não compreender o seu propósito, mas é nele que Deus nos aperfeiçoa e capacita para desfrutarmos do que Ele tem para nós.
Ele era alguém que gozava de autoridade, privilégios e regalias concedidos por Deus. Acontece que Lúcifer se rebelou contra Deus, desejando ser semelhante ao Criador (Is 14:13-14), sendo a primeira criatura na qual se originou o pensamento competitivo.
O texto de Lc 4,1-13 é reflexo da educação judaica, unida à fé. Jesus e todo o judeu professavam a máxima da Lei: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, o teu ser e as tuas posses” (Dt 6,4-5).
O deserto é, portanto, uma providência divina para tratar nosso eu interior, fazendo com que nos tornemos pessoas melhores e capacitadas para lidar com todas as bênçãos que Deus quer nos entregar. Passar pela aridez do deserto é cansativo, difícil, dolorido.
Eu ouço sempre pessoas dizendo que quando estão passando por dificuldades mais sérias significa que elas estão passando por um deserto. Eu até entendo a relação entre dificuldade e deserto. Mas o que não te contaram é que deserto não significa luta, dificuldade, tribulação está muito longe disso.
A própria escritura atesta: “Cristo foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ali ser tentado pelo demônio” (Mt 4,1). Como diria São Gregório Magno, que não era indigno que o nosso Redentor, que veio ao mundo para ser morto, quisesse ser tentado pelo maligno.
Um dos principais significados do deserto é que ele serve como um lugar de encontro e revelação divina. É no deserto que Deus se revela a Moisés na sarça ardente (Êxodo 3:1-6). Esta teofania marca o início da intervenção direta de Deus na história da salvação de Israel.
O deserto é uma obra de Deus, para onde Ele dirige os seus eleitos: Ose 2, 16. Podemos cair na tentação de querer entender esta rica experiência de Deus como uma punição divina, o que não corresponde à realidade, pois se Deus atrai os seus para o deserto é por desejar que mergulhem em sua intimidade.
Já a aridez, a perda do gosto pelas realidades espirituais, é um desafio que chama a viver somente da fé quando se está desprovido de consolações. Finalmente, a acídia ou preguiça espiritual é a tentação por excelência contra a oração.